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28 de abr de 2017

Dating na Inglaterra


***Atenção: esse post contém um bocado de estereótipos e generalizações

Uma coisa que eu amo sobre Londres é que todo mundo tem chance de se dar bem no amor. A cidade tem uma mistura tão louca, tão miscigenada, que fica difícil não encontrar uma tampa personalizada pra sua panela. Mas isso não significa, necessariamente, que essa tarefa seja fácil.

A boa notícia é que ninguém se importa de tentar. De tentar 200x se preciso for. Outra coisa fantástica sobre Londres: ninguém liga se você conheceu seu namorado na internet. Ninguém liga que você esteja usando o Tinder no metrô. Sabe esse olhar de desprezo-puxa-que-solteirona-buscando-namorado-na-internet que rola aqui no Brasil? Na Inglaterra ninguém dá a mínima.

Inclusive, a Inglaterra levou o dating para um outro nível. O First Dates, por exemplo, junta pessoas que nunca se viram em um jantar romântico num restaurante no centro de Londres. E põe isso no ar. Dá cada merda que nem te conto! Tem o clássico Laura, que seca os pêlos da vagina antes de sair pra um encontro. E ainda tem a pobre da Emma, que reencontrou no programa um cara de quem já tinha levado um toco. Só pérolas.

A Laura e o pobre do date dela (que aflição assistir esse episódio, meldels)

Não satisfeitos, eles resolveram que era melhor colocar umas opções no cardápio. Opções de pessoas, no caso. No Dinner Date, que passa na ITV, um cara escolhe entre 5 menus (de comida agora, vai!). Os três menus escolhidos escondem a identidade de mulheres que vão cozinhar pra ele um jantar romântico na casa delas. Daí eles se conhecem, bebem uma birita, comem e batem papo. No final de cada jantar, o cara dá uma nota de 1 a 3 estrelas e ao fim da comilança nas 3 casas, ele escolhe uma das mulheres para um segundo jantar, dessa vez num restaurante. É isso mesmo. O prêmio para a escolhida é um segundo jantar e, caso não seja escolhida, ganha um menu congelado. Ryzos. Só mesmo na Inglaterra pra um negócio desse fazer sucesso.

Ah, também tem de mulher que escolhe homens. E de gays. Adoro os de viado. Pena que sejam poucos. (Spoiler: já teve brasileiro passando vergonha na gente em rede internacional). Aqui o Buzzfeed listou 19 coisas que sempre rolam no programa e em outro post colocou 33 fatos que você precisa saber sobre Dinner Date. A fama de um programa de TV é proporcional à quantidade de vezes em que ele aparece no Buzzfeed.

Esse amigo aí pode, quem sabe, ter colocado fogo na casa tentando impressionar a mina

Sou viciada, me deixem. De tanto assistir essa bobagem, comecei a analisar a galera e por fim já acerto sempre quem a pessoa vai escolher pro segundo date. As pessoas, elas são muito previsíveis.

Dentre as coisas que eu percebi, a mais gritante é que a galera curte se miscigenar. Britânicos normalmente escolhem uma mina de outra nacionalidade (e o inverso também vale). Eu acredito que tenha a ver com o stiff upper lip dos súditos da rainha. Britânicos não curtem muito falar sobre seus sentimentos e tal (acho que tem a ver com a guerra - esse Keep Calm and Carry On afetou pra sempre os ingleses), então quando tem um estrangeiro que se abre, que fala de suas angústias, medos e vontades, nossa, a coisa flui!

Gente feia também tem vez. É cada casal impossível no Dinner Date que você quase questiona seu grau de miopia. Sabe quando aparece aquele cara e você pensa "sem chance que ele vai se dar bem hoje"? Pois é. Não funciona assim na Inglaterra. Vocês precisam entender: tem uma tampa pra toda panela nessa vida, minha gente! Não só a mina curte o cara, como engata num relacionamento sério com ele. Então, nem preciso dizer que há um monte de casais em que um é MUITO mais bonito que o outro. Rola o tempo todo. No meu caso particular, meu britânico vive dizendo que eu sou a mulher mais bonita que ele conhece. hahahaha coitado. Daí vocês tiram de base.

Na maioria das vezes não acaba assim não haha

Outra coisa engraçada é que as britânicas forçam a barra demais. Não sei explicar o porquê, mas todas elas soam meio falsas. Aquela risada falsa, sabe? Teve até um cara que perguntou por que a mina ria falso assim. Me representou! Mas sério. É muita maquiagem, com muito laquê na cabeça, com muito bronzeamento artificial. Não consigo entender, não precisa disso, elas são lindas. E laranjadas. Desculpa, gente, mas cês são. #stopfaketan

Eu usei Tinder um tempão em Londres (e não foi assim que eu conheci o bofe!) e me divertia muito. Fiz um monte de amigos (juro por Deus!), saí com uns caras bacanas, com outros não tão bacanas assim. Mas valeu muito a experiência antropológica. E também o fato de que ninguém julga porque você está usando um app de date. Como eu disse, ninguém liga. O Tinder de Londres é tão louco que já virou post no Buzzfeed e minhas amigas e eu tínhamos um grupo no Whatsapp só pra jogar print das pérolas que rolavam. 

Enfim, se você sente que nunca vai arrumar um bofe ou uma mina nesse Brasilzão de meudeus, minha dica é: vá para a Inglaterra. Se joga. Seja feliz!

25 de abr de 2017

Eu li: A amiga genial

Detalhe da capa de 'A amiga genial', de Elena Ferrante

O primeiro livro da quadrilogia da escritora italiana Elena Ferrante, A amiga genial, me deixou com muita preguiça. Desde o primeiro capítulo do livro eu me senti engambelada, eu percebi ali mesmo no começo que o objetivo da autora era escrever uma série pra vender vários livros. E isso me deixou bem irritada.

Eu entendo que existem essas narrativas lentas, cheias de pequenos detalhes, com o objetivo de fazer uma construção psicológica das personagens. Entendo também que há quem goste dessas narrativas. Mas, honestamente, elas não são pra mim. Eu gosto de ação. Gosto de ficar desesperada pra saber o que vai acontecer em seguida e esse livro passou bem longe de me causar tal efeito.

Fiquei ligeiramente curiosa com o que pode ser o desfecho do último livro, pois a história começa com o desaparecimento proposital de uma das personagens principais (são duas amigas). Lila Cerullo decide sumir e apagar todos os registros da sua vida, mas sua amiga Lenu resolve que a história é muito boa pra simplesmente desaparecer. E é assim que a narrativa começa. Prometeu (e deve cumprir lá pelo quarto livro), mas não sei se fiquei instigada o suficiente para me jogar na continuação, História do novo sobrenome.


A amiga genial é, sem dúvida, um best-seller e ainda não li nenhuma resenha negativa sobre o livro, então devo ser o ponto fora da curva. Minha vontade era pegar na mão de Lenu e dizer: "miga, deixa Lila sumir, ninguém se importa com essa história".

Tem ainda todo um mistério envolvendo a identidade da autora, que usa pseudônimo para escrever. Algumas pessoas especulam até que seja um autor. Eu chuto que além do anonimato, ela deve estar tentando se proteger de qualquer tipo de retaliação da máfia italiana. Quem é que brinca com os napolitanos, não é mesmo?

E você? O que achou do livro?

19 de abr de 2017

Tag Wanderlust

Newquay (UK) sendo linda numa tarde de inverno

Visitando o site do Aprendiz de Viajante, me deparei com esse post da Helô sobre a tag Wanderlust. Fiquei curiosa pra saber minhas próprias respostas e daí - por que não? - já enfiei aqui no blog pra virar um post. Ficou com vontade? Faz também e cola o link aqui nos comentários :)

Quando e pra onde ia seu primeiro avião?
Putz, nasci no Rio de Janeiro, mas toda minha família sempre morou em Goiânia, então desde bebê eu fazia essa ponte aérea, não vou saber precisar quando. Pode ser o primeiro voo internacional? Obrigada. Foi em 2006, de Goiânia a Lisboa, com conexão em Madrid (Barajas). Lembro como se fosse hoje. Uma choradeira sem fim pra fazer meu intercâmbio universitário na Universidade de Coimbra. Só amores por essa experiência.

O eterno problema de tentar não voltar pra Londres em todas as férias

Pra onde já foi e gostaria de voltar?
Tá aí o principal problema das minhas férias. Sempre quero voltar a Londres. SEMPRE. Daí tenho que respirar, desapegar e tentar um destino diferente. É sempre a primeira coisa que me vem a cabeça quando penso em viajar. Mas se vou pra Europa, Londres precisa estar enfiada de alguma forma nesse calendário. É meu acordo comigo mesma.

Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema, para onde vai?
Vou fazer minha roadtrip pelos Estados Unidos. É a viagem que quero fazer há mais tempo, a que mais desejo desde sempre, mas demanda grana, tempo (e companhia) porque quero viajar de costa leste a oeste, de New York a San Francisco. O roteiro está pronto há anos. Sinto que ela está cada vez mais perto. O boy já curtiu a ideia de essa ser nossa viagem de lua de mel. Todo mundo cruza os dedinhos comigo!

Sou super adepta das roadtrips

Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?
Estou acostumada com a estrada, adoro dirigir, amo uma roadtrip, então, né? Carro. Já fiz muitas roadtrips. A que eu fiz pra Minas Gerais, inclusive, tá aqui no blog em fotos e relatos. Fiz poucas viagens de trem (só na Europa) e eram sempre relativamente curtas, mas fico entediada e tensa, de olho nas malas e tal. Avião não é minha preferida - porque odeio voar, porque odeio a burocracia -, mas topo pra longas distâncias. Tomo um Dramin e apesar de não dormir pra valer, só desperto no destino.

Site preferido de viagens?
Hummmm... Não tenho UM preferido, tenho vários, pode ser? Gosto do Aprendiz de Viajante, do Pra ver no mundo, do London, sô!, do Catálogo de Viagens, do Pequenos Monstros (que não é só de viagens, inclusive) e de vários outros que não me ocorrem agora, cujos donos vão brigar comigo via comentários. Sorry.

Fideuá: melhor comida do universo (é tipo uma paella, só que ao invés de arroz, põe macarrão)

Pra onde você viajaria só para comer a comida local?
Voltaria à Catalunha. Melhor comida da vida toda. Sério. Fideuá. Comam. Sejam felizes. Me marquem no Instagram. Tenho pra mim que também ficarei gamada na comida grega. A ver.

Você sabe seu número do passaporte de cabeça?
Podicrê!

Você prefere assento do meio, corredor ou janela?
Janela. E perto da asa. Já comentei que tenho medo de voar, né? Então, descobri que a asa é a parte mais estável do avião, onde você sente menos os bumps da turbulência. E só levanto pra ir ao banheiro se eu estiver nas últimas. Já passei vários voos de 12h sem me levantar. Sim. Então fico na janela e é sucesso, porque não atrapalho ninguém e, teoricamente, ninguém me atrapalha.

Pra ir pra qualquer lugar da Catalunha, basta me chamar (essa é de Girona)

Como você passa o tempo quando está no avião?
Grogue. Tenho medo e tomo remédio pra tentar dormir. Não funciona, mas fico menos angustiada. Normalmente começo a assistir os filmes e pego no sono. Fico cochilando o voo todo. Só acordo pra comer e pra reclamar que tá demorando demais a chegar. Se for um voo curto, normalmente o Kindle já me é suficiente.

Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?
Apesar de ser carioca, sempre prometo nunca mais voltar ao Rio. E volto. E passo perrengues. Mas vez ou outra sou feliz por lá, mesmo sem ir à praia.

3 de abr de 2017

Indico em Londres: Pub crawl do Guri in London


 Não é novidade que o guri Rafa Maciel faz uns tours guiados por Londres, mas é novidade que eu fui num tour guiado por ele! êêêê!!!! Como cês sabem, eu sou uma pessoa crítica, então já vou deixar claro logo no primeiro parágrafo que eu AMEI! O Rafa e eu somos amigos? Somos! Mas eu sou sempre a primeira a dar pitaco nas coisas que ele inventa (às vezes ele pede, às vezes não hehehe), então posso dizer que tenho uma opinião bem isenta quanto ao pub crawl que ele guia e que eu fiz em agosto de 2016.

"Ah, Marla... sei não, hein?"

Esse pub crawl tem o selo "mano desconfiado" de qualidade!


Opa. Sem problemas. Tá aqui a opinião de outras trocentas pessoas (222 até o momento de publicação desse post) que valeram um certificado de EXCELÊNCIA pra esse tour. Tá bom? Tá não? Então peraí que conto mais.

Parte da vista que vai fazer parte do seu tour

O tour do guri começa ali na estação de London Bridge, na beira do rio Thames, com a vista do The Shard, uma passadinha na frente do Borough Market e tal. O guri saca muito de Londres, então ele vai contando umas curiosidades da cidade, das ruas onde você tá e que existem muito antes de descobrirem o Brasil. Olha, não sei vocês, mas eu acho isso foda demais!


Ah, é. Tem pubs também.

"No meio do caminho tinha um pub.
Tinha um pub no meio do caminho."

O poema era esse, né? Porque meu filho, se tem uma coisa que essa dona Londres sabe produzir, essa coisa é pub. Tem muito. Tem demais. Tem passado. E como é que você vai saber se aquele é bom e aquele outro ali do lado da rua é ruim? Fazendo o tour do guri, é claro.

Guri guru saca das paradas pubísticas

O pub crawl vai te levar nos pubs históricos, o que quer dizer que eles estão ali há uma boa dezena (senão centena!) de anos e continuam ativos porque são muito bons. Todos eles têm detalhes peculiares, uma história incrível e, claro, cervejas de primeira.

"É o quê, Marla? Heineken, Stella?"

Não, amor. É cerveja local, servida em temperatura ambiente, com todo o amarguinho de Londres. [coração com as mãos]


No total são 15 pubs (calma, você não vai beber em todos! mas se conseguir, parabéns!), cinco lugares especiais da região e referências locais para ao menos nove filmes que você certamente já assistiu nessa vida! Olha, pra quem não conhece Londres é um puta passeio turístico. Pra quem já conhece Londres, é um puta passeio histórico. Essa cidade é simplesmente inesgotável.

A vista ajuda bastante, vou dizer logo

Não indico o passeio para:
- quem tem dificuldade de locomoção;
- quem precisa comer enquanto bebe (no último pub rola o jantar da galera com um precinho especial)
- quem leva mais de hora pra beber uma pint (shame on you, sir!)

Grande guri explicando uma parada sinixxxtra!

Uma coisa que o guri faz e que eu acho o máximo é a atenção incrível que ele dá pra cada uma das pessoas. Começa uns três dias antes, com você recebendo um email cheio de informações de onde a turma vai se encontrar, como chegar, pra quem ligar se você se perder, o que levar, enfim: como se preparar. Depois, durante o tour, ele indica cervejas (Rafa é bom bebedor!!) e ajuda a galera a pedir no balcão, caso o inglês do coleguinha tenha faltado a algumas aulas... (o passeio é todo em português, né? ninguém é obrigado a falar inglês não!). No último pub rola o jantar e ele ajuda a galera com os pedidos, explica o que tem nas comidas, ensina a voltar pro hotel... No fim do tour você ainda recebe um novo email detalhando os pubs por onde você passou, os lugares históricos que você viu e ainda dicas de filmes e vídeos pra você sempre voltar a Londres - nem que seja pela TV/YouTube.

"Nossa, Marla! Quero! Como faz?" 

Cantinhos ao redor do Borough Market

Para agendar, você precisa ver as datas disponíveis no site do Guri in London. Hoje o tour do guri tá custando R$ 20 pra agendar + £20 na hora do passeio e tem vagas limitadas (ou sejE: não vai dar a bobeira de tentar marcar no dia anterior!). Além do Pub Crawl histórico, o guri oferece ainda os seguintes passeios:

- Tour da Música - Let's Rock!
- Keep Calm - Londres e as guerras mundiais
- Jack, o Estripador
- Beatles Tour
- Harry Potter tour

Se você quiser acompanhar o trabalho do Rafa, ele tem site, canal no YouTube (pelamordedeus o Papo de Pub! Maravilhoso!), página no Facebook, Podcast (Chá dos 3), Instagram e Snapchat (@guriinlondon). Só jogar guri in london em tudo, que você acha. Já fez um passeio com o guri e quer deixar o testemunho, irmão? Se joga nos comentários!

*** Este post NÃO é um publieditorial

28 de mar de 2017

Causos do metrô londrino


O transporte público de Londres é uma coisa que eu nem sei explicar. Não é só transporte. É cultura. É um resumo da sociedade. É arte. E é onde rolam as coisas mais inexplicáveis, especialmente durante a noite. Dia desses lembrei de alguns episódios. Veja aí e me conta se já viu algo parecido?

Teve uma vez em que uma garota trêbada entrou no metrô e encostou a cabeça num estranho pra dormir. O cara deu uma olhada de rabo de olho, mas não se mexeu. Até chegar à estação dele, é claro. Daí ele pediu licença pra sair, a moça xingou porque ela perdeu o travesseiro e ele disse um verdadeiro "Sorry".


Teve também o causo da garota louca no ônibus noturno. Começa com ela não achando o Oyster Card #classic, pra em seguida xingar o motorista porque afinal de contas "como assim você não pode me deixar passar?". Não satisfeita, ela resolveu tomar as dores do Brexit e começou a xingar geral a galera do busão. Eu me encolhi no cantinho, fingindo que não tava entendendo nada #nohabloingles enquanto os caras do fundão riam sem parar. Claro que ela ficou puta e foi lá dar uns tapas nos caras quando o busão fez uma curva e a mana caiu de cara no chão. Eu respirei fundo e os caras riram ainda mais. Ela se levantou tentando dar uns socos no ar e os caras a seguraram e a colocaram pra fora do ônibus no MAIOR AMOR DO MUNDO. Sério. Eles não a machucaram e a impediram de se machucar ainda mais.


Essa não foi comigo, mas com o meu namorado. No dia em que a gente se conheceu, ele tentou dar um caô pra dormir na minha casa, mas eu o mandei embora às 3 e tal da manhã. Ele entrou no ônibus noturno e obviamente caiu no sono dos anjos bêbados. Acordou com o motorista avisando que tinham chegado no ponto final. Ele, completamente perdido, pediu desculpas e disse que não fazia ideia de como voltar, se o motorista poderia dar alguma dica pra ele. O que o motorista fez? Dirigiu de volta até o lugar onde ele precisava descer.


Essa rolou recentemente na estação de St. Paul's. Um dos caras que controla a plataforma pediu pra todo mundo sair do trem por causa de uma falha mecânica. Acontece que ele ficou preso do lado de dentro. Quer dizer, mais ou menos. O corpo ficou pra dentro, mas a cabeça ficou pra fora. Anram. Isso mesmo. Daí todo mundo da plataforma caiu na risada e ele, num tom irônico à la British humour, mandou "Can everyone stop taking pictures, please?"

Numa bela madrugada voltando pra casa, me joguei no último trem da noite na Central Line e um cara no mesmo vagão começou a vomitar dentro de uma sacolinha de supermercado. Daí a galera meio que ficou tirando onda dele estar passando mal e ele, num ar super sério e sóbrio, disse: "pô, melhor vomitar no saquinho do que no pé de vocês, né não?" É, sim, migo. Valeu!

15 de mar de 2017

Eu li: A garota no trem

A garota no trem, de Paula Hawkins (foto sem créditos disponíveis)

O romance de Paula Hawkins é triste. Um suspense com personagens psicologicamente bem marcadas, com histórias que poderiam ser reais e que me deixaram bem deprê. Primeiro, eu achei que fosse pela história em si, que inclui o desaparecimento de uma mulher, mas depois eu saquei que era pelo background. É pela história que não é explícita.

O livro retrata três mulheres que vivem nos arredores de Londres e cujas vidas se cruzam por razões diferentes. Rachel é uma alcóolatra digna de pena, raiva, decepção, nojo. Anna é a dona de casa mimada, cuja filha "estraga" sua vida. Megan é a loira escultural que desaparece numa noite de sábado. Todos esses estereótipos, no entanto, esfregam na sua cara como a sociedade pode ser cruel com as mulheres. E isso não fica explícito no livro, afinal, esse não é o ponto principal da história. Mas está ali, pra quem lê nas entrelinhas.

O suspense é bem amarrado, fazendo você se questionar sobre absolutamente todas as personagens e como elas poderiam ser responsáveis pelo desaparecimento de Megan, afinal, todo mundo tem "uma razão" para querer que ela suma do mapa. Pra mim foi difícil digerir a história principal porque o alcoolismo de Rachel me parece um assunto que precisa ser discutido mais do que qualquer outra coisa. Por que essa mulher bebe tanto? Por que ela não consegue se recuperar? Por que ela é tão desacreditada? Misoginia é a resposta para todas as questões. A fase final do livro é reveladora quanto à forma como a misoginia pode arruinar a vida de uma mulher. E não estou falando apenas de Rachel.

É difícil acreditar que Emily Blunt é uma mulher feia, hein, minha gente?

Como todo best-seller que se preze, o livro virou filme, com o título A garota no trem, lançado em 2016. Minha primeira decepção foi ver que eles fizeram a adaptação em Nova Iorque e não em Londres. Fuéééénnnn. Achei a Rachel do filme bonita demais pra ser a Rachel que imaginei no livro (entra aqui um parênteses porque o livro é narrado pelas personagens principais a partir de seu ponto de vista, então a descrição é incrivelmente subjetiva). Achei também que não retrataram a Anna direito, ela é um personagem muito abandonado no filme e no livro ela tem um papel fundamental na virada da história. Megan também foi reduzida a uma única característica psicológica, sendo que ela é muito mais densa. Ou seja, como toda adaptação, cortes muito bruscos foram feitos.

Acho que dá pra sobreviver lindamente nesta vida tendo lido o livro e não assistindo ao filme. Mas se você estiver muito curioso, vai aí o trailer pra você me dizer o que achou.

14 de mar de 2017

Eu li: Quarto


Contei pra vocês que meu digníssimo me deu um Kindle de presente de natal? Pois é. Quando fui assaltada, levaram meu pimpolho e desde então venho fazendo um certo drama pra ganhar um novo. Só digo que: deu certo. Mas daí virei uma leitora voraz e compulsiva e me perdi aqui na lista dos livros lidos. #malzaê

Depois de abandonar o Just Kids da Patti Smith por razões de: chato pra caralh*, pedi dicas pra Nah, do Pra ver no mundo, que me passou uma certeira: Quarto.

Olha, vou falar pra vocês: foi difícil abandonar a leitura. Sabe aquela hora que você fica no desespero de sono, mas tá muito emocionalmente investido na história? Isso. O tempo todo. Não, péra. Isso até atingir o clímax do livro, que não contarei qual é. :)

Pra mim, a grande sacada da narrativa é ter uma criança de 5 anos contando o que está acontecendo, porque daí você precisa se emaranhar na descrição lúdica pra entender o livro. Achei fantástico. Sério mesmo. Queria muito explorar fatos específicos, mas é praticamente impossível falar deles sem dar spoilers, então espero deixá-los com curiosidade suficiente para embarcar nessa história.

Capa do livro de Emma Donoghue (a foto é do site Save the Cat)

Uma crítica é que o clímax do livro chega muito rápido e depois a história não se segura. Ela sobe de uma vez e depois vai amornando, amornando, até esfriar por completo. Há algumas tentativas de segurar a atenção do meio pro fim, mas nem se comparam com a tensão que você fica no começo. Mesmo assim, acho que vale a pena dar aquela explorada.

Como era de se esperar de um livro tão descritivo, o danado inspirou um filme, O quarto de Jack.O filme é bem fiel ao que importa na história, mas muito resumido. A história fica quase boba sem os detalhes que dão cor (e tensão) à narrativa. No livro fica mais claro porque as personagens têm determinadas atitudes, mesmo que contadas por uma criança de 5 anos. Alguns fatos sem explicação (nem spoiler!): o liga e desliga de luzes, a gritaria, o desespero pra sair daquele lugar. Isso tudo não tem muita explicação no filme. Está lá, mas parece sem sentido. Quando contei essas coisas pro boy ele fez "ahhhhh, podia ter sido melhor explicado mesmo". Ainda assim, acho que é uma boa maneira de visualizar o livro, achei bem parecido ao que eu tinha no meu imaginário. A pergunta que Jack faz no final é exatamente como eu me senti: "O quarto encolheu?". O trailer vai aqui embaixo, mas pode estragar algumas surpresas. Estejam avisados.



Pois é. Foda.

E você? Já leu o livro ou viu o filme? O que achou?

27 de jan de 2017

Lyme Regis, praia queridinha de Jane Austen no Reino Unido

Bem-vindo à Lyme Regis

Estava eu toda faceira passando as férias nos arredores de Exeter (Devon-UK) quando meus sogros me convidaram pra conhecer Lyme Regis, uma região costeira de Dorset famosa pelos achados arqueológicos. Como sou da turma do "por que não?", logo me encapuzei numa incrível e ensolarada tarde de inverno e me mandei. Mal sabia eu que já conhecia o lugar.


Conheceeeeeeeer, conhecer, eu não conhecia. Mas reconheci. Rá! É que Lyme Regis faz parte da história de Persuasion, o último dos seis livros escritos pela autora. A BBC fez em 2007 uma adaptação do livro e uma parte importante se passa justamente na muralha do porto (a.k.a. The Cobb). Enquanto andava pela muralha, toda pimpona, me rolou um déjà vu

The Cobb

Como meu namorado, que Deus o perdoe, não entende nada de Jane Austen, ele não soube me dizer se eu tava surtando, se tinha razão, Persuasion who?. A pessoa morou a vida toda a 40km de Lyme Regis e não sabe da importância do lugar pros fãs de Jane Austen. Affff


Lojinha fofucha!

Enfim, bastou descer da muralha e andar pelas ruas fofinhas da cidade pra logo dar de cara com uns mimos e lembrancinhas pros fãs de Miss Austen. Juntei lé com cré, dei um google "Lyme Regis + Jane Austen" e voilà! Eis minha resposta. Além de parte do livro se passar nesse lugar, Jane Austen herself visitou a cidade pelo menos duas vezes, uma em 1803 e outra em 1804. O Google me contou também que Lyme Regis é praticamente um lugar de peregrinação, assim como Bath, que recebe o Jane Austen Festival todo ano (eu fui em 2014!). Eu já fui, inclusive, porque todo fã que se preza precisa ir a Bath pelo menos uma vez na vida. Quem não é fã também, porque Bath é maravilhosa.

Cena clássica de Persuasion foi filmada bem aí nessa muralha

Ah, os ingleses têm senso de humor!

Foi no The Cobb Arms (Marine Parade, Lyme Regis DT7 3JF) que eu comi meu primeiro fish and chips do ladinho do mar, que é o que os ingleses dizem ser o melhor, afinal, tá tudo bem fresquinho. Como entusiasta de uma boa cider, experimentei e elegi como minha bebida favorita a Old Mout Cider de kiwi e limão. Eita, que trem bão!

The Cobb Arms

Old Mout Cider: highly recommended

Se você andar pela costa, vai perceber que parte da praia é de areia e outra parte de pedrinhas (as famosas pebbles que arrebentam os pezinhos). Como fica no Canal da Mancha, não espere ondas, o mar é super calmo. Eu, toda encasacada, fiquei revoltada de ver umas criancinhas de shorts e camiseta brincando na água em pleno dezembro. A última vez que vi isso foi na praia de Holkham (uma das top 10 da Inglaterra!), mas né? Era maio, não dezembro.

Molecada se divertindo. Esse aí tava de calça, mas o resto...

De um lado areia, do outro... Pebbles!!

Bem de frente à praia tem uma parte mais alta onde fica Langmoor and Lister Gardens, um jardim que oferece uma vista incrível da costa. A gente ainda andou até uma galeria de um artista local, M. L. Gibbs, onde eu comprei um quadrinho com uma cena típica de Lyme Regis que agora enfeita a minha sala. Foram apenas 10 rainhas, então além de ser um trabalho incrível, tem um preço super acessível. Recomendo. A galeria fica em 1 Coombe Street, Lyme Regis, Dorset DT7 3PY.

vista do Langmoor and Lister Gardens: ruim não tava

Eita, que essa luz tava linda demais!

Lyme Regis fica a 250km de Londres e eu aconselho demais a visita pra quem estiver na região (Bath / Bournemouth / Exeter). Leva, em média, 3h30 pra chegar vindo de Londres, seja de carro ou transporte público (os trens saem da estação de Waterloo). Quem quiser chegar de avião (eita, precisa?!), há aeroportos em Exeter, Bournemouth e Bristol. Pra saber as linhas certinhas, é só visitar o site de turismo de Lyme Regis.

1 de dez de 2016

Sobre depressão e as voltas que a vida dá

Olhando o Thames e pensando "por que a vida tá tão ruim?"

Fim de ano, análises, promessas, enfim. Sabe como é. Senta que lá vem textão.

Hoje eu quero agradecer aqui um cara que eu nem me lembro o nome e que provavelmente jamais verei outra vez nessa vida. Mas ele tem uma importância surreal para a história que conto a seguir.

2014 foi um ano bem cagado na minha vida pessoal. Eu estava em frangalhos, achando que a única solução era me mudar pra Londres novamente. Então, me mudei pra Londres pra uma nova temporada. Só pra eu entender que nem mesmo Londres pra salvar aquele ano. Tava foda.

Foi lá, inclusive, que eu tive as crises mais loucas de ataque de pânico e pensamentos suicidas. Os três dias que passei em Edimburgo foram os mais terríveis de toda a minha bad. Na real eu achava que era bad, mas era depressão. E das graves. Isso foi um pouco antes do Natal e eu estava contando as horas para a virada do ano, para um novo começo, para uma mudança. Para alguma coisa que me tirasse daquele buraco.

Eu tinha ingresso para assistir aos fogos na London Eye, um espetáculo que eu sonhava há anos. Mas eu teria que ir sozinha e fiquei com muito medo de acabar fazendo merda. Uma amiga me convidou pra uma festa num pub. E achei por bem que era a melhor opção a se fazer.

Sou eu sorrindo e vivendo o pior dia de toda a minha temporada no Reino Unido (Edimburgo)

Fui e tava lidando bem com a situação. Tava joia. Tava me divertindo. Daí contagem regressiva, 4, 3, 2, 1 Feliz 2015 e... eu continuava me sentindo um lixo. Nem mesmo a esperança de um novo começo me atingiu naquele momento e num revés muito louco, caí num pranto nunca antes visto nos meus então 28 anos de vida. Corri para o banheiro, mas estava tão lotado que não dava nem pra se esconder e chorar.

Ainda fugindo dos amigos que estavam no pub, corri para a porta e o segurança dizia: "Se sair não pode entrar". Ao que eu dizia "só preciso de 5 minutos, eu fico aqui, do seu lado". E ele "se sair não pode entrar". O gerente da casa viu a treta e veio me perguntar o que havia, ao que eu, em meio a choro, soluços e fungadas, tentava dizer: eu só preciso de um canto pra chorar sem estragar a festa de ninguém.

O que aconteceu em seguida pode ter simplesmente salvo a minha vida. Ele colocou seu casaco em mim (ah, é, eu estava de vestido sem mangas num frio de zero grau) e me acompanhou pra longe da porta. Eu chorava e dizia que não era preciso, eu só queria um tempo fora dali. Ao que ele me respondeu "Vou ficar aqui com você, o tempo que for necessário". E eu chorei. E eu chorei muito. Eu chorei sem parar por uns 40 minutos. E ele lá. No frio. Dizendo que tudo ia ficar bem, que tava tudo bem.

Enquanto eu chorava, ele me contava que era gerente do pub, que era casado, tinha uma filhinha. Que gostava do pub, que o pessoal não fazia arruaças por ali. Me perguntou de onde eu era. Quando consegui falar que era brasileira, ele falou de futebol, de praia, de sol e de carnaval. Contou do seu time do coração, dos tempos dos hooligans, que Londres é muito louca. E eu chorava. Mas ele continuava ali, sem me apressar. Congelando no frio de zero grau.

Quando eu finalmente consegui me acalmar, ele falou: "por favor, me prometa que você vai buscar ajuda". E eu prometi.

O problema não é estar só. O problema é sentir-se só o tempo todo

Duas semanas depois do episódio, eu estava de volta ao Brasil. Pesquisei várias linhas terapêuticas e decidi que queria seguir a transpessoal, mas não achava ninguém que trabalhasse com isso em Goiânia (ou melhor, achei, mas era muito mais do que eu poderia pagar).

Um mês depois topei com uma amiga da faculdade que não via há anos. Ela me contou que havia desistido do Jornalismo e que agora dava aulas de yoga, que isso tinha mudado a vida dela. Sei lá por que, nem éramos próximas, mas contei do período que estava vivendo e ela me convidou para assistir sua aula (nunca mais deixei de fazer yoga desde então). Não bastasse isso, ela me indicou sua própria terapeuta, que além de seguir a linha transpessoal, cobrava um preço pagável pela consulta.

Lá se vão quase dois anos de terapia e uma mente muito, mas muito mais tranquila e feliz. Já passei perto de receber alta algumas vezes, mas uma treta ou outra sempre me seguram por mais um pouquinho. Porque a vida é assim, uma montanha-russa mucho loca. A diferença é como você lida com ela. A terapia é isso aí: ela não vai impedir que as merdas aconteçam, mas ela vai te dar uma base firme para passar por elas, muitas das vezes sem nem mesmo se sujar. Se estiver na vibe boa, então, sequer sente o cheiro.

Agora estou eu aqui, com as malas quase prontas para mais uma vez ver o ano virar à beira do Thames, assistindo aos fogos da London Eye. Numa circunstância tão completamente diferente de 2014. Com muitos amigos queridos por perto e um namorado incrível. Passei um bom tempo do dia de hoje pensando se eu estaria fazendo e concretizando esses planos, não fosse aquele cara lá atrás, morrendo de frio, se doando e me fazendo prometer que eu procuraria ajuda.

Depressão é coisa séria. É uma doença grave e TEM CURA. Procure ajuda. Não se cale. Não se esconda. Não faça piadinha com o tema, não lide como se amanhã fosse passar. E por fim, vou sempre me lembrar desse cara do pub, cuidando de uma estrangeira desconhecida, oferecendo seu tempo e seu casaco, transbordando de compaixão e empatia. Seja esse cara. Obrigada, cara.

12 de set de 2016

5 passos para ser um hóspede #daora

Helô, prefeita de Londres, me pagou uma jarra de Pimm's. Aceite (em todas as concepções possíveis)

Em minha última viagem pra Londres tive a incrível honra de ficar hospedada na casa de Martin e Helô (a.k.a. Prefeita de Londres). Quando me despedia deles, um dia antes de ir embora, ela me pediu "por favor" (vulgo #plmdds) pra fazer um post sobre como ser uma hóspede #daora. Obviamente ela teve que se explicar melhor, mas bora aí fazer em tópicos pra facilitar a vida das pessoas? Bora!

1. Go with the flow. Se sua anfitriã te diz pra ficar à vontade, fique à vontade. Ela te deu liberdade pra abrir a geladeira? Pra beliscar uma parada no armário? Pra entrar e sair a hora que quiser, incluindo aí chaves da casa? Mano, use as regalias. Sinta-se em casa. Não fique esperando ela adivinhar que você tá com sede, ou que tá com fome, ou que passou frio na última noite porque o cobertor não foi suficiente. Isso vai fazer com que sua estadia seja super #daora e vai facilitar pra caramba a vida da sua anfitriã. O contrário também vale. Se ela pede pra que você chegue até um determinado horário ou coma também em horários pré-estabelecidos, cumpra ou vá pra um hotel. Resumindo: escute o seu anfitrião.

2. Não abuse. Não é porque nêga te deu as chaves de casa que você vai chegar bêbada no meio da noite fazendo barulho e acordando a casa toda. (A parte até "chegar bêbada no meio da noite" tá tranquilo - chequei antes e depois do evento rs)

Se você abusar, sua anfitriã pode fazer essa cara aí de cima

3. Dê uma mãozinha. Não precisa faxinar a casa, mas não custa nada manter tudo em ordem, não é mesmo? É só você que está usando aquele banheiro e quarto? Sorte a sua. Mantenha a coisa toda organizada mesmo assim, ou pelo menos finja que tentou, vai. Tem nada mais horrível que dar uma passadinha na porta e ver toalha em cima da cama, roupa íntima espalhada pelos cantos, cabelo entupindo a banheira da coleguinha... E a regra "sujou, limpou" vale para tudo nessa vida #ficaadica

4. Aceite. Anfitriã quer te oferecer um jantar / um passeio / um livro / uma Pimm's :D, levante as mãos para o céu, agradeça e aceite (aceite, inclusive, que Deus te curte pacas pra te mandar uma anfitriã tão foda). Não fique nessa coisa chata - não, péra, IN-SU-POR-TÁ-VEL - do "ai, não quero incomodar". Ajude o anfitrião a te ajudar. A pessoa quer te dar amor, aceite. Não tá acostumado a ter amor na vida? Escolha amigos novos.

5. Agrade. A pessoa te convidou pra ficar na casa dela. Ela te recebeu com amor e carinho (e sorvete caseiro de Salted caramel!). Custa trazer um agrado? Custa nada. Pode ser um cartão postal da sua cidade, um chaveirinho fofo, um par de Havaianas (faz um sucesso no exterior, você não faz ideia!) ou o meu favorito: combo de docinhos brasileiros. Quer fazer o coração de um expatriado bater forte? Leve sonho de valsa ou paçoquita. De nada.

*** Dica Extra *** Saiba se virar. As pessoas têm uma vida. E às vezes, elas não podem pará-la pra te levar pra turistar. Peça dicas de como andar por aí e lugares bacanas pra visitar, mas não fique em cima do seu anfitrião esperando que ele te leve pra fazer as coisas. Um cadim de independência faz de você um adulto. 

Com essas dicas, te garanto que sua estadia será de sucesso (para você AND para seu anfitrião) e você ainda corre o risco de ser chamado várias outras vezes para ser mimado enquanto viaja. Não acredita? Veja por você mesmo, tenho provas, dorme com essa etc. Inclusive, aceito ser hóspede mundo afora. Me convida?!

Ênfase no "sua casa em Londres é fixa". De quebra, indico: comprem guia de Londres da Helô
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