Páginas

18 de mai de 2015

Sobre finais felizes

Por Igor Morski

Terminei mais um livro de mais um desses escritores modernos e mais uma vez me decepcionei com mais um final não feliz. A quantidade de "mais um" na última frase é uma crítica mesmo. Porque tudo que ouço por aí é que os autores clássicos têm essa mania de escrever histórias com finais felizes e isso não acontece na vida real. Mas daí os escritores modernos vêm com essa de escrever histórias ~reais~ que, obviamente, não podem ter finais felizes. Olha, cês são tudo mais do mesmo.



E vou dizer uma coisa: quisesse eu saber de histórias tristes, com finais cagados, eu compraria um jornal, meu amigo. A vida já é tão amargurada e eu ainda sou obrigada a ler essas coisas e subentender que as personagens não podem ter finais felizes porque pessoas reais não têm finais felizes. É por isso que esse mundo tá todo trabalhado em antidepressivos e psicomaníacos.

Eu não sei como vocês leem livros, mas eu vivo aquilo ali intensamente. Eu choro, eu torço, eu sofro com o desespero das personagens, eu acompanho aquela peleja e fico ali dizendo pra ela "calma, que no final tudo vai dar certo". Aí chega no final e o autor ~moderno~ acha que não pode dar um final feliz pra ela porque a vida é assim (uma grande merda).


Então quando eu digo que amo Jane Austen, isso se dá de uma forma ainda mais absoluta porque eu sei que em algum momento depois de tudo aquilo que nossa heroína sofre (e eu também), haverá um momento de regojizo, de paz, de felicidade. Porque a vida pode não ser um mar de rosas, mas é preciso ter esperança de que possa ser.

Vocês também ficam muito putos quando um livro / filme / série termina de um jeito que não era justo? Cês fazem o quê? Porque eu vou ali abrir uma cider pra curar a amargura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pra ser avisado sobre uma resposta pro seu comentário, lembre-se de marcar a caixinha de "Notifique-me" ali, no cantinho à direita.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...