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16 de dez de 2014

De volta à terrinha: Lisboa Dia 1

Mosteiro dos Jerónimos num belo domingo de sol (e frio)

Há tempos devo uma visita a Portugal. E foi assim, meio sem querer, que eu vim parar aqui. Nossa história é longa. E linda. Foi num 11 de setembro de 2006 que eu cheguei aqui pela primeira vez, pra estudar Jornalismo por um ano na Universidade de Coimbra. Eu tinha 20 anos, saía de casa pela primeira vez na vida; saía do país pela primeira vez na vida. Portugal me recebeu muito bem e amo este país como se meu fosse. Ano passado, quando estive na Europa novamente, nem me veio à cabeça dar um pulo aqui. Nesse ano as coisas foram diferentes e só quando eu pisei meus pés em Lisboa é que percebi o quanto fiz mal em estar tanto tempo longe.


Detalhe na arquitetura do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa

Essa mistura de friozinho com sol forte forma o céu mais lindo do mundo todo. Quanto amor por este lugar! Apesar de ter passado tanto tempo aqui anos atrás, a grana era muito curta pra passear, então o que eu conheço se resume a Coimbra. Fui a Lisboa uma única vez e conheci o Parque das Nações e o melhor oceanário do mundo (desculpe lá a sinceridade). Agora vim pra fazer o circuito turistão num esquema relax, se é que você me entende. Reservei 2 dias pra Lisboa e 1 pra Sintra, mas se você estiver planejando vir pra cá numa primeira visita, sugiro 3 dias na capital portuguesa.


Sim, mais Mosteiro dos Jerónimos

Então vamos lá às informações técnicas. Paguei 24 libras na passagem de Londres para Lisboa e outros 26 euros do Porto para Londres outra vez. (Não sabe como eu consigo passagens baratinhas? Aqui o manual do viajante mão de vaca!) Quando cheguei ao aeroporto de Lisboa fui direto ao metro, comprei um cartãozinho por 50 centavos e carreguei 5 viagens que podem ser usadas em todos os meios de transporte daqui. A viagem individual custa 1,40 euro. Hospedei-me no Equity Point Hostel, perto da estação Restauradores. Olha, taí um hostel que eu aprovei e recomendo. Para gente com o preparo físico em dia, no caso, porque é escada e ladeira pra todo lado. Mala grande nem pensar. Paguei 37,40 euros por 4 diárias (incluindo fim de semana, que é quando os preços ficam mais altos) na cama mais confortável que já tive quando se fala de hostel. 


Praça dos Restauradores, em Lisboa: o Hard Rock Café fica aqui!

Cheguei num sábado à tarde e me preparei pra dar um rolé no burburinho da noite. Escolhi o Cais Sodré porque o cara do hostel me indicou uma tal Pink Street pra passear. Eles pintaram o chão de rosa e fecharam a passagem pra carros, é uma rua com vários restaurantes, bares e casas noturnas. Jantei num restaurante chamado Povo: comida honesta, preço honesto, atendimento top! Os garçons são muito gente boa! Comi um bacalhau à braz, tomei vinho e sopa verde e ficou tudo uns 12 euros. Depois fui atrás de uma boate que se chama Viking, pra dançar anos 80. Cheguei lá por volta da meia noite e realmente a música era top, mas tinha ZERO pessoas lá dentro. O moço falou que ninguém chega antes da 1 da manhã e eu acabei voltando pro hostel pois: too old for that shit. Se você estiver no espírito, dê uma olhada na outra boate que o cara do hostel me indicou, chama Jamaica.
 

Bondinhos na Praça da Figueira

No domingo fui cedo pra Praça da Figueira pegar o bondinho pra Belém, o 15E. Apesar da tabela de horários dizer que não leva mais que 20min entre um e outro, a fila foi ficando grande e nada do tal bondinho passar. Até que finalmente uma senhorinha de bom coração chegou lá e gritou "ê pá, se esxtão à esxpera do 15, não há! Tensx que tomar o autocarro 714 (sete-catorze)". Depois que eu traduzi pra gringaiada, fomos nós pro ponto do ônibus, que demorou outra meia hora pra chegar. Afinal, o tal 15 não passava porque fecharam as ruas de Belém pra uma corrida.


Padrão dos Descobrimentos, na beira do Rio Tejo

Meu destino: Mosteiro dos Jerónimos (é, assim mesmo, com acento agudo). Eu gostei? Gostei. Mas ó: nada de esperar grandes coisas. Arquitetura foda e é isso aí. Eles ajeitaram lá uma exposição com fatos históricos, mas eu achei pobre de detalhes, de história, enfim... Acho que 2 horas dá pra ver tudo com calma. No primeiro domingo de cada mês a entrada é gratuita. Saindo do Mosteiro dá pra almoçar / lanchar / jantar no Pastéis de Belém, a famosa pastelaria com os únicos, os inigualáveis os incríveis pastéis de belém que são pessimamente imitados pelo Habib's. Pra aqui serve dizer: de comer rezando. E fora que é barato. Cada pastelzinho custa 1,05 euro e o preço das outras coisas também fica aí nos 2 ou 3 euros, quando muito. Nada de ficar esperando na fila do lado de fora igual a um turista retardado. Passe lindamente pela fila e vá se sentar em um dos salões que eles têm escondidos lá dentro. É enorme e não vi fila pra sentar nenhuma vez.
 

Pastéis de Belém, os originais

De barriguinha cheia, vá andando até o Padrão dos Descobrimentos, o famoso monumento na beira do Tejo em homenagem aos... navegadores que saíram descobrindo novas terras por aí. Parece uma bobagem, mas é legal tirar umas fotos lá. Especialmente com aquela luz top do pôr do sol. Depois é só continuar andando até a Torre de Belém, outro marco da cidade. Não entrei porque não vi vantagem, mas se você foi me conta aí nos comentário se é super legal e vale a pena? Grata.
 

Torre de Belém sendo lindona durante um pôr do sol de cair o queixo!

Voltar pro hostel foi meio tenso porque ônibus e bondinho estavam lotados como o quê e foi uma daquelas aventuras que qualquer pessoa que já pegou condução no Brasil vai achar facim, facim. Inclusive, não seja um turista otário: vi um monte de gente subindo no bondinho sem marcar o bilhete na máquina, mas ó, se te pegam, a multinha é de 140 euros. Ai! Favor não me passarem vergonha por aí.

Logo, logo, por aqui: Lisboa - Dia 2

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