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26 de out de 2014

Festival da Jane Austen em Bath - EU FUI!

Royal Crescent

Bath é uma cidade encantadora e cheia de ruelas maravilhosas que sempre te fazem pensar why the hell você demorou tanto pra visitá-la. Mas sei lá, a Inglaterra é cheia de lugares como esse. Tipo Cambridge. Eu já tinha ido a Bath ano passado pra um bate-e-volta, mas nesse ano minha visita tinha um motivo todo especial: o Festival da Jane Austen. Pra quem não sabe, AMO/SOU essa escritora foda que já criticava o sistema lá no fim dos anos 1790, sendo feminista à maneira dela e tal. Top. Tem até um post só pra ela nesse blog, pois: acho digno.

Pulteney Bridge

Pois bem, o tal festival dura uma imensidão de dias (2 semanas, pra ser mais exata) e tem diversas atividades. Muitas mesmo. Algumas que me lembro agora: café da manhã no parque, workshop de dança, palestras, leitura de livro, curso de harpa (!!!), promenade a caráter e baile de máscaras. O foda é que cada uma dessas coisas é paga, então não sai muito barato brincar de ser a Liz Bennett ali. Uma alemã que estava no meu quarto do hostel, por exemplo, economizou grana por um ano inteiro pra poder participar de tudo, inclusive costurou suas próprias roupitchas pra ser linda em Bath. Suspiros.


A holandesa, à esquerda, e a alemã, no meio, costuraram suas roupas pro festival

Como eu já sabia que a cidade estaria lotada durante o festival, reservei minha cama uns 4 meses antes, o que foi uma decisão acertada. Fiz o mesmo com as passagens. Então vamos lá ao custo: £ 11 pelas passagens e £42 pra dois dias no hostel. Achei caro, porém era fim de semana especial, então OK. O hostel que escolhi foi o St. Christopher's Inn, que é infinitamente melhor do que o de Londres. A começar pelo staff, que é incrível, realmente prontos pra te ajudar a qualquer hora do dia ou da noite. O quarto estava limpo, as camas impecáveis e o café da manhã, apesar de simples, é bem gostoso.



Ruela perdida em Bath

A viagem de ônibus normalmente leva 2 horas e meia, mas gastei uma hora a mais só de congestionamento. Todo mundo indo pra Bath, uma cidade cujas ruas foram feitas pra passar carruagens. Imagine o caos. Depois que cheguei fui dar um rolé pela cidade e fui parar finalmente no Royal Crescent, um conjunto de casas georgianas que formam um C em frente a um lindo parque verde. O número 1 é uma casa museu e você pode ver como é a estrutura e o funcionamento de uma construção antiga assim, além de conhecer um pouco mais da história inglesa. O ingresso custa £8,50 e o passeio leva cerca de duas horas. Não, não pode tirar foto lá dentro (nunca entenderei).


Jardim do Royal Crescent

Na volta pro centro, passei pelo Jane Austen Centre, que é parada obrigatória para os amantes da escritora. Como eu já havia feito o passeio antes, só dei um rolé na loja de souvenir e peguei um folder com a programação do festival. Quando vi lá um workshop de dança que começava dali 10 minutos, saí correndo. Paguei £10 e me enfiei no salão. No começo o pessoal fica meio acanhado, ninguém faz ideia de como dançar, tudo é meio diferente. Nas primeiras danças fiquei só tirando foto e fazendo vídeos, mas depois não me aguentei e fui lá aprender a dançar e descobri que eu arraso nos passinhos da aristocracia. Sou praticamente uma Lizzy Bennett.


Galera vestida a caráter pro workshop de dança

Dançarinas do workshop arrasando no figurino

À noite comprei umas bobagens no supermercado pra cozinhar no hostel mesmo - leia-se: comida congelada pra enfiar no micro-ondas. E o lugar de comer no hostel é numa salinha que chama Chill Out Room. Galera se esparrama lá, tem uma geladeira, uma TV grandona, uns jogos de tabuleiro e tal. Quando cheguei já tava cheio, mas ainda assim encontrei um cantinho pra comer numa boa, observando a galera e julgando, pois essa é uma necessidade de vida, amigos. Olha, um povo já com a cara barbada brincando de drinking games. Mas vai me dando uma vergonha alheia tão grande que nem sei relatar. Acho que estou ficando velha demais pra esse negócio de hostel. Pode fazer barulho, acender a luz na minha cara, mas né? Limites. Muita preguiça.


Pessoal se preparando pro Promenade no Parade Gardens

O domingo amanheceu meio morto e a alemã me convidou pra ir pra Bristol, também conhecida como a primeira cidade da Inglaterra que pensei em ir pra estudar inglês. Tudo sobre esse dia eu conto em outro post, porque as fotos valem o seu link. hehehe


Lateral da Bath Abbey

Todo mundo se anima pra tirar foto com essa galera vestidinha

Na segunda-feira, meu último dia de Bath, resolvi fazer o que curto mais: não ter planos. Sentei em frente à Bath Abbey, experimentei um tradicional cornish pasty e odiei. Desculpaê, é bem ruim. Depois tomei um sorvete delícia e parei numa casinha de fudge pra descobrir o que é esse doce, cujo nome uso pra disfarçar o FUCK que falo perto de crianças. Pois bem, entrei na loja, encostei num rapazinho, pedi pra ele me explicar que diabos era o tal do fudge. Ele faz lá toda uma explicação do tal doce, que vai chocolate e blá blá blá e no fim me oferece um pedaço pra experimentar. Hummmm mordo a metade. "Wow, it's quite sweet". Ele balança a cabeça. Quando termino de mastigar, peço pra jogar a outra metade fora, pois "OMG, it's TOO sweet". Blé. Ele ri. Capaz que nunca viu uma mulher recusar um doce muito doce na vida.


Bath Abbey vista de fora

No dia em que cheguei a Bath, vi um cara loiro e cabeludo tocando um violão clássico na rua. A música era maravilhosa, suave, melódica e tal. Só que ele me perseguia. Aonde quer que eu estava, lá estava o cara loiro, de pé no chão, com uma havaiana recostada num canto, tocando a MESMA música. Doze horas depois, vou pra outro lugar dar uma sentadinha pra descansar e lá está o diabo da música novamente. Mas como é que pode o cara só ter uma única música no repertório, gente?



Bath Abbey por dentro

A volta pra Londres foi tranquila e já estou de olho na newsletter do Jane Austen Centre pra saber tudo sobre o festival do ano que vem. E o plus pra quem teve paciência de ler até o fim é o vídeo que contém cenas chocantes minhas dançando as coreografias de um baile regencial.


20 de out de 2014

Interrompemos nossa programação...


Acho que aqui todo mundo sabe que sou a louca da Inglaterra e que amo a cultura, os passeios e as viagens que esse lugar proporciona a quem se arrisca a visitá-lo. Mas acho que é importante dar um choque de realidade a quem, assim como eu, já pensou em fazer desta a sua terra de oportunidades.

Eu no Brasil sou funcionária pública da ralé. Ganho o suficiente pra não morrer de fome e faço um trabalho burocrático e chato, mas que me permite pegar umas férias compridas pra gastar na Inglaterra, por exemplo. Então sim, tenho minhas regalias, embora não seja completamente feliz morando em Goiânia. Estou aí sempre nesse dilema: continuo minha vida pacata e segura ou abro mão de tudo pra tentar algo mais emocionante mundo afora? Pra ficar no meio do caminho, comecei a cogitar a fazer um mestrado de um ano na Inglaterra e como uma das exigências do curso é um diploma de inglês avançado, cá estou eu, gastando umas libras estudando pra esse bendito exame. Mas olha, o que tenho visto não me deixou muito animada, confesso.




Ano passado, quando estive aqui por dois meses, tinha uma boa grana economizada durante anos pra gastar, então fiquei na melhor casa, fiz o melhor curso de inglês e viajei tanto quanto meu ânimo me permitiu - o que foi bastante. Desta vez, com grana curtíssima e pagando quase 5 dilmas numa úúúúúnica libra, muita coisa mudou. Primeiro, a acomodação. Gastei minha primeira semana em Londres buscando um quarto pra alugar numa casa compartilhada. Até agora foi a pior coisa pela qual passei desde que cheguei. Achar um quarto decente pra morar nessa cidade com pouco dinheiro é missão só para os campeões. Eu passava a manhã inteira olhando tudo quanto era anúncio na internet e marcando pelo telefone horários para ver as casas durante a tarde.

"Nossa, Marla, que fácil issaê", você vai me dizer. Problema número 1: você liga, marca pra ver o imóvel e 2 horas depois o cara te liga pra avisar que já alugou o lugar. Isso quando liga. Problema número 2: o anúncio diz 400 libras por mês, com contas inclusas. Você chega lá e descobre que tem que pagar outras 100 libras de taxas e mais umas 80 ou 100 libras extras para cobrir as "contas inclusas". Problema número 3: o anúncio diz que é quarto de solteiro. Quando você chega, descobre que tem outas 3 ou 4 pessoas dividindo esse mesmo quarto. Problema número 4: não é uma casa, é um cortiço sujo e fedorento. Problema número 5: o quarto é perfeito e impecável, o preço é excelente, a casa fica num ótimo lugar, porém o landlord é louco de pedra e quer regular sua vida. Tudo isso fora todo o dinheiro que você vai gastar batendo perna nessa Londres, cujo único bilhete de transporte público custa mais que duas refeições diárias. Ou seja: é preciso coragem.




Por fim, dei muita sorte de achar essa casa onde estou, que é na zona 3 de Londres (nem tão perto, porém nem tão longe), de uma família simpática (embora com crianças barulhentas), com housemates bacanas (mentira, que só gosto da portuguesa - a australiana nunca limpa nada) e preço camarada. Pra você ver que existe amor em Londres, te conto que pago 380 libras por mês, com contas inclusas. Possível é, só que incrivelmente exaustivo também. Sorte aí pra você, se essa for sua empreitada.

Tenho conversado muito com uma galera que largou tudo no seu país para poder vir trabalhar em Londres e vou te dizer que não tem sido muito animador. Existem sim os casos da galera que ajeitou um trabalho bacana por aqui e ganha mais do que precisa pra sobreviver, porém acho importante pontuar que isso é basicamente exceção na Inglaterra. Inclusive, saiu um estudo (alguém tem o link?) mostrando que os jovens londrinos estão ficando cada vez mais deprimidos por perceberem que jamais terão dinheiro pra comprar sua própria casa e ter qualidade de vida. O pessoal que trabalha como vendedor em loja de shopping, por exemplo, passa 9 horas no trabalho (com 1 hora de intervalo) e tem 2 folgas loucas por semana, que nem sempre são juntas e jamais em dias fixos. Férias é só pra quem tem a sorte de ter bons contratos. Décimo terceiro, até onde sei, não existe. Toda vez que pergunto, o povo nem faz ideia do que tô falando. O salário, em média (vamos realçar o em média, tá?), fica em torno das mil e poucas libras. Daí você tira aí uns 500 paus de aluguel (no mínimo), outros 150 de transporte e uns 250 de comida e me conta quanto sobrou. Resumindo, nêgo trabalha pra morrer, passa 12 horas do seu dia em prol do serviço, não tem tempo nem ânimo pra se divertir, e muito menos um troco sobrando pra tomar um café (todo mundo reclama do preço do café aqui).




Além disso, como a concorrência nessa cidade é desesperadora, as pessoas tendem a se fechar pra se tornarem menos vulneráveis - o que deixa todo mundo (e não só os ingleses) muito sisudo, lutando aí no sistema cada um por si. Então é por essa razão que o pessoal da mesma nacionalidade acaba se unindo mais. O fato de terem a mesma cultura acaba sendo acalentador pras pessoas. Tenho visto muito disso aqui. Inclusive só me sinto protegida entre os brasileiros que se tornaram meus amigos e com a portuguesa que tem um quarto na frente do meu aqui em casa. Essas são as únicas que sei que posso contar. E não tô falando de me emprestar dinheiro ou coisas do tipo. Posso contar no nível "se eu sumir, alguém vai notar minha falta", ou "se eu passar mal, tenho alguém pra me levar no médico". Não é grana, é disposição e interesse.

É fato que o jeitinho brasileiro me irrita, mas a intransigência dos ingleses já tiraram muitos dos meus amigos do sério por aqui. Vou tomar o exemplo de uma amiga, que pediu um visto pra viajar no dia 6. Eles só entregaram o visto e o passaporte no dia 7. Como ela não poderia comprar outra passagem, acabou ficando no Brasil. Alguns meses depois, quando conseguiu ir pra Inglaterra, teve seu processo de cidadania adiado porque ela não embarcou imediatamente após a concessão do visto (que chegou atrasado). Segundo o governo britânico, ela tinha que ter se virado pra vir pra cá logo após receber o passaporte de volta. Quédizê. Asefudê, né? Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

E pra finalizar a conversa, o que ouvi de todos eles: Londres é maravilhosa pra quem tem dinheiro. É possível viver com pouca grana? Sim. É possível se divertir com pouca grana? Sim. É maravilhoso ser turista na Inglaterra? Sem dúvidas. Mas viver aqui é só pra quem tem estômago de rei, já dizia dona Elizabeth I, primeira rainha casca-grossa deste país.

Se você largou tudo pra se aventurar nesse país geladinho, conta aí pra gente nos comentários e ajude a traçar um retrato mais fiel da realidade para aqueles que têm pensado na possibilidade de fazer o mesmo. Sempre bom trocar experiências.

12 de out de 2014

Curtinhas [3]

Sendo luxuosa no meio da chuva

Verdade seja dita: enquanto não acabarem minhas aulas e eu fizer o diabo dessa prova do CAE, não terei tempo de fazer um post decente pro blog, então vai aí mais uma de Curtinhas só pra não deixar algumas coisas passarem em branco.

A primeira delas é que confesso ser uma contraventora virtual: eu baixo filmes e seriados via torrent. E aí começou temporada nova de Grey's Anatomy e eu toda excitadinha pra ver a dona Meredith Grey, entrei no site de Torrentz e... BAM! Site proibido pelo governo inglês. Ahhh, vamos dar a volta então. Entro no Kickass. No piratebay. No raio que o parta. N.A.D.A. Olha, esse país é tão modernete, que até pra ser do mal aqui tem que ser conhecedor da deep web. Não me dei por vencida e pedi ajuda dos amigos hackers. Tentei umas manhas e também não obtive êxito. Por fim fiquei com medo da Scotland Yard bater aqui na porta de casa e deixei isso pra lá.


Natural History Museum

Mais tarde um amigo me sugeriu usar o Popcorn, um programinha que usa o torrent pra ver os seriados sem precisar baixar, tudo online. Deu certo no começo e fiquei toda animadinha porque tem muita coisa boa, mas depois de uns 10 dias o programa foi barrado pelo governo inglês de novo. Olha, estão me vigiando. E de perto. Tá foda. Então se eu for deportada, vocês já sabem que foi por uma boa causa. hehehe

Minha única opção aqui (pelo menos até agora, se você tiver sugestões, favor deixar nos comentários, obrigada) é assistir o Netflix, que é diferente do Netflix Brasil. Tem uns seriados da BBC, uns filmes que não tem no nosso, enfim. E aí você aproveita e treina o inglês porque né? Legenda mandou beijos. Não tem e ponto final. "Nossa, mas nem legenda em inglês pra ajudar no sotaque filhadaputa de Yorkshire?" Não. Tem não. Se vira aí, mano. Atualmentevendo Grimm, Life on Mars e Orphan Black (que putaquepariu, como é bom!!!). Também aceito sugestões de seriados pra ver. Alguém tem?

Conheci umas blogueiras brasileiras que estão fazendo desta experiência em Londres uma coisa ainda mais linda. Uma das coisas maravilhosas dessa temporada é nosso grupinho no whatsapp, exclusivo pra mandar prints do Tinder London. Queria aproveitar esse momento para agradecer a Deus a bênção que é ter internet e tals. Nunca mais terei depressão enquanto houver Tinder e meninas para mandar prints das coisas que rolam ali. Você que acha que o Tinder Brasil tá puxado, vou te bater uma real: é verdade, mas não fica pensando que o Tinder around the world tá muito melhor não. Já temos experiências com o Tinder UK, o Tinder Espanha e o Tinder França e ó: tá mais fácil virar lésbica. Bêj.


Museu dos dinossaurinhos fofos

Hoje foi um dia esquisito. Acordei nesse domingão de meu deus e não tinha muito o que fazer com tanta chuva caindo nessa cidade. Fiquei entediada e resolvi curtir tédio em museu, porque aí pelo menos seria num lugar bonito (MIM julguem). Fui pro Natural History Museum, essa maravilha de arquitetura. Passei a tarde no whatsapp e no skype enquanto via tanta gente carregando criançada pra lá e pra cá e queria só dividir com vocês que tenho muito respeito por quem decide ter filhos nesse mundo. Espero que façam um bom trabalho porque a cada dia que passa tenho menos vontade de me unir a vocês.

Enfim... depois que fui expulsa do museu, saí à procura de um café pra continuar curtindo tédio em um lugar bonito. Fui parar no Café Vienna, entre as estações de South Kensington e Knightsbridge. Peguei meu livrinho e segui na leitura acompanhada de um bom chocolate quente. O livro: Orgulho e Preconceito e Zumbis, que a Did me emprestou. Pois bem, julgo caráter de ingleses que não sabem quem é Jane Austen porque né? Também julgo caráter de brasileiro que não sabe quem é Machado de Assis. É só um equivalente. Daí a garçonete teve coragem de interromper minha leitura (sim, pra um inglês é preciso muita coragem pra fazer isso) pra perguntar se o livro valia a leitura porque ela é fã de Jane Austen mas ficou com um pé atrás de estragarem um livro que ela ama. Vocês acham que ela ganhou uma gorjeta gorda, sim ou claro?


Arquitetura foda

Depois fui bater perna na rua, a calçada ficou estreita e o cara me deu passagem. Mandei um thank you e ele: "My pleasure". Olha, eu sei que é só uma resposta padrão e tal, não vamos nos alongar muito nisso aí, mas toda vez que ouço um "My pleasure", fico gamadinha e quero casar com o cara. Me julguem. Educação abre portas. E pernas.

Por fim, me enfiei no metrô correndo pra chegar em casa a tempo de assistir Downton Abbey e desconfio que tinha um comediante famoso no trem porque um cara ficou todo animadinho perguntando se podia contar uma piada pra ele. Sei que ele contou lá uma piada sem graça, o comediante quase perdeu a estação porque queria saber o final e depois disso o contador de piadas instigou os passageiros a contarem piadas também. Assim mesmo, sem mais nem menos. Pensei que ele fosse ser friamente ignorado, mas uma senhorinha puxou uma piada e depois outras 3 pessoas também contaram suas anedotas. Olha, posso viver 100 anos nessa cidade, ela sempre vai me surpreender.
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