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30 de ago de 2014

Windsor Castle: leve bastante paciência na bolsa


O castelo de Windsor é o maior castelo habitado do mundo e isso me encheu de vontade de conhecê-lo na minha última passagem por Londres. Mas já vou dizendo assim, na segunda frase, que foi uma baita decepção. Sim, o castelo é grande. Sim, o castelo é lindo. Mas também... Sim, é muito cheio. Sim, tem fila pra absolutamente todas as atrações lá dentro.


Tá vendo o tamanho da fila? Isso porque eu já tava há uns 40 minutos por lá...

Cheguei ainda pela manhã, num belo domingo de sol (sol na Inglaterra = tudo fica lotado) e me deparei com uma mega fila pra comprar o ingresso. Sim, não seja estúpido como eu e compre online. Veja bem, eu fiquei umas duas horas só nessa fila. Mas daí pensei "ah, já tô aqui, agora vou esperar". E fiquei, porque pensei que fosse a última vez no dia que eu veria fila. Engano, engano...




Pois bem, quando você compra o ingresso, já aconselho a incluir aí no valor o Audio Guide, que vai te falando o que tem de importante em cada pedaço do castelo. Por exemplo, eu nem sabia que Henrique VIII e Jane Seymour estão enterrados na St. George's Chapel. Isso porque me intitulo a obcecada dos Tudors. Grandesss obsessão. Sabe nem onde o homem tá enterrado.


St. George's Chapel

Continuemos. Outra coisa que eu gostei: a Casa de Bonecas, que é enorme, maravilhosa. Mas fiquei bem uns 40 minutos pra entrar na sala e ver tudo em menos de 15. Tem que ir com o espírito elevado. Esse negócio de ter fila pra ver cada uma das atrações acaba criando toda uma expectativa, que não foi satisfeita nenhuma vez. Daí juntou essa espera sem fim pra tudo (inclusive pra ir ao banheiro) com um ambiente incrivelmente lotado, cheio de crianças barulhentas.




Gente, vamos conversar. Você, que tem filhos. Acho maravilhoso que você queira levá-los no museu / castelo / etc. Mas que tal a gente marcar uma idade inicial? Não me vá levar criança de colo pra um lugar desses. O passeio é longo, as crianças cansam, ficam com fome, ficam com sono, FICAM GRITANDO NO MEU OUVIDO. Apenas que: não. Limites. Bom senso.




Vamos conversar sobre outra coisa? Você SABE que não pode tirar foto. Tem uma placa gigante dizendo NO PHOTOS. "Ai, não sei falar inglês". Anram, mas tem outra placa com um X gigante em cima de uma máquina fotográfica. Tem uma corda separando o espaço que você pode percorrer. Custa respeitar a droga do aviso? Não. A pessoa tem que tirar foto com flash e passar por cima da corda pra chegar mais perto da coisa que ele deveria se manter afastado. Por causa de gente mal educada assim é que eles precisam manter alguém lá só pra fazer isso. "Step back, please", "no photos, please". Serviço do cara é repetir o que o turista tá cansado de saber e não respeita. Não sei lidar.





Daí você junta esse combo fila pra tudo + crianças gritando + gente mal educada + passeio muito comprido e dá o quê? Dá eu de mau humor, claro. Pra vocês terem uma ideia, acho que a coisa que eu mais gostei lá foram as lojinhas de souvenir. Eu entrei numas duas ou três e me esbaldei nas coisinhas fofuchas. No fim do dia fiquei me perguntando por que eu não fui embora mais cedo do castelo e visitei a Legoland? Pois é, tem uma Legoland em Windsor e eu fiquei lá, me matando pra ver tudo o que tinha no castelo.





Por fim, achei que o passeio na cidade foi bom, mas que o tempo que eu gastei no castelo foi imenso e mal aproveitado. Se é que minhas dicas servem pra alguma coisa, eu diria que é melhor você gastar seu dinheiro indo pra Hampton Court, que além de um castelo muito mais daora, tem os jardins mais belos que vi na vida.





Mas ó, no TripAdvisor, o Windsor Castle tem nota 4,5 (de 5!), então peço aqui a opinião de quem já foi pra poder contrastar com a minha. Allllllguém? :)

28 de ago de 2014

Wishlist pré-viagem


Que sou a louca de Londres, vocês já sabem. O que talvez não saibam é que estou de viagem marcada. Daqui a pouquíssimos dias estarei debaixo do cinza céu londrino. Tô poética, tô romântica, tô mais ansiosa que noiva largada no altar. Cada um ama o que pode, né?

Pois há tempos guardei esses benditos links pra um dia, quem sabe, me dar de presente num rompante capitalista. É, eles acontecem. Mais ou menos na mesma frequência do cometa Halley, sabe? Só que eu voltei de Londres, tô indo de novo e nada de o rompante ter aparecido por aqui. Mas vocês sabem, assim que eu voltar vai estar bem perto do meu aniversário e nada como uma ajudinha pros amigos na hora de escolher um presentinho.




1. TRAVERS, P. L. The Complete Mary Poppins (quem não leu tem que ler e quem não viu o filme não sabe o que é bom nessa vida): US$ 40 no Book Depository

2. O clube de leitura de Jane Austen (nunca vi, mas acho que combina com minha coleção da autora): R$ 19,90 na Saraiva

3. ROLLEMBERG, Marcello. Uma ponte para Londres (o pessoal do Pra Ver em Londres falou tão bem do livro que fiquei morrendo de vontade de ler): R$ 29.61 no Submarino

4. Kit Office (juntou bloquinho + Londres = os jornalista PIRA): R$ 69,30 no Submarino

5. Travesseiro NAP (nunca usei dessas paradas pra viajar, mas pra tudo tem uma primeira vez. prometo tirar um cochilo e sonhar com Londres!): R$ 39,90 no Submarino

26 de ago de 2014

Meus aplicativos "mão na roda"

Chrome Web Store, a loja de aplicativos do Google Chrome

Não sei se já disse isso aqui antes no blog, mas meu celular é uma bela de uma porcaria. Foi o primeiro smartphone que eu comprei e obviamente não queria gastar dinheiro, o que me fez comprar um que não tem memória suficiente nem pra aguentar o whatsapp direito. Então esse negócio de indicar aplicativos é só pra quem tem de samsung pra cima. Eu só tenho um LG surrado.

Porém, contudo, todavia, eu tenho o navegador Chrome, que mesmo me passando raiva vez ou outra, é uma mão na roda. Primeiro porque não sei viver sem meus favoritos. Se eu perder minha lista de sites Favoritos é capaz de eu ter um treco. E o Chrome, como vocês bem sabem, guarda essa parada pra você, esteja onde estiver. Basta logar com o Google e voilà, bem-vinda à barra de Favoritos.

Não fosse isso suficiente para ter meu amor, eles inventaram essa parada de aplicativos pro navegador, que me deixou freguesa de primeira. E daí resolvi falar aqui dos aplicativos que eu mais uso e que facilitam minha vida. Preciso nem citar que são todos gratuitos, né? (E a maioria deles está disponível em Android e iOS)

Deezer. Eu não sei como fui parar na Deezer, mas sou muito feliz por isso ter acontecido. A Deezer me entende. Ela sabe exatamente que música me sugerir em cada momento da minha vida. Vantagens: acessando suas músicas pelo aplicativo (ao invés do site), não tem aquela propagandinha chata entre as músicas para aqueles que não são clientes premium (porque pagar pra ouvir música é um pouco contra meus princípios de free web rs). Outra vantagem é que eles também oferecem a extensão pra download, daí você só clica nela pra passar música pra frente, pausar, aumentar volume etc. Resumindo, não precisa ficar procurando o diabo da aba onde tá rodando a Deezer. Desvantagens: Só dá pra ouvir offline se tiver conta premium

E esses decibéis, que parecem uns macarons franceses? Nhammm

BeFunky Photo Editor. Uso para 99% das edições de foto da minha vida. Tenho usadoele no último ano para editar as fotos que posto no blog. Vantagens: coisas que facilitam a vida do tipo "cortar quadrado", "cortar para capa do Facebook", "inserir texto", "fazer colagem de fotos" e "consertar o horizonte" (vulgo a coisa que mais me aperreia em matéria de fotografia). Desvantagens: pode irritar um pouco os usuários mais avançados. Às vezes fico meio puta de ter que abrir o super pesado Photoshop pra fazer umas coisas bestas, tipo recortar objeto.

Magisto. Eis aqui uma pessoa que sempre esquece de fazer vídeos quando viaja. Apenas sempre. E quando acontece de eu lembrar, faço umas filmagens bobas, curtinhas. Daí entra o Magisto e faz a coisa toda ficar profissa. Vantagens: interface simples de marré desci e você compartilha os vídeos muito facilmente. Desvantagens: os filmes ficam curtos, tipo 1'30''.





TripIt. Descobri recentemente e ainda tô em fase de deixar isso fácil. Como sou a louca das planilhas e da organização, um aplicativo que me ajude nisso ganha todo meu amor. Vantagens: conecta com a agenda do Google (que eu também uso pacas) e se você receber confirmação de passagem aérea ou hotel, por exemplo, via email, pode apenas encaminhá-lo e o TripIt adiciona as informações na sua planilha de viagem. Desculpem, acho fantástico. Dá pra compartilhar com seus amigos e companheiros de viagem também. Desvantagens: achei meio enjoado de mexer no começo, mas já peguei o ritmo.

Evernote. Uso desde os tempos de repórter. Pra quem escreve e lida com dados e arquivos, é simplesmente a ferramenta mais importante do mundo. Se eu precisar encontrar minhas principais reportagens da vida, elas estão lá. Hoje em dia guardo os posts do blog e imagens que eu possa usar para ilustrá-los. Também dá pra baixar a extensão e guardar no Evernote com apenas um clique, sem precisar abrir o aplicativo. Vantagens: dá pra baixar o programa no seu computador, usar o aplicativo do Chrome, abrir o site no navegador ou ainda em seu celular e tablet. Ou seja: tá sempre à mão. Além disso, funciona online e offline. Desvantagens: a versão aplicativo do Chrome e abrindo o site no navegador deixa a digitação com um pequeno delay. Nada absurdo, mas às vezes me irrita.

Fora que esse elefante é um fofucho

Ginger. É uma extensão pro Chrome. Especial para quem escreve muito em inglês. Ele funciona como um corretor ortográfico do Word, só que pra todas as coisas que você escrever no navegador. Se estiver gramaticalmente errado, ele marca o texto e te sugere o correto. Escreveu uma palavra errada? Ops, tá aqui como se faz. Vantagens: você pode acompanhar no site as suas correções e a evolução da sua gramática e ortografia (pois com o tempo você erra menos, né?). Desvantagens: ele não identifica imediatamente outras línguas, então às vezes acaba me sugerindo correções nos textos em português. Mas nada de demais, ele só marca, sem alterar nada.

Gramblr. Não é aplicativo do Chrome, mas valia estar aqui. O Gramblr posta suas fotos no Instagram diretamente do computador. Lembram que meu celular é uma porcaria? Então. As fotos que ele tira também. Daí que minhas fotos legais precisavam ser baixadas da máquina pro computador, enviadas pro meu celular e depois postadas no IG. Apenas que: nunca mais. Baixa o programinha no computador e pronto. Vantagens: diminui a trabalheira toda. Desvantagens: Tem que recortar a foto antes e não dá pra aplicar filtro. Por isso, abro no BeFunky, corto quadrada e aplico filtro, se necessário. Depois posto. Ah, só vai pro Instagram. Se quiser associar e postar junto ao Twitter e Facebook, por exemplo, não tem jeito. Pelo menos não que eu tenha conseguido fazer.

E aí, pessoas? Gostaram das dicas? Tem algumas pra compartilhar aí conosco?

23 de ago de 2014

London Dungeon, uma atração assustadora

Todas as fotos são do site London Dungeon

Caroll me perguntou um dia se valia a pena ir nessa "tal" London Dungeon e aí pensei: mas que bela oportunidade de fazer um post, não? rs

Pois bem, a London Dungeon é uma dessas atrações turistonas de Londres. Digo logo de cara que é... bem cara. Os ingressos começam em £17,50 se você comprar com antecedência pelo site. Chegam a £25,20 se comprados na hora, sem contar a fila gigantesca que pode se formar - eu mesma passei umas 2 horas esperando pra entrar, mesmo tendo comprado pela internet. Avalie. Se você comprar o combo com outras atrações, como Madame Tussauds (museu de cera), SeaLife (aquário) e London Eye (a roda gigante), fica mais barato. O pacote com as quatro opções sai por £58,08. Clique aqui para ver todas as possibilidades e preços. Se você leu até aqui e não se assustou com o valor do ingresso, vamos lá que eu explico como funciona o danado do calabouço.

Desse pacote de atrações que falei, a London Dungeon é a única que exige de você um inglês afiado. E eu acrescentaria ainda um pouquinho de noção de História da Inglaterra. Nada exorbitante, vai. Se você souber quem é Jack Estripador já tá bom. Por quê? O passeio, de cerca de 90 minutos, usa os personagens para contar uma história e te passar uns sustos.




Você entra com um grupo de até 40 pessoas e se for muito medroso, minha dica é ficar no meio, nunca nas pontas. Os atores te levam por cenários que remontam às histórias mais aterrorizantes do País. E tá aí um país que curtiu essa parada de tortura, sangue e matança. O jogo de luzes dá um tom macabro ao lugar - que é justamente a ideia deles. Mas nada de desespero, se você não encosta neles, eles não encostam em você. Como podem entrar de crianças a idosos, acredito que os sustos não são de matar. É mais uma sensação de perigo, se é que você me entende.

Lembro que quando estava na cadeira do barbeiro (não vou contar o quê exatamente pra não estragar sua surpresa), um dos atores perguntou meu nome. Logo depois ele jogou a gente num corredor de espelhos infinitos e meu nome ficava ecoando e reverberando em cada canto daquele lugar. Eu ali, sem achar a saída, vendo a mim mesma por todos os lados e ouvindo meu nome sendo chamado não foi uma sensação muito agradável, mas depois que consegui sair foi divertido.




Dentre os personagens há Jack Estripador, aquele que curtia rasgar umas prostitutas bêbadas ao meio; Guy Fawkes, o cara que tentou explodir o parlamento; Henrique VIII (Tudor love alert), o rei das maldades (porém também maravilhoso, história aqui em outro post lindo); Benjamin Barker, o barbeiro que citei acima que curte assassinar umas pessoas e entregar pra Mrs. Lovett, que faz umas tortas de carne com carne... humana. Eu acho que as histórias mudam de tempos em tempos, pois lembro da Bloody Mary. Enfim, pra ver todos os personagens do momento, clique aqui.

Achei um vídeo na internet que aparentemente é todo o passeio, postado em 2013. Dá pra ter uma ideia de como funciona, mas te garanto que ao vivo é MUITO mais legal.





Na TripAdvisor, a nota da London Dungeon é 3,5, com a ressalva de precisar entender bem o inglês pra poder se divertir de fato. O Mapa de Londres também traz uma descrição da atração pra vocês terem algo com o que comparar minha avaliação. Inclusive, deste combo Madame Tussauds, London Eye, SeaLife e London Dungeon, acho que este último é o único que realmente vale a pena.

O museu de cera é muito MUITO lotado e você passa muito tempo em filas individuais para tirar foto com as estátuas. Achei bem chato e irritante. O aquário de Londres é bem pequeno e tem pouca variedade marinha. Acho que o problema maior é eu ter o Oceanário de Lisboa como referência. A roda gigante é uma voltinha de meia hora na beira do Tâmisa. Eu, sinceramente, acho que o The Shard é muito melhor para ver Londres de cima. O pessoal do Pra Ver em Londres mostrou direitinho como é esse passeio alternativo. Sobra o Dungeon, que é uma atração única, feita pelos ingleses, que definitivamente são referência nessa coisa de ser macabro. Minha dica é: o inglês tá bom? Então vai. :)

E você? Já foi ao Dungeon? Conta pra mim se gostou!

17 de ago de 2014

Coleção de viagem - meus bibelôs

Meu mural de ímãs de viagem, que já invadiu meu outro mural - o de fotos


Existe post só com fotos? Existe sim, que já vi. Então este post aqui vai ser mais um deles. Vez ou outra me perguntam se comprei muita coisa quando estive fora. Perto do que eu geralmente gasto com souvenirs, nessa viagem eu gastei horrores, pois normalmente não trago nada. Um ímã e um bóton e é isso aí.

Mas aí fiquei com vontadinha de mostrar as coisas lindinhas que eu tenho porque sou apaixonada por cada uma delas. Pra começar, minha coleção de ímãs. Aí em cima uma visão geral (e incompleta, pois outra parte está no meu mural de fotos) e aqui embaixo os detalhes dos ímãs que comprei na Inglaterra e em Paris.

Tem plaquinhas de ruasviking de York, Pulteney Bridge de Bath, red bus e black cab

Meus preferidos de Paris: o quadro de Monet, no canto à esquerda, e o Café de Paris, à direita


Dentre os mimos que comprei em Paris, o carrossel é meu xodó. Achei por acaso, numa lojinha entre o metrô e o Musée d'Orsay. O carrossel pequenino que está em cima da caixinha de música que toca "La Vie en Rose" foi comprado em Buenos Aires, mas quem liga pra esse detalhe? O relógio é da lojinha de souvenir de Versailles, mais especificamente da casa da Maria Antonieta. Lindimais, né?


Miniaturas de prédios, balão do Maché deux Fleurs, carrossel e Tour Eiffel que a Nay me deu anos atrás


De Londres trouxe um bocado de latinhas e aí embaixo tem algumas delas. O Big Ben com o Peter Pan voando veio cheio de caramelos deliciosos; a lata redonda e vermelha era dos biscoitos amanteigados mais maravilhosos que já comi na vida e comprada no Windsor Castle, assim como a lata de chá, azul claro, com leões. Na latinha da Beatrix Potter veio uma caneca fofucha do Peter Rabbit e a redondinha à direita veio cheia de biscoitos amanteigados com um toque de limão maravilhosos comprada em Hampton Court, o palácio dos Tudors.Quase imperceptível à direita, a latinha de Coca-Cola personalizada com meu nome, que ganhei na exposição Cinéma Paradiso, em Paris.

 



Em seguida meus pequenos bibelôs. Meus soldadinhos de chumbo, com destaque para Henrique VIII e Elizabeth I e meu bonequinho que desmonta quando você aperta embaixo (mais retrô não há!) são meus preferidos. Tem ainda o guarda real na casinha real, que comprei em Windsor, um palácio real, rs. A cabine de telefone é um cofre que eu já tinha antes de viajar e na frente dela é uma miniatura da Torre de Londres, com direito aos corvos que são criados lá.




Meu aparador de livros foi presente de Natal da minha amiga e, tirando os exemplares de Jane Austen, comprei todos os outros por lá. "Jane Austen stole my boyfriend" foi comprado no Jane Austen Centre, em Bath, mas a história é ruim de doer. Tem também Le Petit Prince, comprado em um museu em Paris, assim como o quadradinho azul escrito Paris. Este, assim como o Royal Palaces e London, são pequeninos livros de pop-up que eu amo / sou alucinada / viro criança. Por fim, a coleção de todos os livros da Beatrix Potter, que é puro amor.




Aí embaixo seguem os livrinhos abertos pra vocês terem uma noção de como eles são.








A coleção da Beatrix Potter tem 12 contos infantis, lindamente ilustrados.

 





Os que vêm a seguir enfeitam parte do meu guarda-roupa. Tem Elizabeth Tudor, dois postais de Hampton Court e o mapa abaixo é da Londres da época da Era Tudor. Depois vem I love Darcy, por uma questão de prioridades, e dois esquetes com o resumo da história dos meus livros favoritos da Jane Austen, Pride and Prejudice e Sense and Sensibility, comprados no Jane Austen Centre, em Bath.




Quando comprei esses postais, a intenção era enviar para os amigos no Brasil. Mas aí fui criando amor, enrolando pra escrever e, quando dei por mim, eles ainda estavam comigo quando voltei pro Brasil. Daí desencanei, tomei pra mim e enfeitei meu quarto. É a primeira coisa que vejo todos os dias quando acordo.





Essa bobagem eu vi no Madame Tussauds, aquele museu de cera que, por sinal, é um saco (#ficaadica). Mas era uma bobagem tão maravilhosamente maravilhosa, que eu achei que precisava carregar essa breguice comigo e desfilar ela depois no blog. Por que não?




E por fim um poster vintage que eu levei meses pra decidir onde colocar, não consegui me decidir e acabou na porta mesmo. Eu simplesmente adoro essas cores desbotadas e o apelo retrô que ele tem.




E vocês? Guardam lembranças de viagem? Qual o xodó da sua coleção?

15 de ago de 2014

Viajando baratinho - o manual do mão de vaca

Aeroporto Internacional de Guarulhos: queria bater mais ponto por lá! 

A fofa da minha mãe sempre comenta que eu tenho um quê de turca e que meu dinheiro é igual cocô de índio - tudo porque sou uma pessoa segura no quesito dinheiro. Segura o caramba, sou mão de vaca assumidíssima, lidem com isso. Pessoal fica on fire sempre que meu instagram deda que estou fora de casa. "Marla não trabalha, Marla tá rica etc". Vocês me fazem rir. Primeiro que eu trabalho pacas, afinal só trabalhando o dobro da galera pra poder folgar o dobro da galera, né não? Segundo que não sou rica, sou uma planejadora nata.

Dia desses, uma tchurminha lá do Rotaroots queria saber: 1. como se preparar pra viajar sozinha (check!) e 2. como viajar mais com tão pouca grana. So here we go. Aqui vou dizer mais ou menos como eu faço. Pode não servir exatamente pra sua vida, mas dá pra adaptar umas coisas e usar os sites sempre. 

Depois de um ano em Portugal tinha isso tudo de mala


Passagens aéreas

Eu não tenho muita firula com destino. Pra mim viajar é sempre bom, ponto final. Costumo acompanhar os posts do site Melhores Destinos, que publicam as principais promoções de passagens aéreas e já acabei indo pra Porto Alegre e Maceió só porque estava baratinho, veja só. Já vou avisando que se você não estiver pensando em SP e RJ como destino, pode considerar passagem ida e volta por 300 reais (com taxas) uma bagatela.

Se você não abre mão do ponto de chegada, o melhor é acompanhar os preços e criar um alerta no Skyscanner. Lá você pode filtrar uma série de datas ou um mês inteiro e ele te manda um email sempre que as passagens atingirem o valor que você pode pagar por elas. 

Aeroporto de Barajas, em Madri: nenhuma saudade das caminhadas de 25min

Outra opção pra quem está na Europa é o Drungli. Essa maravilha é pros aventureiros. Você pode escolher entre Quando ou Onde e ele busca as passagens mais baratas tendo como ponto de partida a cidade onde você está. Por exemplo passagem por 20 euros ida + volta de Londres a uma cidade X da Lituânia. Por 35 euros você já vai pra Budapeste e assim vai. Acho fantástico incluir no roteiro uma cidade que você nem imaginava e a viagem ficar com um capítulo ainda mais incrível e inesperado.

Eu queria poder ainda falar sobre milhas de cartão de crédito, mas vou confessar pra vocês... Tô há uns 3 anos pagando até conta de Coca-Cola no cartão e tudo o que eu tenho até hoje são umas 14 mil milhas. Isso só me leva ali em Brasília e olhe lá. Então não sei dar dicas dessa parada das milhas, mas se alguém quiser dar o testemunho, irmão, é só deixar lá nos comentários!

"Eré vai vuá!" (só entende quem já passou dos 25)


Hospedagem

Taí outra coisa que já desapeguei nessa vida. Hotel top, com café da manhã top, num lugar top da cidade é só pros meus sonhos mais top. Atualmente o que eu mais uso é Couchsurfing. Demorei uma pá de tempo pra me aventurar, pois essa ideia de dormir na casa de um completo desconhecido me soava um tanto inseguro. Com o tempo aprendi a filtrar e hoje em dia sinto ZERO medo de ficar na casa de alguém em qualquer lugar do mundo.

Dicas pra fazer um perfil feroz: criá-lo em inglês. Não é mandatório, mas você abrangerá mais opções de hospedagem assim. Quando fiz o meu perfil, fiquei com medo de ninguém querer me hospedar porque eu não tinha referências, daí deixei claro que não tinha experiências no site, mas que estava bastante aberta a dar o pontapé inicial. Essas primeiras experiências estão, inclusive, neste post aqui. Fotos - umas 10 tá bom, vai - ajudam a tornar seu perfil mais verossímil. Não é selfie não, tá? É foto de você na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, mostrando que viajar é seu padrão de vida (se não for, engane, internet taí pra isso rs).

Foto das antigas: galera procurando casa pra morar em Coimbra

Depois de ter um perfil super bacana, é hora de procurar um anfitrião (host). Na minha busca eu tento filtrar de cara gente que é "vouched for". Olha, esse cartão da veracidade é simplesmente a coisa mais impossível de se conseguir na face da terra. Exige que não sei quantos membros vouched for te ofertem o bendito cartão. Trust me, se tem "vouched for", pode ir sem medo. Se você estiver indo pra um lugar que não tem gente vouched for, procure pelo maior número de referências e leia as benditas, viu? Não adianta o cara ter zilhões de referências e elas serem da mãe, do tio, da prima e do amigo da faculdade. Tem que ser de gente que se hospedou com ele e curtiu a experiência. A partir daí escolha aqueles que tem mais a ver com você, leia o perfil deles e mande um request bem bacana, citando coisas do perfil da pessoa pra ela perceber que você se interessa não apenas por um sofá, mas por uma experiência com um local - pois é esse o foco do site.

"Ai, Marla, não curto essas paradas não". Beleza, gente. Cada um, cada um. Outra opção mais em conta é o Airbnb. Você aluga um quarto ou a casa inteira de alguém por um determinado período, normalmente mais curto. O bacana é que você acaba tendo uma casa inteira à disposição, né? Pra mim, ter cozinha é essencial (explico mais à frente) e você pode acabar fazendo amigos, como eu fiz em Canela (minha anfitriã foi uma fofa!).

"Não, Marla, esse negócio também tá meio esquisito". Calma. Vamos tentar o Booking.com. Indico esse site com fé pois já tive problemas com hostels / hotéis e eles resolveram na mesma hora sem burocracia, sem delongas. Por lá você filtra desde camas em quartos de hostels até hotéis cinco estrelas com glitter. Agora você acha alguma coisa, né? Escolha lá o que cabe no seu bolso e faça a reserva - não sem antes conferir as reviews (sempre confie nas reviews!!). Outra coisa muito boa é que você pode fazer a reserva com antecedência e cancelá-la sem custos 1 ou 2 dias antes do check-in. Dessa maneira, eu costumo reservar algo no Booking e ficar tentando couch. Se não rolar, pelo menos eu tenho algo garantido e se rolar eu vou lá e cancelo de buenas.

Eu versão magra (em 2006!) apresentando a cozinha do apê retrô que a gente alugou em Portugal


Comida

Restaurante da moda, café tradicionalíssimo, mercados gourmet: passo todos. Só furo a regra se for uma coisa com uma arquitetura fantástica e pá, vou lá, peço uma água e bon voyage. Comer fora é sempre muito caro. Seja na sua cidade ou numa a passeio, o melhor mesmo é cozinhar. "Ai, Marla, eu não sei cozinhar". Mas miojo você faz, né? E já passou da hora de aprender pois: ninguém tem mãe pra sempre. Se vira, mano. Encontre o supermercado mais perto do local onde está hospedado, compre pão de forma, queijo e presunto e carregue sempre um ou dois sanduíches na bolsa / mochila pra matar uma fome de última hora, dessas que te fazem cometer loucuras do tipo pagar 15 euros por um croque monsieur (vulgo pão com queijo francês metido a besta).

Compre umas coisinhas fáceis de cozinhar, tipo macarrão, sopas em pacotinhos e afins pra jantar e tomar café da manhã e tenha na cozinha. Prepare sua comida e seu bolso vai te agradecer, confie. Dá pra usar sempre cozinha de Couchsurfing, Airbnb e hostels, logo, hotel não é pra mim e para os demais mãos de vaca.

Cozinhando um feijão na gringa


Atrações turísticas

Tá aí a coisa que me deixa pobre nas viagens. Cada um tem um estilo viajante, o meu inclui visitas a museus, igrejas e galerias de arte. Dificilmente a entrada para esses lugares é grátis e por mais que sejam valores pequenos (tipo 8 ou 10 euros), no final da viagem, você pagou uma pá de dinheiro pra esse povo. Internet tá aí pra isso, né, gente? Olhe com antecedência o que você gostaria de visitar e anote valores e horário de funcionamento. Daí faça as contas, dê prioridades, ajeite o orçamento. Procure pelos passes de tantos dias. Muitas cidades têm. Você paga um valor fechado por várias atrações por um determinado período de tempo e normalmente sai mais barato. Mas não vá comprar sem olhar. Faça as contas, mão de vaca tem que ser bom de matemática. 

Um dos meus presentes de aniversário de 2007 foi um Super Programa: Jantar + Cinema por 7 euros


Transporte

Nada de ser mané na vida, gente. Mão de vaca planeja tudo. Eu costumo ir marcando num mapinha pessoal (faça o seu aqui) todas as atrações que me interessam. Daí monto um roteiro onde eu possa fazer o máximo de coisas à pé, usando no máximo um transporte pra ir e outro pra voltar. Em Londres, por exemplo, metrô é uma pequena fortuna (15 reais uma passagem única), então nada de dar bobeira por aí. Pare de ser preguiçoso, coloque um tênis no pé e desbrave a cidade! Te garanto que vai render um monte de fotos (e uma noite bem dormida no fim do dia).

Nay dando aquela checada no mapa dentro do busão


Dicas

Ouça os locais, procure avaliações e dicas de outros viajantes que passaram por ali. "O Google é meu pastor e nada me faltará" é seu lema de vida viajante. TripAdvisor, UOL Viagens, Férias Brasil, Mochileiros e Mãos de Vaca (sim, sim, como não?!) são os que eu mais uso como fonte. Além, é claro, dos blogs de pessoas maravilhosas que compartilham suas experiências de viagem. Muá! :* Mas puuuuutz, como você tá com muita preguiça de pesquisar, vou ajudar. O Plnnr MONTA o roteiro pra você se você for para uma das cidades mais famosas do mundo. 

Planejando viagem por Portugal (que nunca rolou!): guias, mapas e calculadora!


Status

Pra mim, ter status na vida é possuir um passaporte cheio de carimbos. Pra ostentar esse estilo de vida e te deixar ainda com mais vontade de completar o álbum de figurinhas da sua vida, o site Flight Diary. Lá você insere os dados das suas viagens e ele monta um mapa de estatísticas super legais. Já tô louca pra viajar mais pra deixar meu mapa-mundi todo rabiscadinho!

Pra quem tem dúvidas ou quer compartilhar dicas de mãos de vaca: comentários! E vamos deixar esse negócio de viajar cada vez mais divertido, pois vocês já sabem: viajar é a única coisa que você compra e te deixa mais rico!

Os rabisquinhos do meu mapa no Flight Diary
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