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20 de jul de 2014

"Cheguei, estou no Paraíso! Que abundância, mermão!"

Ilha Grande é tão linda quanto parece, com o mar mais verde que já vi

Parte 1: Chegada a Angra dos Reis

No dia seguinte peguei a balsa bem cedinho pra Ilha Grande, lugar que eu apelidei carinhosamente de PARAÍSO porque veja bem... o paraíso se inspirou naquele lugar. Custa cinquentinha pra ir e voltar se você for turista. Cheguei lá já sabendo que eu pegaria a trilha pra praia de Lopes Mendes. Tudo o que li na internet é que era fácil, que era uns 40 minutos e que a praia valia a pena.

Cada um tem o camaro amarelo que merece

Pois bem, vamos lá. A trilha leva umas 2 horas pra ser percorrida, o percurso é difícil, cheia de subidas e descidas muito íngremes e se tivesse chovido eu teria desistido - incrivelmente escorregadia. Mesmo com o tempo seco há alguns dias, vi um bocado de gringo de tênis escorregando lá. Eu, que estava de havaianas, ganhei umas bolhas nos pés mas não caí-í. A praia de Lopes Mendes vale a pena? Vale. Mas ó: paga o barquinho pra ser feliz, viu? Esquece esse negócio de trilha.

Uma das vistas que a trilha proporciona

Na volta paguei os 20 reais mais lindos da minha vida pra voltar pra Vila do Abraão. No caminho começou a chover e uns golfinhos enfeitaram o lugar. O moço do barco disse que não é muito comum e os gringos surtaram geral de ver os pimpolhinhos do mar (ficou brega, gente? obrigada). Mais uma hora de barca e cheguei de volta a Angra.

Praia que leva à Lopes Mendes (desculpaí, minha câmera não ajuda)

Depois de tomar um banho no hostel, resolvo voltar pro porto pra comer alguma coisa. Como estava chovendo, resolvo ir de carro, mesmo que o percurso não levasse mais do que 15 minutos à pé. E o que acontece? Isso mesmo, amiguinhos. Um rapazinho de 17 anos, sem carteira, bate na traseira do meu carro. Foi lindo, foi maravilhoso, foi estonteante.

A minha sorte é que o menino tem boa criação e já desceu pedindo um milhão de desculpas e que ia consertar. Expliquei pra ele que o carro era alugado e tentei contato com a Avis pra poder saber o procedimento. Eram 8 horas da noite e o número que eles me deram só servia pra pedir guincho. O número pra saber procedimentos era outro, um que nunca atendeu nessa vida. Depois de mais de uma hora nessa peleja, decidi que eu teria que confiar no menino e deixar ele vir me buscar no dia seguinte cedo pra consertar o carro.

Ilha Grande inteira é um paraíso

Pois 7h30 ele bateu ponto. Passamos o sábado inteiro dentro da oficina, coitado do martelinho de ouro. Gente, o homem não largou o posto nem por um segundo. Nem pra comer, nem pra beber água, nem pra ir ao banheiro. Fiquei impressionada. Enquanto arrumavam o carro, o lindo Jogos Vorazes me distraiu e eu só não fiquei muito brava porque estava chovendo, logo não teria nada pra eu fazer em Paraty - que é pra onde eu iria em seguida.

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