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20 de jul de 2014

Rio, eu não gosto de você

Pedrinhas de Paraty

Parte 1: Chegada a Angra dos Reis


Só encontrei a Erika em Paraty umas 8 da noite. Ficamos num hotel na beira do mar e que era bem tranquilinho, longe da bagunça. No fim de semana tava rolando um festival de Jazz e putz, foi incrível! O domingo amanheceu com um solzinho e achamos por bem arriscar. Fomos até as praias de Trindade, também conhecidas por serem deliciosas. Só que assim que a gente chegou, o sol foi embora e pegamos praia com tempo nublado - quem nunca? Fizemos uma trilha leve (leve mesmo) e chegamos na praia do Cachadaço, de ondas fortes. Com o mar de ressaca, então, tava até meio perigoso. Mas foi legal mesmo assim.

Praia na chuva, porque sim

Já no finzinho da tarde voltamos pra Paraty e nos deixamos perder por entre as ruas da cidade, até que encontramos um grupo tocando uma música muito boa. Era um dos shows do Festival de Jazz e ficamos por ali. Comemos em algum lugar perto do centro e voltamos pro hotel descansar, pois no dia seguinte seguiríamos cedo pro Rio.

Trindade - RJ, linda mesmo com chuva

Como eu tinha que devolver o carro até as 11h30, saímos 5 da manhã do hotel pra eu não precisar me descabelar. O trajeto tem cerca de 4 horas. E assim foi, atravessamos toda a Avenida Brasil e às 9 e pouco já estávamos na cidade. Eu mal sabia que meus problemas estavam só começando.

Por causa da Copa, a cidade estava toda em obras e muitas das ruas, obstruídas. O Google Maps mandava a gente pra lugares onde não era possível passar; as pessoas não sabiam dar informações; não havia placas informando dos desvios. Cara, eu só tinha que voltar pro Santos Dumont, que é no Centro. Mas não, eu não consegui.

Barquinhos em Paraty

Depois de ir e vir duzentas vezes, decidi que eu iria pagar algum taxista pra nos guiar até o aeroporto. Ideia sussa, né? Né não. Os três primeiros que abordamos simplesmente não quiseram fazer a corrida (a Erika iria dentro do táxi!). E no centro não tem lugar pra parar, muito menos pra estacionar. A essa altura, mais de meio-dia, eu já estava ficando louca. Tudo o que eu queria era largar o carro em plena avenida e ir embora andando.

Com muito custo, conseguimos convencer um taxista. É o fim dos seus problemas? Não, porque o cara resolveu ir pela faixa exclusiva de táxi e ônibus e que eu, lindamente, não poderia usar. Mas ele se tocou? Não, claro. E furou todos os sinais amarelos MESMO SABENDO QUE EU ESTAVA LHE SEGUINDO. Olha, desculpa, gente. Mas tem coisas que parecem tão óbvias pra mim. Por quê????????

Pois bem. Pagamos lá vintão pro taxista e fui entregar o carro. Daí o moço me avisa que o tanque não tava completo e que tinha um posto contornando o quarteirão, que era melhor eu encher lá porque na locadora o litro era quase 6 reais(!!!). Pois é. Eu, já quase chorando, falei quero nada nessa vida, faça o que quiser desse carro, ponha fogo, jogue do precipício, eu não ligo.

Erika curtindo um docinho na Colombo

Mas aí ele me chamou à razão e eu resolvi ir lá encher o diabo desse tanque. Só que tem uma super tesourinha (oi, Brasília) na entrada do aeroporto, eu me embananei e não entrei na rua certa, ficando completamente em desespero por uns 3 minutos. Milagrosamente eu consegui voltar pra rua certa e devolver o carro, já aos prantos nessa hora - pô, mantive a sanidade por muitas horas. E foi assim, com a cara inchada e molhada que entreguei o carro, xingando porque além de tudo, a entrega do carro já estava duas horas atrasada e eles me cobrariam uma nova diária.

O moço lindo, maravilhoso, querido e santo colocou que eu tinha entregado na hora prevista. Muitos coraçõezinhos com as mãos pra este senhor, gente. Olha, meu nível de estresse era tão gigante, que eu estava disposta a voltar pra casa imediatamente. Fui até o guichê da Azul, mas a moça me avisou que se eu quisesse adiantar a minha ida, teria que comprar uma nova passagem, pois a minha não autorizava mudanças. Como eu sou mais pão-dura do que estressada, resolvi encarar esse último dia e meio no Rio. Foi uma boa ideia. 

De dentro do Theatro Municipal

Daí em seguida deu tudo certo. Peguei o ônibus que vai pra zona sul, desci no Leblon e encontrei minha couchsurfer, uma querida. Depois que me desfiz da mala, fui encotrar a Erika na Colombo, porque tradição é tradição. Acho uma pena que eu agora vá mais ao lugar por causa do ambiente e menos por causa da comida. À noite encontrei uma inglesa que eu tinha conhecido em Angra. Ela acabou chamando mais 3 meninas que estavam no hostel dela e foi ótimo, bem internacional. Inclusive, foi lá que a argentina me contou que eles pagam 35% de IOF. Pois é, gente. Mas eu continuo achando esses brasileiros 6,38% um assalto à mão armada. Enfim, nós fomos pra um pub que chama Lord Jim, no Leblon mesmo, e adoramos. Tem um clima assim... irlandês. Na hora eu disse inglês, mas o dono me corrigiu, dizendo que o pub é irlandês. Tá bom, tá bom. 

Uma das salas do Theatro Municipal

No dia seguinte, Erika e eu fomos até o Teatro Municipal para uma visita guiada. Foi fantástico, da última vez que fui ao Rio o lugar estava em reformas, então acabou não rolando antes. Dali seguimos pela Luís de Camões porque queríamos encontrar uns sebos bacanas. Achamos sebos, mas com preços de livraria de shopping, hein? Dali foi um pulinho pra dar uma passada no Centro Cultural dos Correios pra ver uma exposição, almoçar e voltar correndo pra pegar minha mala e não perder o voo. E sim, nunca fui tão feliz na vida ao voltar pra Goiânia. E agora o Rio fica pra daqui uns 4 anos, quando eu posso voltar a sentir saudades.

"Cheguei, estou no Paraíso! Que abundância, mermão!"

Ilha Grande é tão linda quanto parece, com o mar mais verde que já vi

Parte 1: Chegada a Angra dos Reis

No dia seguinte peguei a balsa bem cedinho pra Ilha Grande, lugar que eu apelidei carinhosamente de PARAÍSO porque veja bem... o paraíso se inspirou naquele lugar. Custa cinquentinha pra ir e voltar se você for turista. Cheguei lá já sabendo que eu pegaria a trilha pra praia de Lopes Mendes. Tudo o que li na internet é que era fácil, que era uns 40 minutos e que a praia valia a pena.

Cada um tem o camaro amarelo que merece

Pois bem, vamos lá. A trilha leva umas 2 horas pra ser percorrida, o percurso é difícil, cheia de subidas e descidas muito íngremes e se tivesse chovido eu teria desistido - incrivelmente escorregadia. Mesmo com o tempo seco há alguns dias, vi um bocado de gringo de tênis escorregando lá. Eu, que estava de havaianas, ganhei umas bolhas nos pés mas não caí-í. A praia de Lopes Mendes vale a pena? Vale. Mas ó: paga o barquinho pra ser feliz, viu? Esquece esse negócio de trilha.

Uma das vistas que a trilha proporciona

Na volta paguei os 20 reais mais lindos da minha vida pra voltar pra Vila do Abraão. No caminho começou a chover e uns golfinhos enfeitaram o lugar. O moço do barco disse que não é muito comum e os gringos surtaram geral de ver os pimpolhinhos do mar (ficou brega, gente? obrigada). Mais uma hora de barca e cheguei de volta a Angra.

Praia que leva à Lopes Mendes (desculpaí, minha câmera não ajuda)

Depois de tomar um banho no hostel, resolvo voltar pro porto pra comer alguma coisa. Como estava chovendo, resolvo ir de carro, mesmo que o percurso não levasse mais do que 15 minutos à pé. E o que acontece? Isso mesmo, amiguinhos. Um rapazinho de 17 anos, sem carteira, bate na traseira do meu carro. Foi lindo, foi maravilhoso, foi estonteante.

A minha sorte é que o menino tem boa criação e já desceu pedindo um milhão de desculpas e que ia consertar. Expliquei pra ele que o carro era alugado e tentei contato com a Avis pra poder saber o procedimento. Eram 8 horas da noite e o número que eles me deram só servia pra pedir guincho. O número pra saber procedimentos era outro, um que nunca atendeu nessa vida. Depois de mais de uma hora nessa peleja, decidi que eu teria que confiar no menino e deixar ele vir me buscar no dia seguinte cedo pra consertar o carro.

Ilha Grande inteira é um paraíso

Pois 7h30 ele bateu ponto. Passamos o sábado inteiro dentro da oficina, coitado do martelinho de ouro. Gente, o homem não largou o posto nem por um segundo. Nem pra comer, nem pra beber água, nem pra ir ao banheiro. Fiquei impressionada. Enquanto arrumavam o carro, o lindo Jogos Vorazes me distraiu e eu só não fiquei muito brava porque estava chovendo, logo não teria nada pra eu fazer em Paraty - que é pra onde eu iria em seguida.

Perrengue, porém em Angra dos Reis

Caminho pra Angra dos Reis, na BR-101

Essa foi a viagem das tretas. Mesmo se tratando de Rio de Janeiro, essa cidade que me odeia e cuja recíproca é verdadeira, eu não esperava tanta treta junta em menos de 5 dias. Primeiramente, minha amiga ia comigo, pegou dengue e não conseguia nem levantar da cama, imagine bater perna. Daí que a viagem que era pra acompanhá-la na sua primeira visita à ~cidade maravilhosa~ virou uma outra dessas viagens desacompanhadas. Escolhi então conhecer umas coisas novas.

Porto de Angra dos Reis

Aluguei um carro da Avis pra me mandar pra Angra dos Reis. Foi tudo tranquilo e eu paguei um precinho camarada no site (comprei no alugueldecarro.com.br). Custou R$338 pra 4 diárias de um Novo Uno. Meu problema em ser mão de vaca é que eu não achei que fosse impossível dirigir um carro sem direção hidráulica depois que você passa a ter um que tem. Dica: gaste aí uns 20 contos a mais e inclua direção hidráulica no pacote. Nem ar condicionado é tão importante.

O moço da Avis me ensinou a pegar a Avenida Brasil e seguir nela tooooooooda vida pra chegar em Angra, o que foi fácil. Parei no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), peguei um mapa, perguntei as melhores praias, descobri como chegar no meu hostel. Belê. Fui pro porto, almocei, bati fotos, dei uma enrolada olhando o mar.

Revoada de gaivotas

Lá pelo meio da tarde, resolvi ir pro hostel pra trocar de roupa, colocar um biquini, ser feliz, essas coisas. Problema número 1: meu carro caiu no buraco na porta do hostel. Mas Marla, sua barbeira, como que é isso? Não, não sou barbeira. O negócio é que o lugar que vc tem pra colocar o carro afunila. A parte que eu vi era estreita, mas depois o buraco era gigante. Resultado: o carro ficou com a roda dentro do buraco, tapando metade da rua de mão única. 

Pois é, eu consegui

Coisa lógica a se fazer: pedir ajuda de alguém do hostel. Toco a campainha. Chamo. Grito. Quase arrombo o portão e... NADA! Nesse meio tempo, uma alma de bom coração e que vai diretinho pro céu parou sua moto pra me ajudar. Ele sozinho não conseguiu erguer o carro e foi buscar mais homens pro serviço. Por fim, 6 homens bêbados do boteco da rua vieram levantar o carro e o problema se resolveu. Levou uma meia hora nesse trança, gente passando, trânsito impedido, confusão e... nada de aparecer alguém do hostel.

Com o problema nº 1 resolvido, parti para o de número 2. Liguei pro Booking e avisei que não tinha ninguém pra abrir a porta do hostel. A moça pediu pra eu esperar na linha e logo em seguida conseguiu alguém pra fazer a gentileza óbvia. Eis que me aparece uma menina com cara de sonsa. "Esse carro que caiu aí é seu?". A pessoa ouviu a confusão da história do carro, mas não me ouviu gritando pra alguém abrir a maldita porta. Olha...

Praia Grande, em Angra dos Reis

Quando entrei no hostel foi quase tão caótico como quando eu estava de fora. As camas têm um colchão com uns 2cm de espessura e eu senti cada uma das grades de madeira quando me deitei. Eu sei que eram uns 4 quartos pra um único banheiro. Não, não é um banheiro coletivo. É um banheiro, ponto. Um chuveiro. Uma pia. Um vaso sanitário. Isso que eu já tinha ignorado os comentários dos outros hóspedes no Booking dizendo que o hostel ficava numa área meio esquisita, com esgoto passando por baixo da casa. Avaliem. A dona do hostel é bem bacana, mas o que ela montou tá longe, masbem longe de ser um hostel. Dica: confie nas avaliações do booking.

À noite não fiz nada de demais, parti pro porto pra tomar uma cerveja, conheci uns gringos, proseamos um pouco e me mandei de volta pro hostel pra descansar. Coisa que eu teria feito se fosse possível. Eu não sou fresca, mas não foi possível. Coloquei o colchão no chão pra vocês terem uma ideia. A única coisa boa do quarto é que só tinha eu e minha tosse.


15 de jul de 2014

Nunca morri viajando sozinha

Selfie #1 na London Eye
De todas as coisas que eu faço sozinha nessa vida, tem uma que sempre querem saber se funciona: viajar. Já me neguei a viajar sozinha antes, quando era mais nova, mas não me lembro exatamente em que ponto da minha história eu toquei o foda-se pra isso. Pra quem me pergunta se viajar sozinha é legal e se eu aconselho, minha resposta é: Sim e depende.

Selfie #2 com minha mochila em Angra dos Reis
Viajar sozinha é mais uma questão de perfil. Você costuma fazer coisas sozinha o tempo todo? Tipo ir ao cinema, passear no shopping, ir pro parque...? Se sim, viajar vai ser só mais uma coisa que você vai fazer numa boa. No entanto, se você é dessas que não vai nem ali na padaria se não tiver companhia, é melhor você se esconder em casa mesmo.

Perrengue toda viagem tem. Com ou sem companhia. A diferença é como você lida com ele. Podem te matar enquanto você viaja sozinha? Podem. Mas também podem matar você e sua companhia na mesma viagem. Encafifar que essa é a razão pra você não se aventurar por aí é uma grandessíssima bobagem.

Eu tenho um jeito muito particular pra viajar. Sou dessas que planeja a viagem com todos os detalhes, crio planilhas e roteiros e estudo o mapa do lugar semanas antes de sair de casa. Eu adoro hostel: gosto da galera que tá viajando e dá dicas legais; gosto desse negócio de ter uma cozinha à minha disposição e levo numa boa a treta de dividir quarto com um bando de gente desconhecida - embora deteste compartilhar banheiro de hostel, que normalmente é sujo e super cheio.

Quando saio por aí pra conhecer lugares, as pessoas se sentem mais à vontade pra se apresentar, pra puxar papo - principalmente se eu estiver usando minha mochila cheia de broches dos mais diferentes países. Quando você está sozinha, você também fica mais aberto a novas descobertas e sugestões. De cada lugar que eu vou, trago ao menos um broche e três novos amigos. 

Lhays, a amiga que fiz no hostel de Porto Alegre
Na minha experiência de viajar acompanhada, tenho dois pequenos problemas. Como eu sou muito organizada e planejo tudo com muita antecedência, você não vai conseguir me convencer a ir a um lugar que eu não queira. Vai ser bem nessa hora que eu vou dizer: pode ir lá numa boa que depois te encontro no hotel. A segunda dificuldade é que eu gosto de andar pela cidade. Eu bato perna mesmo. Todo dia eu ando uns 10km mais ou menos. E dificilmente alguém consegue acompanhar meu ritmo. Não culpo ninguém, claro. Cada um no seu limite. Mas ainda não encontrei aquele super companheiro de viagem, minha *alma gêmea viajante*.

Pra mim, viajar sozinha tem basicamente duas desvantagens. A primeira é que há muitas coisas que ficam mais baratas se compradas pra dois do que pra um só. Por exemplo: hotéis, restaurantes e atrações turísticas 2por1. Nos dois últimos casos você até consegue encontrar algum visitante que tope te acompanhar, mas é meio esquisito dividir um quarto de hotel com um desconhecido, né? A segunda desvantagem é que eu adoro tirar foto. Mas eu adoro mais aparecer nelas. hehehe E minhas fotos são uma sucessão de selfies. Dica: tripé quebra um super galho, mas não é solução em todo lugar.

Tripé quebrando um super galho na Tour Eiffel
Para aqueles e principalmente para aquelas que se sentem inseguros, eu vos digo: desencana. Você deve ser cuidadosa na rua da sua casa e também do outro lado do mundo. Um exemplo? Quando estava em Paris deixei de ir a uma boate que eu queria porque a casa onde eu estava ficando era num bairro meio ermo e com fama de assaltos à noite (Em Goiânia eu fico na boate até amanhecer pra fugir dos bêbados do trânsito e de possíveis assaltos - tudo é uma questão de estratégia). No entanto, não deixei de sair pra todo lado durante o dia e me manter em locais em que eu não fosse uma presa fácil. Por lugares de presa fácil eu quero dizer: becos escuros e pubs com cara esquisita. Não tem segredo, o que você não faz na sua cidade você também não deve fazer fora dela.

Pra quem tem medo de ser atropelado na rua e nunca mais ser encontrado pelos familiares, dou a dica: na minha carteira fica o papel que diz que tenho seguro saúde e o número para ligarem numa emergência (em inglês ou na língua do lugar para onde estou indo). Eu tenho isso aqui em Goiânia, imagine viajando. Tem medo de ser assaltado e levarem todos seus documentos? Pois tenha esses documentos escaneados e guardados no seu email pra você poder acessar em caso de emergência. Sempre tenha no seu celular também o número da polícia e dos bombeiros da cidade onde você vai ficar. A gente só lembra que precisa dessas coisas quando já é tarde demais pra poder procurar. 

Selfie #3 em Amsterdan
Olha, nada do que estou dizendo aqui é uma grande novidade pra sua vida. Mas te garanto que essas diquinhas bobas já vão te deixar mais tranquila pra se aventurar por aí, desbravando lugares e conhecendo pessoas. Afinal de contas, nada na vida te deixa mais rico que viajar. Pra mim, acompanhada ou sozinha, viajar sempre vale a pena.

Me contem aí nos comentários: qual é o seu estilo de viajar? Sozinho ou de turma? Tem dicas? Compartilhe com os leitores!

3 de jul de 2014

Top 10 coisas irritantes na vida da Marla


Ainda não decidi se posto alguma coisa da minha última viagem pro Rio de Janeiro. Enquanto isso, achei que tinha muito tempo que eu não postava nada reclamandinho no blog e considero esta uma excelente oportunidade de fazê-lo. So here we go.

Sabe, eu sou uma pessoa normal na maior parte do tempo. Mas tem umas coisas que me irritam. Que me irritam muito. Que me fazem chorar (sendo esta a sua deixa pra sair correndo e salvar a sua vida). E aí eu comecei a prestar atenção no que me irrita muito e resolvi anotar (normalmente eu deixo a parte de chorar quando preciso lidar com as pessoas que trabalham nas promotorias de justiça do interior de Goiás).

Gente que fecha o cruzamento. Essa é a minha reclamação número 1 nível "vc tem muita sorte de estar dentro de um carro trancado". Eu não apenas buzino, como abro o vidro e parabenizo o indivíduo porque realmente é muito difícil ser tão burro pra não saber que NÃO SE PODE FECHAR A PORRA DO CRUZAMENTO. Perto disso, acho fichinha as pessoas que não usam as setas do carro.



Gente que para no caminho. Pela mesma razão anterior, com a desvantagem de a pessoa não estar protegida por um veículo automotor. De todos os lugares do mundo, por que as pessoas resolvem que a catraca é um bom lugar pra escorar ou que a escada é um bom lugar pra se sentar ou que a porta é um bom lugar para checar o celular? Pelamordedeus, liberem a droga da passagem. Eu tenho mais o que fazer do que aguardar sua boa vontade de sair do meu caminho. Neste tópico também se enquadra a tia que fica puxando papo com o caixa do supermercado, esquece um item, volta pra pegar e enquanto isso a fila tá crescendo vertiginosamente. Apenas que: não. 




Gente que pergunta tudo pro namorado(a). "Oi, fulana, você não quer ir lá em casa hoje tomar uma cerveja?" "Vou ver com o Sicrano (namorado da indivídua)". Fosse eu minimamente mais mal educada, responderia "Oi, benhê, não chamei seu namorado, chamei você". Mas aí vocês já sabem o que aconteceria e eu terminaria num mundo sem um amigo sequer nesta vida. Neste item se incluem ainda os casais que usam um perfil único no Facebook. Gente, é de graça. Pode fazer um pra cada um que dá certo. Por favor, parem.


 

Gente dramática. "Nossa, Marla, mas você não sabe que meu namorado acha ruim se eu sair sozinha porque uma vez ele saiu sozinho e a gente ficou brigados por 9 dias inteiro e minha mãe ficou super triste, inclusive meu pai quase saiu de casa". Caguei. Caguei um balde. Parei no "Nossa, Marla, mas...". NÃO. ME. INTERESSA. Parem de fazer tempestade em copo d'água, a vida é simples, vocês é que a complicam. Não sei quem foi que inventou que gente dramática é engraçada. Não é. 



Memória falhando. Dias atrás fiz uma compra no Walmart.com e uma moça me ligou meio que pra conferir se era eu mesma quem tava gastando dinheiro. Fez várias perguntas e pediu o número de telefone da minha casa. Esqueci. Simples assim. Tentei dar um migué dizendo que não tinha telefone lá em casa, mas em algum lugar do passado eu forneci a droga desse número e precisava repeti-lo pra minha compra ser efetuada. Olha, é um inferno quando sua mente te deixa na mão. E não tem ninguém em quem você possa pôr a culpa (hehehe). 



Gente que precisa de companhia pra tudo. Tenho uma certa ~tolerância~ com esse item porque sou dessas que faz absolutamente tudo sozinha. Eu viajo sozinho, vou ao cinema sozinha, vou pro parque sozinha, saio pra comer sozinha, saio pra dançar sozinha. Daí que se você me chama pra ir ao cinema eu até vou, porque penso que em algum momento - antes ou depois - nós vamos sei lá, sair pra comer ou beber algo como complemento do cinema. Mas se você me chama pra ir ao cinema, a gente vê um filme e você vai embora, Houston, we've got a problem. Porque eu posso ir ao cinema qualquer dia que eu quiser (incluindo os dias mais baratos), sentar aonde eu quiser (e não aonde você gosta) e abandonar o filme se eu achar que tá ruim. Não fode.




Gente que curte uma desinformação. Usando uma ideia estudada no Jornalismo, desinformação é quando você publica / posta / repassa uma notícia / imagem equivocada como se fosse verdadeira (nazismo e ditadura viveram dissaí, inclusive). Às vezes você não sabe que ela é mentirosa, mas putaquepariu, Google tá aí pra isso! Você usa o buscador pra achar putaria que eu sei, não custa usar pra parar de disseminar mentira. Fotinha com mensagem polêmica no Facebook? Desconfie. Jack Estripador goiano no Whatsapp? Desconfie. Clique aqui e ganhe um iPhone? Desconfie, né? Larguem de ser manés - principalmente agora, que tamo chegando na fase de eleição.




Gente que não deveria ter acesso a computador. Em cursos EAD existe sempre um fórum de dúvidas que você é "obrigado" a escrever algo se quiser ter uma nota melhor. A criatura faz o quê? A criatura vai lá no fórum de dúvidas e posta "Nenhuma dúvida". Quero apenas: morrer. Ou então aqui no trabalho, onde todo documento físico tem um registro no sistema online. Quando você passa esse documento pra frente, você fica com uma remessa, comprovando a entrega. A criatura faz o quê? A criatura REGISTRA a remessa no sistema online. Não. sei. lidar.




Gente que não sabe discordar. Graças ao bom deus as pessoas não são iguais às outras e o que faz do mundo MUNDO é a miscelânea das mais diferentes ideias. Eu preciso gostar do que a outra pessoa faz? Não. Eu preciso concordar com o que outra pessoa diz? Não. Mas eu posso argumentar porque gosto de outra coisa. Eu tenho que te convencer do que eu penso? NÃO. E a vida segue. Já abandonei muitos lugares nessa vida por conta de gente que curte polemizar o que não se polemiza. Pega isso pra vida, gente. Já vi um monte de gente que segue no twitter aquele sociólogo que fala merda só pra poder ter o prazer de discordar dele. Minha dica com piscadela pra gente como essa é: vocês estão transando pouco.




Gente que reclama de tudo. É. Pois é. Já entendi. Eu gosto de reclamar mesmo e me irrito quando começo a torcer o nariz (embora eu não reclame de tudo). É pra isso que eu tenho um blog, gente. Eu já falo sozinha o tempo todo, se eu começar a guardar todas essas coisas pra mim, vou enlouquecer. Mas cê sabe que agora que tô aqui no último item da lista, até me acalmei. "Tá mais calmo?// - Agora tô". SARAIVA, Seu. Zorra Total.




Como vocês podem perceber, em 90% dos casos a causa da diminuição da minha expectativa de vida refere-se a GENTE QUE. Logo, faço o quê? Pulo da ponte? Não, né? Pelo menos agora todas as gentes que me odeiam já tem um manual de como conseguir me matar de ataque cardíaco. E vocês? Tem um Top 10 coisas que acabam com seu dia?
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