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31 de out de 2013

Histórias de um ego inflado



Sabe, eu não sou a mais gata das galáxias, mas estando em Londres você já pode se sentir mais confiante que a média, viu? O problema é que minha autoconfiança chegou a um nível bem alto quando eu por lá cheguei. O que contribuiu bastante para o inflar do ego foi o atendimento recebido por mim nas lojas e restaurantes.

Lembro do meu primeiro dia de aula na St. Giles. Na hora do almoço muita gente ia até a loja do Prêt-a-Manger mais próxima comprar um sanduíche ou salada para comer. Eu segui o fluxo e escolhi um sanduíche de bacon (por que não?) pra ser feliz. Quando chegou a minha vez de pagar, um rapaz simplesmente lindo me recebe com um sorriso cheio de dentes:

- Olá, tudo bem? Como foi sua manhã?

E eu cá pensando com os meus botões por que tão lindo e tão educado e tão querendo saber da minha vida. Resolvi fingir que isso era natural, respondi que havia sido ótima, mas que a aula havia sido cansativa.

- Ah, então você estuda aqui na St. Giles? Que bom, espero poder te ver várias vezes por aqui.

E eu "ai, meu deus, why so lindo, why so educado e why so dando bola pra mim?" Em 2 minutos de conversa eu já estava apaixonada e deixando as pessoas na fila com raiva (quem nunca?).

- Você vai levar apenas o sanduíche? Qualquer hora volte pra provar o nosso caldo do dia, eles são ótimos. Tenho certeza de que você vai adorar e vai ter uma oportunidade de voltar aqui pra gente conversar de novo.

OMG, ganhei. Esse foi fácil. Abri o meu sorrisão cheio de dentes, paguei, agradeci e prometi voltar no dia seguinte.



DIA 2

No segundo dia, volto ao Prêt-a-Manger para, desta vez, provar o caldo. Lá rola uma fila única com 3 atendentes, então meio que não dá pra você escolher quem vai deixar seu dia mais feliz. Na minha vez, rolou de ser outro carinha.

- Olá, tudo bem? Que delícia de almoço você está levando! Como foi sua manhã? Tudo certo?

E eu "massssssss gente!" Será? Muitos dentes nesse sorrisão, eu tô mesmo abalando nessa Londres de meu deus. Respondi usando todos os dentes da minha boca num sorriso e emendei que tinha voltado para provar o caldo que o amigo dele tinha indicado.

- Que ótimo! Espero que você goste mesmo, para poder voltar aqui sempre e animar o meu dia.

MAS COMO EU TÔ ABAFANDO!! AFFFFFFFF!!!! Fiz a phynna, paguei, agradeci e prometi voltar no dia seguinte para ahazar mais um pouco dos corações.



DIA 3

No terceiro dia, acabei me atrasando e tive que ir sem os amigos da escola, que normalmente fazem um furdunço danado. Na fila e com um pouco mais de silêncio, tive a oportunidade de prestar atenção no que tava rolando.

Uma mocinha na frente da fila foi naquele primeeeeeeiro carinha why so lindo, why so educado, why so dando bola pra mim e ouviu tudo aquilo que eu tinha ouvido no primeiro dia. Pensei "mas que cretino! Ele dá bola pra todas!". Logo na minha frente, um rapazinho calhou de ser atendido pelo meu funcionário nº 2 why so venha animar meus dias. Qual não foi a minha surpresa quando percebi que ele também mostrou todos os dentes daquela boca num sorriso pro cara e sendo super-ultra-mega educado e simpaticão com ele.

Enquanto eu me refazia desse momento so "não sou especial, sou apenas mais uma cliente", um outro atendente que eu nunca tinha visto grita um "Next!". Dirijo-me ao caixa e ele investe com o melhor dos seus sorrisos:

- Olá, tudo bem? Seja muito bem-vinda! Espero que sua manhã tenha sido ótima. Você estuda por aqui?

E eu, com uma cara bem de vampira Cullen que não come um humano há 3 meses, só dei conta de responder "aham, aham, apenas cobre o maldito sanduíche". E foi assim que descobri que se sentindo especial todos os dias eu não era especial NUNCA. Eu recebi esse mesmo tratamento em absolutamente todos os lugares por que passei na Inglaterra. Sabe, eles são educados de natureza. E aposto que o treinamento dado aos funcionários do Prêt-a-Manger é feito na base do chicote. Você se sente especial. Você volta. Você compra mais. Eles ganham mais dinheiro. Bando de filhos da puta que detonaram meu ego.

E você? Já se sentiu ultra especial na Inglaterra? Ou eu acabei também destruindo o SEU ego?

30 de out de 2013

Encontrando o curso perfeito


Querer fazer uma pós-graduação no Reino Unido exige um bocado de coragem. Largar família, amigos e às vezes até um emprego para se aventurar no mundo acadêmico mais uma vez, e ainda por cima em um país diferente, não é para qualquer um. Mas se você está convencido de que isso é o melhor para você, vamos em frente. Pois é, também estou nessa luta.

No meu caso, estudar em Londres é primordial. Às vezes brinco que estudar é só uma desculpa para voltar para a cidade que tomou conta do meu coração (que pieeeeeegas, estou apaixonada!). Com um objetivo claro, fica mais fácil afunilar as opções que, como vocês podem imaginar, são infinitas. Encontrar um curso que tenha tudo a ver com você e que vá acrescentar ao seu currículo é uma tarefa que demanda tempo e dedicação.

Encontrei por aí alguns buscadores de cursos no Reino Unido. Usei todos eles e encontrei praticamente os mesmo cursos, mas sempre acho que vale a pena usar todas as ferramentas possíveis, afinal é algo que você vai fazer por pelo menos um ano.


O Prospects foi o primeiro buscador que usei e achei bem simples, pois você marca os assuntos que lhe interessam, em seguida o local onde deseja estudar e ainda se a sua disposição é pelo curso full-time, part-time etc. Depois dessa primeira seleção, aparece uma segunda tela com o resultado e mais opções de refinamento de busca do lado esquerda da página. Seja feliz lendo os programas de estudo e sonhando com o conhecimento vindouro.

No site do British Council no Brasil também é possível fazer buscas por cursos. Ao clicar no link você vai encontrar um buscador no topo da página escrito "Encontre seu curso". No meu caso, é pós-graduação. No segundo campo, você deve digitar em inglês o assunto que deseja estudar. Você deve digitar algumas letras e selecionar uma das opções disponíveis. No meu caso, Social Studies and Media. Clique em buscar e comece a refinar a pesquisa.

O Find a Masters pode ser mais fácil. Ou mais difícil. rs É que ele já faz a busca refinando bastante, então se você está aberto a mais de um objeto de estudo, provavelmente terá de fazer mais de uma busca. O que é legal é que ele traz os resultados agrupados por universidade. Isso quer dizer que se você já tem uma instituição em mente, fica mais fácil descobrir o que ela oferece na área em que você procura.

Num próximo post vou tentar explicar a diferença entre os tipos de pós-graduação no Reino Unido e a que cursos eles equivalem aqui no Brasil. Por enquanto você pode ver aqui sobre os preparativos para se estudar na terra da Rainha. E se quiser acompanhar todos os posts sobre a minha saga para voltar a Londres, basta clicar na tag Estudando no UK. Até a próxima!

28 de out de 2013

Minas é bão demais, uai!

Estrada de ferro que liga Ouro Preto a Mariana

SPOILER: Esse post não é sobre Londres. Ouvi um aleluia?? Amém!

Dia 24 de outubro é aniversário de Goiânia. E deu numa quinta-feira. Como sou funcionária pública, logo emendaram tudo (incluindo o 28, que é dia do servidor público) e me vi com 5 dias de folga. Resultado? Inventei uma mini roadtrip pras Minasssss Geraissssss, sô!

Passo 1: pedir o carro da mãe emprestado. O meu é bom, gente. O seu também. Mas olha, pra dirigir 2.220km um Nissan faz toda a diferença. E olha que ela só tem um Versa, que é a linha baratchinha da Nissan. Quando você for trocar de carro, dê uma passada por lá, viu? #ficaadica

Passo 2: convencer algum doido de última hora a ir com você. Roadtrip não foi feita pra ir sozinho, gente. Se ficar cansado, tem que ter alguém pra revezar no volante com você, entre outros milhares de imprevistos que podem ocorrer.

Passo 3: definir roteiro. Fechei em Ouro Preto, Mariana, São João del Rei e Tiradentes.

Passo 4: fechar hotel antes de pegar a estrada. Eu não fiz isso pela primeira vez na vida e me arrependi amargamente.

Paisagem na BR-262

Tudo isso feito, bora se aventurar. Saulo e eu saímos de Goiânia já era quase 6 da manhã da quinta-feira. Pegamos a BR-153 sentido sul e achei a estrada bem boa. Só paramos ao meio-dia em Araxá pra almoçar e conhecer um nadinha da cidade que é tão famosa pelos banhos medicinais e doces caseiros. Não tomei nem banho medicinal nem comi doce caseiro, mas achei bom assim mesmo.

Igreja Matriz de São Domingos, em Araxá

Demos uma volta na praça principal, com direito a igreja, chafariz e museu da Dona Beja (pode ser Beija também, descobri lá). O que deixou a menina da cidade grande aqui encafifada foi a quantidade de casas com muros de 1 metro de altura. Gente, no interior dá pra morar em casa sem muro.

Museu Histórico de Araxá "Dona Beja"

O que achei ruim é que pedimos indicação de lugar bem bom pra comer e eles nos mandaram prum restaurante fofo, porém com comida ruim. Mas gente! E a comida mineira cheia de torresmo? Não tinha. Eram 12:30 e tinha quase nada de comida. Perguntei que hora mineiro almoça e a moça do restaurante me respondeu: "A partir das 10h". Meu queixo caiu, comi o que tinha e pegamos a estrada de novo.

Casa sem muro no centro de Araxá
Arquitetura fofucha

O que mais ouvi quando disse que iria pra Minas é que a estrada era ruim demais. Vou dizer: tudo mudou. Estradas estão duplicadas, asfalto está novíssimo. Dá pra ir de cabo a rabo de 140km/h que o carro nem treme. A parte ruim é que tem dezenas de radares de 60km/h que eu sempre lia na placa 80km/h, porque 60km/h numa rodovia não faz sentido e certamente levei umas multas. Quem nunca? Ruim mesmo é a sinalização nos trevos. A gente sempre ficava em dúvida e quando era pra virar, a entrada já tinha passado, pois as placas estão super "um-dó-lá-si-já!". Dica: tenha caaaaaaaaalma nos trevos. Vá devagar.

Pessoal no paragliding na saída de BH

A BR-262 é um sonho pra dirigir e nos levou até Belo Horizonte com as melhores paisagens possíveis. Dica: deixe a câmera a postos. A gente tirou nada de fotos, mas garanto procês que é a melhor paisagem ever, cheia de serra e mata atlântica. Entre BH e Ouro Preto a gente ainda encontrou um pessoal voando de paragliding. Super legal.

A primeira coisa que vimos em Ouro Preto

Do paragliding até Ouro Preto é que foi confusão. A estrada que leva pra cidade é pista única e umas 10x pior que a estrada pra Santos, cheia de precipícios e caminhões apressadinhos. Achei tenso. Chegamos em OP por volta das 20h e paramos num quiosque de turismo pra nos ajudar a achar um lugar pra passar a noite. Puro pesadelo. Primeiro porque a cidade estava lotada de gente pra gravar um comercial e segundo porque só sobraram os hotéis mais carinhos. O mais em conta que conseguimos foi um de R$130 a diária.

OP super charmosa à noite
Cheia de cor
Depois de instalados, fomos dar uma volta na cidade e as luzes artificiais deram todo um charme pro lugar. Arrisco dizer até que fica mais bonita à noite do que de dia. Como a cidade estava cheia, animação era de lei. Tomei um caldo na praça Tiradentes e batemos perna à vontade.

Trem da Vale que liga OP a Mariana

Pela manhã nos arriscamos a pegar a Maria Fumaça que leva até Mariana. Por R$50 você compra o bilhete de ida e volta. Vale a pena? Ó, se você veio pela BR-262, te garanto que você viu coisa melhor. Serra, cachoeira e riozinho. Na estrada é free. #ficaadica

Uma das paisagens que se vê do trenzinho

Na estação ferroviária de Mariana pegamos um ônibus até a Mina da Passagem, a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo. A guia nos contou que ela tem 11km² de extensão (brinquei que se calhar, ela é maior que a própria cidade de Mariana, mas ela não achou muita graça) e chega a 120m de profundidade. Pra chegar lá, basta aguentar os solavancos do trolley. As galerias são altas e espaçosas porque foram abertas por dinamites. Curiosamente a mina extraía ouro até 1985 e a técnica usada por eles foi implantada pelos ingleses (sempre eles!) e era revolucionária. Tem ainda um lago natural no fundo. O passeio custa R$30 e, esse sim, vale muito a pena.

Estação ferroviária de Mariana

Mina da Passagem por dentro

Lago natural dentro da mina (dá pra mergulhar!)

Pedacinho de Mariana

Janelinhas árabes!

Igreja no aaaalllto da serra (não tive coragem de chegar mais perto!)

Depois de pegar um ônibus pra voltar ao centro da cidade, almoçamos num restaurante qualquer que foi ok. A essa altura eu já estava desesperada por comida mineira, mas fiquei a ver navios... Demos umas voltas pelo centro da cidade, nada que eu tenha amado muito. Desculpe ao pessoal que ama Mariana, mas eu não voltaria. Nem de longe ela tem o charme de Ouro Preto.

Às 16h pegamos o trem de volta a OP e decidimos tentar um hotel mais em conta. Ficamos no Ouro Preto Hostel. Pagamos R$90 na diária de um quarto pequeno, abafado e com cheiro de mofo. Vou nem contar que fica num lugar terrível na cidade. Pra não dizer que tudo foi péssimo, a senhorinha que nos atendeu foi super fofa e nos ajudou à beça.

Os rocamboles e doces de compota

Logo pela manhã pegamos a Estrada Real rumo a São João del Rei, mas acabamos decidindo ir direto pra Tiradentes, pois teríamos pouco tempo pra ver duas cidades. No meio do caminho existe uma cidadezinha chamada Lagoa Dourada que não seria nada interessante, não fosse pelo fato de produzir o melhor rocambole do mundo. Sério. Nem gosto de rocambole, mas fiquei alucicrazy com esse. Comprei várias caixinhas, já que eles enrolam tudo na hora e está sempre super fresquinho. Aonde é essa maravilha? Se você estiver na estrada entre Ouro Branco e São João del Rei/Tiradentes, podicrê que você vai passar pela loja, que chama O Legítimo Rocambole. A estrada passa por dentro da cidade e ela é uma lojinha azul cheia de fotos de artistas que já foram felizes por ali. Não resisti e ainda comprei outros doces de compotas que estavam lá sendo lindos.

Chafariz de São José, em Tiradentes

Chegamos em Tiradentes por volta das 13h. Estacionamos o carro na rua principal (eu sei, eu sempre encontro vagas impossíveis!) e resolvi entrar num hotel pra tentar algum mapa. Mais que isso, encontrei A melhor guia possível. A Joyce, da Pousada do Lazer, não me convenceu a ficar por lá (R$350 a diária, gente!), mas nos forneceu mapa e circulou as coisas mais legais de se fazer na cidade pra quem só tem uma tarde pra ficar por lá. Uma fofa. Quem passar por lá, lembra de dar um oi pra ela? :)

Fomos até o Chafariz de São José  e depois resolvemos almoçar no Panela de Minas, também na rua principal, uma delícia!!! Finalmente uns torresmos e uma linguiça que era pura pimenta. Vou nem contar o tanto que o tal pastel de angu é delicioso, gente! Slurp. Depois do banquete, o Saulo foi tirar um cochilo na Pousada Arco-Íris, onde a dona Catarina, outra fofa!, fez a diária por R$140.

Igreja Matriz de Santo Antônio
Eu segui até a Igreja Matriz de Santo Antônio, a segunda mais rica em ouro do Brasil, que é linda. Pequenina, mas linda. E é claro que para o meu desespero, não é possível tirar foto lá dentro. Não entendo, nunca entenderei. Você cobra R$5 pra entrar, faz o negócio de ponto turístico, mas turista não pode ser turista lá dentro. Desculpa, não faz sentido.

Esse conjuntinho é chamado de Quartier Latin

Desci o morro e andei a cidade inteira à pé. Muito fofa, cheia de casinhas coloridas nas ruas de pedras que doem a sola do pé. À noite ainda subi até a igreja novamente pra pegar o crepúsculo no ponto mais alto da cidade. Foi uma boa ideia. Pela manhã tomamos o melhor café da manhã de todos os hotéis em que ficamos preparados pelas mãozinhas da dona Catarina, que foi fofa o suficiente pra servir o café bem mais cedo do que normalmente faz só porque precisaríamos sair quase de madrugada.

O sol se preparava para descer

Fim de tarde

Igreja quase no escuro

Já nas luzinhas artificiais 

Foi tudo muito legal, mas se eu tenho uma dica pra dar é: reserve pelo menos uns 2 ou 3 dias pra visitar apenas Ouro Preto. Não tive tempo de entrar em nenhum museu ou igreja e me arrependi um bocado, pois são as coisas que mais gosto de fazer. Para aproveitar melhor, pegue o ônibus (transporte público mesmo!) que liga OP a Mariana só pra ver a mina e depois volte. Custa R$ 3,20 cada passagem e você não fica preso aos horários do trem.

Se você já se aventurou pelas cidades históricas de Minas, conte aí pra gente nos comentários. Se tem alguma dúvida, deixe aí também!

22 de out de 2013

Estudando inglês em Londres

Regent's Street

Vou fazer um favor pra mim mesma e escrever sobre a minha escolha pela escola de inglês em Londres. Acho importante deixar registrado já na segunda frase que ninguém me pagou pra escrever esse post (infelizmente), então tudo o que eu gostei foi porque realmente gostei.

Por que Londres?
Poderia ser Nova York, Bristol, San Francisco ou Cambridge - isso só pra citar algumas das opções mais cotadas. Demorei quase um ano pra me decidir. A princípio eu queria ir pros Estados Unidos pra aproveitar o dólar mais barato, mas quando comecei a pesquisar, ver fotos, vídeos etc, não teve jeito: eu estava convencida de que meu coração é inglês. Eu precisava ver de perto as paisagens inglesinhas. E aí foda-se, vamos gastar em libras porque eu sou rycca (só que não!). Poderia ser uma cidadezinha do interior? Não. Porque Londres tem coisas demais e no interior isso sempre vai acabar mais cedo ou mais tarde. Londres é infinita, no looping. London it is.

Meu quarto em Londres
Por que ficar em casa de família?
Porque eu sou traumatizada de não ter feito o high school nos EUA, ter sido líder de torcida e ter ganhado uma família americana. Morar numa casa tipicamente inglesa fazia parte dos meus planos desde sempre, eu queria VIVER como uma inglesa. E aí entra o bônus: ficar em casa de família é a opção mais barata.

Valeu a pena ficar em casa de família?
No meu caso, sim. Fiquei em uma casa formada por pai, mãe e duas crianças (de 11 e 5 anos) na zona 4 de Londres. Isso quer dizer pelo menos 30 minutos de metrô até a escola, na zona 1. Sem contar os 20 minutos que eu tinha que andar da casa até a estação. Ainda assim, uma maravilha. Omega, minha hostess, foi incrível e tentou me agradar de todas as maneiras. A comida dela era a melhor EVER. Mas eu tive sorte. Ficar em casa de família é uma roleta russa. Meus amigos da escola contaram um bocado de histórias. Em uma delas a família era grega e falava inglês só de vez em quando (mas isso não é comum); em outra a dona da casa separava a hóspede do resto da família e ela não podia falar com os netos da mulher; noutra a viúva só cozinhava frituras e gororobas... Tem pra todo gosto. Então #comofas? Fica em alojamento estudantil? Tenho amigos que amaram e amigos que saíram traumatizados. Dois casos de trauma: roubaram todos os equipamentos eletrônicos de uma amiga; noutro a camareira trocou os lençóis mas esqueceu de deixar cobertores e a minha amiga dormiu dois dias no frio londrino. Como eu disse, roleta russa, em qualquer tipo de acomodação.

Por que NÃO comprar o transfer que eles oferecem?
A não ser que você esteja com 3 malas (e 2 mãos, a gente nunca sabe...), é possível usar o transporte público pra chegar a qualquer lugar em Londres. Tem uma linha de metrô que sai de Heathrow. Por £5 você chega no seu destino sem stress. Por que pagar £60? Quer dizer... o dinheiro é seu, mano. Ahaza.

Minha turma no último dia de aula
Por que a St. Giles?
(...) Tô aqui há um tempão pensando. Mas ó, acho que foi destino mesmo. Eu queria que a escola fosse autorizada pelo British Council, coisa que você pode conferir aqui. Tudo isso porque uma amiga levou um calote de uma escola não autorizada e perdeu todo o dinheiro investido. Em Londres a St. Giles tem 2 escolas, mas eu optei por aquela que fica na região central, a London Central. Se eu a recomendo? Demais. As salas não têm mais do que 12 alunos e o ritmo de ensino é puxado, o que é super estimulante, né? Os professores são muito legais e as aulas extremamente dinâmicas. A escola ainda organiza diversas atividades pros alunos e um pub crawl semanal que te ajuda a fazer mais amizades (isso se você for uma pessoa tímida porque eu... bem.... eu faço muitos amigos sóbria mesmo).As salas são bem iluminadas e cheias de equipamentos high tech pra ajudar no aprendizado. Tem laboratório de informática, biblioteca, salas de estudo e mais um monte de coisa que você vai achar no site. Tudo verdade. Dica (não paga, infelizmente): a CI é a correspondente da St. Giles no Brasil e cobra o mesmo preço que você negociaria diretamente com a escola.

Tem muito brasileiro nessa escola?
Depende. No primeiro dia rola um teste de nível e eu vi, sei lá, uns 30 brasileiros começando na mesma semana. Nas turmas de Beginner e Intermediate tem muito brasileiro, mas nas de Advanced eles são raros. Na minha sala tinha um único e a gente combinou que se amava, mas que não seria amigo por razões de: não queríamos correr o risco de falar português. Fugi de brasileiros e foi a melhor coisa que eu fiz. No mais, na minha escola tinha muito suíço, turco e japonês/coreano/chinês (não sei diferenciar, shame on me).

Brasileira, suíça, holandesa e japonesa comendo brigadeiro de panela

Quanto você gastou?
£2.200. O que isso inclui: Curso de inglês com 20 horas/semana (só pela manhã) por 5 semanas; acomodação em casa de família com direito a café da manhã e jantar. A passagem custou uns R$ 2,6 mil, compradas diretamente na CI, com desconto de estudante. O seguro saúde (tem que fazer, gente) pra 60 dias na Europa custou perto de R$ 500 (também na CI). Eu gostei muito do atendimento da CI e não tive nenhum problema. Além dessa grana, gastei outras £1.500 pra comer fora, pagar o metrô, passear, viajar e comprar bobagem. Dá pra gastar menos e nem preciso dizer que dá pra gastar muito mais. Ainda assim, não há nada que eu tenha comprado e me arrependido.

Valeu a pena gastar tanta grana?
Vou fazer uma conta por alto. £2.200 dá mais ou menos R$ 7,5mil. A mensalidade de uma boa escola de inglês na minha cidade custa R$ 400. Multiplique isso por 12 meses: R$ 4,8mil. Adicione aí custo com transporte e material didático de pelo menos mais uns R$ 500: R$ 5,3 mil. Agora calcule que tudo o que você aprenderia em um ano será estudado em 5 semanas. Calculou? Pronto, eu acho que vale. Puta que pariu, como é caro. Mas olha, já vi uma pá de cursos por aí com preços beeeeem mais em conta. Meu conselho? Cheque se a escola tá na lista da British Council, pesquise opiniões de quem foi pra escola e veja se cabe no seu bolso. Simples assim.

Ainda tem dúvida? Deixa ela aí nos comentários que eu dou fim a ela.

18 de out de 2013

Estudando no UK: tempo de preparação


Estou decidida e motivada a conseguir uma bolsa de estudos para fazer uma pós-graduação em Londres. E gente, nem Google nessa causa. Sim, há muito material e centenas de sites que indicam outros sites pra localizar um curso, uma bolsa, como se preparar etc. Mas o que eu queria mesmo era um brazuca que tivesse passado por todo os perrengues e contasse isso num blog. Alguém conhece? Me manda o link?

Como eu não encontrei (ok, confesso. Minha busca foi rasa), resolvi eu mesma contar aqui no blog, num marcador fofíssimo chamado Estudando no UK (aceito sugestões porque essa é meio podrona/óbvia), tudo o que eu for encontrando e sofrendo no caminho. Torçam por mim pois se tudo der certo os posts vão virar uma espécie de tutorial. Por outro lado, se tudo der errado vocês terão lido tudo isso em vão.

E o tuuuuuuudo isso são 2 anos de posts, gente. Já é minha primeira dica: começar com antecedência. Nem adianta sofrer por antecipação. Por que demora tanto? Razão nº 1: os cursos começam no outono ou na primavera. Em vários deles, o começo é apenas no outono, também conhecido como Setembro. O que eu quero, por exemplo, é um desses que só começam uma vez no ano. O processo de juntada de documentos pode fazer um pouco do seu cabelo cair (quem nunca?) e levar alguns meses. No meu caso, ao menos seis meses porque eu preciso me preparar pra conseguir o certificado de inglês.

O ideal é checar no site de CADA universidade qual o nível do inglês exigido para se inscrever no curso. Vai por mim, cada uma delas pede uma coisa diferente. O que é comum a todas é o IELTS, que puta que pariu só vale por dois anos. Qual minha estratégia? Fazer o IELTS mas também fazer o Cambridge, que não tem prazo de validade (é isso mesmo, produção? Se vc achou alguma informação que prove o contrário, favor informar nos comentários! UPDATE: Achei a informação que ratifica não haver prazo de validade para o Cambridge aqui). Normalmente a maioria das universidades britânicas aceita o Cambridge com os dois níveis mais altos: CAE e CPE. Então é isso. Farei os dois, que tem provas sazonais.

Isso nos leva à próxima etapa. Com o certificado em mãos (e os demais documentos, of course!) você deve se inscrever no curso. Como eu estava um pouco confusa em relação às datas, mandei um email pra Goldsmith pra eles me esclarecerem umas coisinhas. A primeira coisa que o escritório do Programa de Pós-graduação me explicou é que eles levam, em média, cerca de um mês para analisar os documentos e aprovar ou indeferir a proposta do candidato. A boa notícia é que você pode mandar sua inscrição a qualquer momento do ano, a única data que importa é a data final/limite. Mas não existe "entredatas" pra fazer a inscrição, o que já facilita, né?

Para uma das bolsas que estou olhando (Chevening) você precisa se inscrever com um ano de antecedência do começo do curso e precisa estar com a aprovação da universidade nas mãos. Reeeeeesumindo: preciso me inscrever pro curso Setembro/2014 da Goldsmith, ser aprovada e então me inscrever até Setembro/2014 na Chevening pra tentar a bolsa que me dá direito a começar a estudar em Setembro/2015. Veash, mas que confuso!! Mas é isso mesmo. A mocinha fofa da Goldsmith me explicou que uma vez aprovada, você pode pedir pra começar o curso no ano seguinte que não há possibilidades de você perder a vaga.

A culpa é toda da Chevening, que pede um prazo tão grande. Não. Não falemos mal da Chevening porque ela é uma das candidatas a me mandar for free pra Londres ser feliz. Nos próximos posts vou especificar melhor cada uma das coisinhas que eu for encontrando - com links, inclusive - pra facilitar a vida de todo mundo (ou não). Até lá todo mundo pode ir cruzando os dedinhos? Obrigada!

16 de out de 2013

Tube Poetiquette


Metrô. Ah, o metrô... Eu já sou uma grande amante de cidades que têm metrôs à disposição da população, mas se o metrô estiver em Londres... aí... bem, aí eu amo mais.

O London Underground, ou melhor, o tube é, numa analogia imbecil, a praia dos cariocas. O mundo subterrâneo foi construído e é muito bem mantido, na minha opinião, para os ricos e pobres que vivem em Londres. Ok, os muito, muito pobrinhos moram lááááááá na Zona 6 da cidade (quando isso), onde às vezes nem tem underground. Mas tem overground e trens que ligam todo o sistema de transporte público. O que quero dizer é: todo mundo usa.

A casa onde eu fiquei em Londres era na zona 4, em Southgate, duas estações antes de Cockfosters (insira aqui sua piadinha), e formada por pai, mãe e duas crianças, que dividam dois carros. DOIS CARROS. Quantos deles usavam o tube? Todos. A mãe usava o carro só pra levar as crianças na escola e atividades ao redor (nada que 20 min de caminhada não resolvessem. Mas vai caminhar no inverno com crianças pra você ver!) e o pai usava o carro pra chegar até a estação (outros 20 minutos de caminhada que eu fazia todos os dias e nunca morri, hein?). Ele estacionava o carro do lado de fora da estação e pegava o tube. Eu sempre achei isso muito engraçado. Na ida. Porque na volta eu sempre sonhava em encontrar o pai na estação pra pegar uma carona pra casa. rsrsrs


Tirando o fato de eu ter que subir 15 andares de escada na estação Russell Square (da escola) porque o elevador sempre tinha filas quilométricas e eu sempre estava atrasada, eu vejo zero problemas no tube. Acho que é pontual, limpo, organizado e cheio de gente fofa querendo te ajudar. Mas os londrinos, meus amigos, esses acham o tube uma bela de uma porcaria. Eles acham que o tube atrasa demais, é sujo, sem sinalização e cheio de gente mal educada. o.Õ

Eles sofrem tanto que o Transport for Londond (TFL) vive inventando umas coisinhas pra deixar os londrinos um pouco menos ranzinzas. No começo deste mês enfeitaram algumas estações com o que eles chamaram de "Poetiquette", traduzida por mim porcamente como "Etiqueta poetisada". Nada mais é do que uma listinha de DOs e DON'Ts rimadinha. É simples, mas eu achei fofinho.


Uma das coisas que eu mais ouvia dentro do trem era "Use all available spaces" e "Move forward, please" - essa última adotei como frase do dia de todos os dias. Pensa num povo que gosta de entalar na porta? Povo muito carente, adora um calor humano. Já na plataforma o que você mais escuta é:

- Mind the gap between the train and the platform

Aí o moço que fica gerenciando a entrada da boiada dos londrinos empolga:

- Mind the gap!
- Mind the doors!
- Mind the closing doors, please!
- Mind the fuckin' caralho de asas da sua vida!!

Ó, é muita coisa pra botar reparo só pra entrar na porcaria de um vagão de trem. Isso acabou virando piada entre eu e meus amigos da St. Giles. A gente ficava falando em voz de alto-falantes MIND THE [insira aqui um milhão de coisas variadas e desimportantes pelos próximos 5 minutos]!! E londrinos também adoram esquecer as coisas nos trens. Cara, eles esquecem de um tudo. Mas o pior: eles esquecem iPad, notebooks, coisa cara, sabe? E pergunta se eles vão lá no Achados e Perdidos depois? Nada, bagatela, compra outra. Morri.

Achei um tempo atrás um documentário de seis episódios da BBC sobre o tube e eu quase fiquei convencida de que os londrinos têm razão e de que ele é uma porcaria. Mas como usei e comprovei... Bem, continuo achando maravilhoso. Aí fica pra você assistir, viajar, usar e tirar suas próprias conclusões. Os links seguem abaixo (em inglês).

Episódio 1 - Weekend

Episódio 2 - Revenue

Episódio 3 - Emergency Response

Episódio 4 - Upgrading the tube

Episódio 5 - Rush Hour

Episódio 6 - Overnight

15 de out de 2013

Malhação pra mim é novelinha da Globo


"A malhação faz bem ao coração e o corpo fica igual a um violão" TCHAN, É o.

Minha percepção: mentira. Odeio academia. E por que odeio academia? Porque sou gorda e preguiçosa, oras. O quê? Você não acha que minhas razões suficientes? Ok, vamos lá.

Olha só, existem academias em que você paga 30 ou 300 reais por mês. Mas veja bem, você acha mesmo que eu gastaria 300 reais numa coisa que eu simplesmente odeio? Não. Então eu pago 70. Isso quer dizer que numa comparação que não existe, a que eu vou é a metade da metade do que uma de 300 reais oferece. Seguiu o raciocínio? 300/2= 150. 150/2= 75. Também conhecido como metade da metade.

Primeira tentativa: ir pela manhã. Quer dizer, ir de madrugada, porque 6 horas da madrugada, meus amigos, ainda tá de noite no horário de verão. Quem vai pra academia nessa hora em que o galo canta? A terceira idade. Cara, a terceira idade me arrebenta no meio. Altas vovós saradas. Altos vovôs da maromba. Juro. É muita humilhação. Dei conta de continuar? Não. Muita humilhação num horário muito cedo.

Segunda tentativa: ir à noite. F-R-E-A-K-S-H-O-W. Sei nem por onde começar. Vou listar.

PATRICINHAS. Meninas ultra novinhas. Que tomam banho e passam perfume pra ir malhar. Que fazem escova no cabelo e malham de cabelo solto. Que usam um macacão estampado diferente todos os dias (quantos será que elas têm?). Que passam a malhação inteira usando o whatsapp. Que colocam o celular num banquinho pra poder subir na balança (eu amo muito essa parte).

SARADOS. Da cintura pra cima. Porque você pode ser lindo tendo uns cambitos. Desde que você compense no peitoral. Quédizê, acho que o raciocínio deve ser esse. Mas ó: funciona pra mim não. Ah, são eles que passam 80% do tempo na academia se admirando no espelho.

MOLEQUES. Meninos ultra novinhos que nem criaram cabelo no saco, são magros Fiuk style e usam roupa restart pra malhar. Tentam puxar 15kg mas chamam a atenção da academia toda por causa da barulheira ao deixar os pesos caírem de uma vez. Vulgo frangotes fracotes.

INSTRUTORES. Nonsense. Falam pra todas as meninas que elas são "a mais gata da parada". Falam pra todos os meninos "cês tão puxando pouco ferro". Falam pras gordinhos preguiçosos que eles tão fazendo fisioterapia. Falam pra todas as vovós marombas que elas tão arrasando.

GORDINHOS. Tem os preguiçosos (me incluo aí), que ficam reclamando de dor com qualquer 10kg nos aparelhos. E tem os desesperados, que correm 40 minutos na esteira como se a vida deles dependesse disso. Juro que às vezes fico com medo de algum deles ter uma parada cardíaca no meio do exercício.

ATESTADO MÉDICO. Nunca me pediram. Se você é cardíaco, diabético, hipertenso ou está prestes a morrer, foda-se. Tem um instrutor pra academia inteira. Você acha que ele vai lembrar quais são os seus problemas antes de te passar os exercícios?

MONSTROS. Olha, nada contra quem gosta de halterofilismo. Eu gosto de comer, quem sou eu pra julgar? Mas sabe, eu, PESSOALMENTE, na minha visão, de acordo com a minha opinião e o meu jeito de pensar (fui clara?), acho os bombados muito esquisitos. Acho inclusive que eles parecem uns cavalos. E eu gosto do Pé-de-pano do Pica-Pau, então avaliem... Tem um único cara na academia que é estranho assim. Mas cara, ele não é todo bombado. Ele é um cara normal do pescoço pra cima e da cintura pra baixo. Magro, cabeçudo, que usa sempre boné. Porém, no entanto, contudo, todavia, ele tem um ombro e uns braços que parecem sofrer de elefantíase. Gente, é esquisito. Eu acho que ele parece o Super Mouse versão anabolizante. Bizarro.

Mas Marla, se você não gosta, por que não fica em casa sendo linda e assistindo seriados? Porque meu médico mandou eu fazer uma série de exames que informaram que meu colesterol está altíssimo, meu triglicérides está 3x acima do nível máximo permitido e meu índice de massa magra (vulgo músculos) beira o zero. Resumindo: estou morrendo. E, gente. Eu só fui a Londres uma única vez. Não posso morrer antes de pisar lá de novo. Sorry. Academia, aí vou eu.

11 de out de 2013

Dia das Crianças tem post fofura

Tava eu, toda linda e bela, ouvindo umas musiquinhas na playlist do Youtube - PAUSE

[[Gente, vocês sabiam que se digitar www.youtube.com/disco e, em seguida, digitar o nome de um artista, o próprio youtube faz uma playlist com 100 músicas do dito cujo? Eu acho super legal.]] - PLAY

quando ao trocar de uma pra outra começou mais um lixo uma propaganda. Xingando, cliquei na aba pra poder pular o anúncio e parei. Era do Itaú. Mais uma do Itaú. Mas era boa, gente. Era tão boa que só hoje eu já assisti umas 7 vezes. São crianças contando uma história e eu morro de ouvi-las com os trejeitos que só crianças FOFAS sabem usar.

Marla, posta logo o vídeo, caramba.
Pronto, tá aí.



Vocês também amaram? Se apaixonaram? Pra mim, a menina com chapéu de fada é impagável. A parte que eu mais amo é ela dizendo "Tinha uma floresta. E na floresta tinha uma cidade. Não. Tinha um monte de fadas". MUITO amor. S2



Adendo #1: Hoje teve festa do Dia das Crianças aqui na repartição [adoro falar repartição. Me sinto como Lineu Silva] e eu me acabei de comer algodão doce. Tem nada que me faça tão feliz na vida quanto um algodão doce caprichado. E eu comi quatro. Ou cinco, quem é que conta essas coisas? E corri e pulei e assisti ao teatrinho e me acabei de rir com as criancinhas.

Adendo #2: Adoro crianças. Mas só as DOS OUTROS.

10 de out de 2013

Homenagem ao tube


Vocês estão preparados para lerem muitos posts sobre Londres, minha gente? Poupei vocês por todo o tempo em que estive na terra da Rainha (alguém ainda fala assim?) por motivos de: tava corrido. Entre postar no blog as aventuras diárias ou curtir cada uma delas salvando com back-up na memória, escolhi a segunda opção. Acontece que agora já se vão quase 4 meses desde a minha volta (putz, parece que voltei anteontem!) e a saudade tá pra lá de insuportável. Enquanto Londres - O Retorno não se dá como concluído, vou procurando umas coisinhas pra me divertir.

Não me lembro aonde li (e vocês vão ter que acreditar em mim), mas o metrô de Londres é o maior e mais antigo de todo o mundo. Pra não dizer que ele é o mais TUDO do mundo, ele perde no quesito mais movimentado do mundo para os metrôs de Moscou e Paris. Tem 13 linhas, 270 estações e um site que facilita a vida de quem mora ou está passando por Londres. É o Transport for London, ou simplesmente TFL.

Muito blá-blá-blá pra quem só quer postar um vídeo. Que vídeo? O de um cara que cita o nome de todas as estações numa cançãozinha. O legal é ver como ele fez o vídeo. Porque tosqueira é o que nos faz feliz, néam? Então lá vai:



Por um acaso, achei outra coisa e resolvi anexar nesse post. Tem a ver com o tube, Marla? Não, mas já disse: o blog é meu, posto o que eu quiser, quando eu quiser, na ordem em que meu cérebro ordenar. (Ui, que #revolta. Coloquei a hashtag aqui porque lembrei do vídeo do Justin Timberlake mostrando o quanto a gente fica tosco falando em hashtags... Cadê? Aqui.) Vocês precisam entender que meu cérebro linka muitas coisas aleatórias no meio da conversa. Tem que me amar assim. S2
Marla, e o outro link. Cadê?
Aaaaaahhhhhhh, já vai!

É um post do Buzzfeed (o site que causa toda a minha IMprodutividade diária no trabalho. Alô, chefas, brincadeirinha #sqn) que zoa toda a polidez dos britânicos. Eu bato o martelo pra dizer que é tudo verdade e que eu rio muito com essas bobagens. E que eu sou tão britânica - cof, cof, cof - que já fiz o nº 18. Que é:



Pra ver o restante da lista, é só clicar aqui: http://www.buzzfeed.com/expresident/british-people-problems

1 de out de 2013

Depressão pós-Europa (de novo)


Daí que inventei que estou com depressão pós-Europa. Porque como já passei por isso uma vez achei que estava no direito de entender do assunto e me diagnosticar com o problema novamente. Só que dessa vez achei que era tão grave que precisava de psicólogo.

O problema é que eu falo, falo, falo e a psicóloga fica me olhando com uma cara de "Patricinha filha-da-puta reclamando que quer morar em Londres pra sempre - BORING". E pensei: "Foda-se, não vou mais". Mas aí repensei: "Foda-se, a Unimed autorizou minhas consultas e antes usar a psicóloga de psicóloga do que usar as tias da copa de psicólogas, como faz uma velha louca que vem todos os dias no meu trabalho chorar as pitangas". E aí pensei mais: "Vou reclamar no meu blog também, porque afinal é meu e eu posso falar todas as merdas que quiser sem ter que ver o olhar de julgamento das pessoas". E eis-me aqui.

E como hoje acordei com a chuva tamborilando na janela, sonhei que ainda estava em Londres e levantei da cama mais bem humorada que papagaio em dia de festa. Só que cheguei ao trabalho e lembrei que odeio tudo isso e que quero voltar pra Londres pra ontem, porém tenho que esperar, fazer a phynna, sobreviver à depressão e conseguir uma bolsa de estudos pra fazer meu mestrado. Como tudo isso tava muito difícil prum dia só, resolvi apenas fazer uma lista das coisas que mais sinto falta em Londres. Lista tem que ter um número definido pra ser importante, né? Tipo "As 10 coisas que mais sinto falta em Londres". Mas foda-se, o blog é meu e eu coloco quantos itens eu quiser nesse momento.

1. Usar o metrô. (Deixando claro que nunca peguei o metrô realmente lotado, quase sempre estava sentada, o trem nunca atrasou e ninguém nunca pulou na frente do trem que eu estava esperando - 50 pessoas por ano resolvem se suicidar de um jeito que foda a ida do londrino pra casa)

2. Tomar um chocolate quente com menta do Costa. (É o melhor porque a embalagem deles não deixa a gente queimar a mão)

3. Beber de graça no O'neill's Pub da Leicester Square. (Pois quando se está num pub cheio de estrangeiros em Londres vc só precisa abrir um sorriso pra ganhar uma pear cider geladinha)

4. Não me preocupar em estar bêbada demais pra dirigir. (Pois foda-se o quanto você vai beber se tem transporte público pra te levar pra casa a qualquer hora do dia ou da noite)

5. Ver o quanto a cidade fica linda sob a luz do sol.

6. Pagar paixãozinha a cada 5 minutos no metrô.

7. Fazer amigos do mundo inteiro só abrindo um sorriso.

8. Não ter que me preocupar com o tamanho da roupa e/ou com a quantidade de bebida por estar aumentando as chances de ser estuprada na rua.

9. Me sentir segura andando sozinha em ruas ermas às 10h, às 20h ou às 3 da manhã.

10. Ficar feliz em notar que ninguém dá a mínima se você é do Brasil, da Argélia, do Butão ou do raio-que-o-parta. Nacionalidade em Londres não passa de um dado no passaporte.

11. Poder visitar 200 vezes o Natural History Museum e sempre ter uma coisa que eu não vi da última vez.

12. Tomar um Häagen Dasz sentada na Leicester Square vendo as pessoas passarem.

13. Achar refeição boa, gostosa e saudável por £5.

14. Andar pela City of London usando os mapinhas no meio da rua. (E checando a cada quadra se eu estou no rumo certo)

15. Dar informações pra turistas no metrô e na rua e me achar londrina de natureza.

16. Conversar com a minha hostess sobre os mais variados assuntos do mundo e sobre a Era Tudor com a mãe dela, que por acaso é historiadora.
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