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16 de dez de 2013

Vintage London no Natal

Eu não sei exatamente quando foi que aconteceu a transição entre Eu odeio o Natal e eu amo o Natal, mas fato é que agora eu fico ansiosa pra dezembro chegar e eu poder enfeitar a casa toda e procurar mil receitas pra cozinhar na ceia, além de encher a árvore de presentes pra um monte de gente amada.

Como boa amante do Natal e de coisas vintage, fiquei encantada com as fotos do Museum of London (um museu super ultra mega legal de Londres e que quase nenhum site lista como atração. Eu aconselho demais!) que estão disponíveis no site do Londonist. Muitos desses lugares eu passei em 2013 e fiquei assim olhando pra essas fotos e imaginando como é que era a vida dos londrinos lá na década de 50.

Regent Street Christmas Lights, 1955 | Henry Grant Collection | Museum of London

A minha Regent Street não tem luz de Natal, mas tem enfeite do jubileu da Rainha

Selfridges, 1953 | Henry Grant Collection | Museum of London

Roubadinha do Google: um dos cantinhos de comida da atual Selfridges

Turkeys for sale in Leadenhall Market, 1953 | Henry Grant Collection | Museum of London

Roubadinha do Google: como é o Leadenhall Market hoje em dia

Outside Selfridges, 1953 | Henry Grant Collection | Museum of London

Roubadinha do Google: Fachada da Selfridges

Trafalgar Square, 1955 | Henry Grant Collection | Museum of London

A minha Trafalgar Square num dia tão cinza que a foto parece ser preto e branco

Hamleys window, 1957 | Henry Grant Collection | Museum of London

Dentro da Hamleys nesse ano, fiquei com a mesma cara do menino de verde

Trafalgar Square, 1957 | Henry Grant Collection | Museum of London

Newspaper sellers, 1962 | Henry Grant Collection | Museum of London

Regent Street, 1960 | Henry Grant Collection | Museum of London

Essa é minha, em 2013, quaissss no mesmo ângulo!

13 de dez de 2013

Hampton Court, a casinha da Dinastia Tudor

Estação de Hampton Court, na zona 6 de Londres

Senta que lá vem história. Não, melhor: História. É que quando se trata da dinastia Tudor, é bom a gente usar um H maiúsculo pra garantir a importância desse povo na Inglaterra. As (muitas) fotos que ilustram esse post mostram um pouco de como é Hampton Court, o lugar onde viveu Henrique VIII e suas seis (!!) esposas.

Afinal, por que a dinastia Tudor é tão importante? Simplesmente porque Henrique VIII foi o cara que cortou relações com a Igreja Católica e com o Papa himself só pra poder desquitar da Catarina de Aragão e casar com Ana Bolena - aquela. Eu costumo dizer que quem mudou a história, de fato, foi Ana Bolena, porque né? Não fosse o mel dessa mulher, Henricão teria ficado lá casadinho com a Cata, que ele adorava.

"Welcome to Hampton Court", diz a plaquinha
Desquite feito, casamento arranjado, Henry se tornou o chefe do Estado AND da Igreja Anglicana - o que permanece ATÉ HOJE (já te convenci da importância?). E isso, meus senhores, lá em 1533. Avalie as bolas deste senhor. Tudo bem que foram essas mesmas bolas que cortaram a cabeça de duas de suas rainhas, mas who cares? V1d4 L0k4

Do casamento dele com Ana Bolena nasceu Elizabeth I - aquela. Isso, a muié mais bolada que a Inglaterra já viu. A mulher responsável pela era de ouro do reino. Gente, sério. É muita, muita História, resumida mal e porcamente neste link, se sua curiosidade for plena. Sobre Hampton CourtHenrique VIII, Ana Bolena e Elizabeth I, o Wikipedia fala bem. Sugiro ainda: a série The Tudors.

Pronto, passada a sessão 'Marla também é cultura', vamos ao passeio em si. Primeiramente: ônfica esse palácio? Facim, facim, na zona 6 de Londres, numa região conhecida como Richmond upon Thames, no sudoeste da cidade. E pra chegar? Sussa: pega o trem em Waterloo Station e você chega na estação Hampton Court em mais ou menos 40 minutos. A estação fica a 5 minutos do palácio. Pra ver os horários e preços, é só abrir o site da Southwesttrains. Se você estiver com um Oyster Card, basta passar na maquininha na entrada da Waterloo e na saída em Hampton Court (não pode esquecer!). Eu comprei um passe ida+volta no mesmo dia, que me custou £11 (meio que sai elas por elas no valor). Pra conferir o horário de abertura e fechamento do palácio e dos jardins, além dos precinhos, aconselho checar o site do Historical Royal Palaces.

Entrada principal de Hampton Court

Primeira dica, a mais importante: chegue cedo. Preciso nem dizer o tamanho desse lugar e o quanto ele é maravilhoso e você vai se encantar e vai querer tirar foto de tudo e quando se der conta já vai estar anoitecendo e eles estarão te expulsando. Chegar cedo, check!

Corredorzinho comprido até o acesso ao palácio. Se você der sorte, vai pegar um céu lindo desses

Eu quis fazer o passeio dentro do castelo antes de ir pros jardins porque sabia que estes eram praticamente a atração principal do lugar. Pouca coisa original se mantém no castelo por razões óbvias de 500 anos terem se passado. Mas ainda assim me lembro da cozinha Tudor, dos aposentos reais (amo falar aposentos reais) e do salão de baile. Tudo grandioso e maravilhoso, mas que fica uma porcaria nas fotos porque não tem luz suficiente. Vai por mim, vale a pena.

Não são lindinhos esse tijolinhos?

Uma vez feito passeio histórico (favor usar o audio guide pra não deixar passar nenhum detalhe importante), bora lá pra fora ser feliz e aproveitar esse céu lindo. Sério. Olha que azul mais lindo.

Todo castelo na Inglaterra tem um labirinto. É a brincadeira favorita deles. Eu fui e mandei bem

A prova de que cheguei ao centro do labirinto. Só não consigo provar que foi de primeira, mas foi

Entrada lateral  do jardim, mas não menos glamurosa

Túnel verde

Verde, muito verde, super verde

Verde e fofinho. Fiquei sentada aí um tempão

As flores parecem ter sido pintadas à mão

E tem flor de toda cor que você imaginar

Pura perfeição

Os fundos do palácio com parte do jardim

Divando no jardim

Dançando nos fundos do palácio, com flores enfeitando meu caminho. Como não se inspirar?

Outra parte do jardim 

Visto por outro ângulo (de costas para o palácio)

Nesse jardim ninguém entra. E nem precisa, né? Lindão demais

Ingleses têm uma cultura muito forte de jardinagem. Todo ano tem diversos prêmios para os melhores

Outro jardim onde não se pode entrar

Os cavalos ingleses maravilhosos e gigantescos que te levam num passeio pelos jardins

Então, gente? Deu vontade de ir? Eu amei esse passeio. Tá no meu top 3 da viagem pra Inglaterra. E você? Já foi? Conta pra mim o que achou!

11 de dez de 2013

Como se tornar uma atração em Londres


Direto do Google: as casinhas geminadas em Londres são assim

As casas no subúrbio de Londres se parecem com aquele modelo americano que eu conheci em filmes: uma do lado da outra, no máximo com uns arbustos separando as mesmas. Muro? Portão? What the hell is this, me perguntariam alguns londrinos. Eu, inclusive, virei atração da minha casa enquanto estive lá simplesmente por morar naquilo que eles chamaram carinhosamente de prisão. E como discordar?

As trancas da casa em Londres funcionam mais ou menos como funcionam no resto da Europa (e também no Rio de Janeiro), sácomé? A maçaneta não abre a porta do lado de fora. Pra isso, é preciso estar com chave. Por essa razão, eles têm essa mania estranha de entrar na casa, bater a porta e ir dormir serenamente. Pra uma pessoa que ostenta 5 chaves no chaveiro só pra poder entrar em casa, avalie o quanto eu achava que estava bem vulnerável.

Essa é a entrada da casa onde fiquei

Omega, minha hostess, bem avisou que eu só precisaria trancar a porta se fosse sair e não ficasse ninguém em casa. Estando alguém lá, bater a porta era suficiente. Anram, tá bom. Um dia eu cheguei no meio da tarde e não tinha ninguém em casa. Entrei, tranquei a porta e fui dormir um cadim. Lá pelas tantas da noite, ela bate na porta do meu quarto encafifada.

- Ué. Que estranho, tive que entrar pra ver se você estava bem, pois trancou a porta.
- Tranquei, Omega, porque eu ia dormir.
- Mas não precisa. Pode deixar destrancada. Não tem perigo algum.
- Mas meu quarto é do lado da porta. Se entra um mau elemento, a primeira pessoa a se ferrar sou eu.
- Hahahahahaha! Marla, é seguro.

E foi esse o diálogo que deu início às minhas explicações sobre como eles eram loucos de ficarem vulneráveis assim, numa casa sem portão, sem muro, sem cerca elétrica, cuja porta do hall dá acesso ao meio da rua e blá blá blá. Ela passou assim um bom tempo tentando imaginar como é que as coisas funcionavam no Brasil e quando eu terminei de explicar mandou logo um "mais parece que vocês vivem numa prisão". Pois é. Vdd vddr.

Rua próxima à minha casa em Londres. Muro só se for baixinho

Só sei que quando o marido dela chegou pra jantar, ela contou como funcionavam as coisas no Brasil e ele ficou todo interessado. "É mesmo?", ele perguntava a cada tranca que eu adicionava nas casas brasileiras. Qual não foi a minha surpresa quando dias depois alguns amigos dele do trabalho vieram jantar em casa e Mark me inseriu na conversa da seguinte maneira:

- Marla, não é verdade que no Brasil vocês se protegem com diversas trancas, muros, portões e cercas elétricas?
- Sim.
- Eu falei pra vocês!!!
- Uau!! - fizeram os amigos dele, em coro.

E daí virei a atração da noite. A maneira como vivemos hoje se tornou tão comum para nós, que fica até difícil imaginar que é possível haver um lugar onde sua primeira preocupação não é pensar em atitudes que minimizem suas chances de se tornar uma vítima da violência.

Mas eles não são completamente destemidos. Há um medo. O medo de cruzar com as raposas de Londres. Nos fundos da casa há um quintal gigantesco, com arbustos que delimitam o espaço, mas que permitem a passagem de qualquer pessoa/animal. Um dia acordei e Omega estava lá jogando coisas numa raposa.

- Ela não morde, Omega?
- Normalmente mordem. Mas essa só pegou meu chinelo e saiu correndo. :)

Brasileiros têm medo de morrer. Ingleses têm medo de ser mordidos por raposas. Cada um com seu cada qual.

27 de nov de 2013

As 10 coisas que mais irritam os londrinos

Nunca vi. Será que tem quem faça isso? OH GOSH!!

Povo que passa um único dia em Londres tem essa mania de dizer que londrinos são frios. Deixeutifalá: são nada. Eles apenas ficam ligeiramente irritados com gente sogoió. E quem não fica? Eu os entendo perfeitamente e vou defendê-los aqui (ou não) nas 10 coisas que mais irritam os londrinos (segundo uma lista véia do Londonist).

Oyster Card na mão, gente!
1. Gente que para na catraca do metrô pra procurar o Oyster Card/bilhete: Gente, precisa nem de explicação. Mas vou regionalizar. O busão para, uma fila gigantesca de gente pra entrar. Você lá, com sua carteirinha na mão e uma tia gorda na sua frente começa a tirar toda a tralha da bolsa atrás do SitPass dela que tá ali, em algum, lugar, já vai, gente. Nêga sabe que vai entrar no metrô. Sabe que pra passar na catraca tem que encostar o OysterCard lá. Por que diabos o cartão não tá na sua mão? Eu também ficava bem puta quando isso acontecia (e normalmente são os turistas a emperrar a fila, #ficaadica).

2. Ciclistas furando o sinal vermelho: Londres tem uma das melhores ciclovias do mundo. Tem ciclista pra todo lado. E eles são foda. No meu primeiro dia de aula, saí da escola e fui pra Primark (prioridades, gente) e no caminho testemunhei um atropelamento foda na Holborn. O sinal fechou pros carros (AND ciclistas) e os pedestres foram atravessar. Uma mulher não deu ~aquela~ checada e levou uma bicicletada na cara. Catapof. Se esburrachou no chão. A turista já era mais velhinha e se machucou à beça. E ela tava certa, dessa vez, né? Fiquei com pena. Mas fiquei pensando: por que ela não olhou antes de atravessar?

3. Não deixar o povo sair do trem antes de entrar: Xingo no metrô de São Paulo. Xingo no metrô de Londres. Xingo no elevador. Arrumo confusão facim por causa dissaê. Mas. Isso. É. Óbvio. Se você quer entrar num negócio que já tá lotado, por que você não pode esperar pro povo descer e surgir um lugar pra você se enfiar? Quem é que normalmente faz essa imbecilidade no Tube? Turistas. #ficaadica2

4. Gente que estaciona na ciclovia: Não dirigi. Não andei de bicicleta. Logo, não posso aqui tecer um belo sermão. Mas é óbvio também, né? Londrino leva esse negócio de "meu espaço" muito a sério. É por essa razão que eles pedem desculpas se você pisar no pé deles. É que na cabeça deles, você só pisou no pé dele porque ele invadiu o seu espaço de caminhar. Daí você entende essa lógica e enfia um carro parado no espaço que ele tem pra pedalar. É treta. Veash.

Manda um "Move forward!", se surgir espaço você entra
5. Empurrar a galera num trem que já tá lotado: Há controvérsias. Perdi a conta das vezes em que mandei um MOVE FORWARD pra galera sair da porcaria da porta e ocupar os espaços vazios do trem. Normalmente funciona. Mas isso é quando tem espaço vazio ali naquele corredor de poltronas. Acontece que inglês pensa "vou encostar minha perna na perna de alguém que tá sentado e pelamorrr eu não quero invadir o espaço de ninguém". Véi. Ocupe a porcaria do espaço que te cabe lá. Encoste e seja feliz. Pra eles, a definição de "lotado" é um 020 às 10h30 em Goiânia. Ou seja: tem gente em pé (normalmente a galera viaja sentada). Avaliem.

6. Etiqueta da escada rolante: Quer matar um londrino com um enfarte agudo do miocárdio? Pare do lado esquerdo da escada. Não importa se são 7h30, 15h30 ou 22h30; se é segunda-feira ou sábado à tarde. Atoche do lado direito da escada. Quem tá com pressa vai passar correndo pelo lado esquerdo e, cara, eles tão SEMPRE com pressa. Quando você sair da escada, de fato, SAIA DA ESCADA. Não adianta ficar ali no pé da escada, atrapalhando o fluxo enquanto você se liga em que rumo deve tomar next. Tá com mala? Fique ligadinho na hora de descer e já sair rolando a danada pra fora do fluxo. NÃO INVADA O ESPAÇO DAS PESSOAS. Cara, é um conceito simples. Você vai conseguir entender. Falando nisso, lembrei que arrumei uma confusão no shopping dia desses porque eu queria descer as escadas do lado esquerdo, a muié tava lá parada tomando um sorvete e me xingou até a última geração dizendo que eu devia esperar e eu xingando dizendo que ela tinha que parar de atrapalhar as pessoas a seguirem seu caminho. Foi lindo de se ver. Cena de filme.

7. Ser rude sem necessidade: Nunca fui tão educada na vida quanto fui enquanto morei em Londres. Quando voltei ainda permaneci assim por um tempo, mas depois me rendi à velha carranca de sempre. É o meio. Sou influenciável, me deixem. O que quero dizer é que não topei com uma única pessoa mal educada sequer enquanto estive na Inglaterra. Pois é. Não só Londres. Todas as cidades da Inglaterra que eu visitei. Gente educada e solícita: como tem. Lembro dum episódio em que eu fui comprar um chip pro celular e tava entendendo nada do que o atendente tava tentando me explicar. Aí eu pedi pelamordedeus pra ele falar mais devagar e num inglês de beginners pra eu poder entender. Ele se desculpou (claro!) e topou na hora. Foi líndio.

Olha só que rua mais limpa
8. Lixo e a falta de lixeira: Nesse ponto aí londrino reclama de barriga cheia. O "falta de lixeira" refere-se ao fato de ter apenas uma lixeira a cada esquina. Sério isso, gente? Não dá pra esperar até chegar na próxima esquina pra jogar fora a porcaria que sobrou do take away? Achei Londres a cidade mais limpa do mundo. As ruas e calçadas são tão limpas, mas tão limpas, que eu sentaria no chão pra comer um take away numa boa. English standard. Outro negócio, meus amigos. Mas pelamor, não me vá jogar a porcaria do seu lixo no chão. As vezes que eu vi isso acontecendo, quem protagonizava a cena? Isso mesmo, os turistas - sempre eles.

9. ~Moço do folheto~: Tradução porca, né? É o seguinte: Sabe aquele cara que te para na rua pra te entregar o folheto dum restaurante que é aqui pertinho, tem comida barata, o prato que você quiser, eu te levo lá, eu te dou um desconto, você já vai almoçar, vamos lá agora? Então. É isso. Isso é irritante em São Paulo, em Buenos Aires, em Ouro Preto, em Londres ou em qualquer outro lugar. Pra falar a verdade, o único moço do folheto que eu vi em Londres é um que fica na Russell Square entregando folheto de ótica e não aborda ninguém. Parece que é um esquema pra pegar turista mesmo. E deixa eu te contar: eu não tenho cara de turista na Europa. Sorry. Passo despercebida e ninguém me perturba. Então não tenho histórias assim pra compartilhar.

Vingança londrina: seu guarda-chuva quebrou
10. Guarda-chuva grandão: Londrino que é londrino só usa guarda-chuva se a chuva estiver torrencial. Lembro-me perfeitamente de um dia em que a Russell Square estava lotada de gente comendo na hora do almoço debaixo de uma chuvinha fina. Se eles podem, eu também posso. E com essa lógica eu também comi e não me molhei. Enfim. Eles acham que esse negócio de todo mundo andar com guarda-chuva na calçada incomoda, porque bate, porque enfia os ferrinhos nos olhos deles etc. Acho que eles são muito reclamões. E acho também que só turista usa guarda-chuva gigante. Então #ficaadica3 Compre um casaco impermeável e se aventure na chuvinha que não molha ninguém.

** Todas as fotos foram roubadas do Google Imagens

25 de nov de 2013

Seu anúncio no Tube!!


Vocês já devem ter visto por aí nas internétcha todo tipo de recadinho nos quadros de serviço do metrô de Londres. Já até me marcaram no Facebook pra saber se eram verdade. Salvo engano, um deles pediam para que avisassem o staff caso alguém visse na estação fantasmas que não estivessem pagando a tarifa do tube (rs). E me perguntam se é de verdade. Mas gente!

Pois bem. O Londonist publicou nessa semana um link que faz essa maravilha pra você. Agora dá pra criar seu próprio anúncio na plaquinha do metrô londrino. Só amor. Já fiz vários. Tô aqui pensando qual vai ser o próximo absurdo que eu vou publicar, colocar no Facebook e dizer que é uma foto que eu tirei lá. Ah, a internet...

Pra você brincar: TubeSign

Pra completar, encontrei um Flickr do Londonist, que exibe fotos feitas em Londres por qualquer fotógrafo (profissional ou não). Tem fotinhas super legais. E bem, eu adoro fotos... Salva um tempo pra se divertir por lá.

19 de nov de 2013

Viagem paga pra Londres, quem não quer?

Londres pelos olhinhos da Estelle Archi

Post rapidinho do dia para avisar de um sorteio que o VisitLondon tá fazendo. First things first: o que é que eu vou ganhar (se eu ganhar, é claro)?

- Viagem de ida e volta pra Londres
- 5 diárias no Radisson Blu Edwardian London Hotel
- Mais três prêmios que você escolhe na hora de participar da promoção

Além de:

- Oyster Card pra andar no transporte público até cansar for free
- Entrada grátis pra mais de 60 atrações com o London Pass

Wow! Quero agora! #comofas ????

É simples, Brasil.

Primeiro, você clica aqui pra poder abrir o site. Daí você assiste (ou não) cada um dos vídeos. Tá, entendi. Você tá com preguiça. Então faz assim: clica no ícone "Add to win" no cantinho à direita e vê qual o prêmio associado àquela história. Se você gostou, mantém. Se não, clica em "Remove". Já posso confessar que escolhi os vídeos "favoritos" assim ou escondo o jogo?

Na hora que você fechar a escolha do terceiro, ele te oferece pra fechar o pacote e fazer login com Facebook ou Google. Pode brincar desse negócio até dia 5 de janeiro, mas você não vai deixar pro último dia, né? Então... depois desse sorteio haverá outros 3 (é isso mesmo, produção?). Então se liga, mané. Nunca vi promoção mais fácil na vida do que essa pra ganhar uma viagem tão boa, tão maravilhosa, tão sensacional, etc etc etc.

Ahhhhhh, falei que é pra você AND um acompanhante? Pois é. Como fui euzinha que te passei a dica (que por um acaso vi no blog do Tchê in London), sua acompanhante necessariamente precisa ser iêu. MIM leva? =*.*=

Por último e não menos importante, os Terms and Conditions.

Boa sorte!

13 de nov de 2013

Top10 London: o que vale a pena fazer?

Foto da linda da Estelle Archi

Vejo por aí um monte de listas de atrações principais de Londres. Algumas delas, porém (as atrações, não as listas!), eu achei uma danada de uma perda de tempo quando estive por lá. Então, como boa grumpy que sou, resolvi vir aqui no MEU blog dar as MINHAS opiniões sobre o Top10 London. Para ajudar na minha tarefa, resolvi roubar usar uma lista usada pelo Molho Inglês, que você vê aqui.Então vamos lá?

Eu na frente do British Museum (Onde está Wally?)
British Museum

O museu britânico é um saco #prontofalei. Por quê? Porque eu sou leiga demais pra entender o valor de um monte de pedras do período neolítico e daquilo que sobrou de uma cozinha do período pré-medieval. Foi por causa do BM, porém, que aprendi uma palavra nova: crockery. É que lá na St. Giles é de lei usar essa palavra pra descrever o porquê de o museu ser tãoooooo boring. "It's all about crockery", they say. Ok, não é só crockery. Mas o espaço que eles reservam pras quinquilharias que já foram de alguma cozinha é muito grande.

Minha regra é: se tem muita foto do prédio, é porque o museu é chato. Aí embaixo tem mais algumas fotos que fiz por lá.

Foto de detalhe do teto = museu chato
Again
Pra não dizer que o British Museum é uma gigantessssssca perda de tempo, eu gostei da coleção de jóias, de relógios, das estátuas gregas, da ala dos faraós... Mas ó, se a pessoa tivesse pouco tempo pra visitar Londres, eu não mandaria ela pra lá. Tem coisa mais legal.

Estátuas gregas: por que sempre sem cabeça???? Caiu? Quebrou? Degolou?
Salvo engano, tem jóias da Ana Bolena nessa ala do museu

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Só tenho essa foto di horrivis da National Gallery :(
National Gallery

Eu não tenho foto da National Gallery. Quem sabe o porquê? Porque é legal demais, oras! Fiquei horas me deliciando com os quadros originais que a gente viu um milhão de vezes nos livros de História da escola. *Suspiros* Achei sensacional reconhecer os quadros e me lembrar a que período da História eles se referiam. Puxa vida, se você quer esquecer do tempo dentro de um museu, essa é a minha dica. Sem contar que fica na Trafalgar Square, que já é um super ponto histórico de Londres.

E só? Não, tem mais. A National Gallery fica ao lado da National Portrait Gallery, que tem o maior acervo de pinturas da época Tudor do mundo. Como obcecada que sou pelo período Tudor, podicrê que passei umas boas horas lá dentro. Ah, já falei que é tudo de graça? Agora acabou? Não, porque na Trafalgar Square fica também a St. Martin-in-the-Fields, uma igreja lindinha que tem concertos quase todos os dias. Se você for mais cedo, assiste ao ensaio for free. :) Agora já tá bom, né, gente? Pode ir que é sucesso.

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Pra quem só tem uma Cybershot, essa foto é muito linda, né?
London Eye

Aviso de pronto: é passeio de turista, com preço pra turista, com fila gigantesca em qualquer dia da semana e em qualquer hora do dia ou da noite. Topou assim mesmo? Então joia. Tecnicamente, é uma volta na roda gigante, que dura mais ou menos uns 30 minutos. É legal porque você vai ver Londres de um ângulo completamente diferente (tá, isso é óbvio!), mas eu diria que o negócio é meio monótono. Então sem grandes expectativas: esteja lá preparado apenas para tirar boas fotos. Ou não. Eu fiquei muito tempo apreciando a paisagem e só lembrei de tirar foto quando a gente já tava descendo do brinquedinho. Humpf.

Parece preto e branco, mas a foto foi tirada num dia... cinza 
O Big Ben emoldurado pelas engrenagens
Como é que é? Londres, cidade cinza? Hmmm acho que não

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Dentro do Tate Modern tem umas coisas assim
Tate Modern

Gente leiga não tem que ir a museu. Principalmente se ele for de arte moderna. Olha, vou confessar que fico um purgante em museu de arte moderna, porque olho pras coisas e fico naquele pensamento martelante "isso aí até eu faço". Olho pra tudo com muita impaciência e acho bem pointless. Mas é arte, viu, gente? E gosto é igual a você sabe o quê. Se você é uma pessoa mais ligada ao mundo das artes, vai adorar. A Estelle, dona da foto que dá início a esse post, é obcecada por esse museu e foi lá várias vezes num período de apenas 2 meses. Aquele negócio: gosta de arte moderna, vá. Não gosta, não vá. Simples assim.

Um monte de óóóó na parede: isso aí até eu sei fazer

Pegar a tampa do bueiro e colocar na mesinha: isso aí até eu sei fazer

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Natural History Museum visto de um ângulo diferentoso
Natural History Museum

Apenas que: TEM QUE IR. Assim, em letras garrafais. É minha atração preferida de Londres, no topo de um pedestal que nenhum outro passeio chega nem perto de alcançar. Os achados do Charles Darwin estão lá, um monte de dinossauros estão lá, um monte de animais empalhados que você nunca viu na vida estão lá, o Cocoon está lá - uma estrutura gigantesca e maravilhosa e interativa e sensacional e maravilhosa e pelamooooorrr que que vocês estão esperando pra incluir esse museu na lista? Dica: chegue às 10h. E não planeje nada mais para esse dia. Se estiver com crianças, então, esqueça. E não preciso nem dizer porque não tenho foto do interior do museu. PER-FEI-TO!

De dentro do Cocoon *_*

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Science Museum

Shame on me, nunca fui ao SM. A causa, eu creio, é que o Science Museum fica ao lado do Natural History Museum. Quando eu ia pra essas bandas, planejava visitar os dois, mas como eu disse anteriormente... impossível ter tempo de fazer qualquer outra coisa além do NHM. Por outro lado, eu fui ao Victoria & Albert Museum (V&A), que fica nesse combo de prédios. E desse posso falar: amei! Mas é só se você estiver com tempo sobrando. É considerado o maior museu de design e artes decorativas do mundo. Tem roupas, móveis, instrumentos e um monte de outras coisas de vários períodos da História, incluindo a era Tudor :)

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Vi Buckingham e pensei: mas é só isso?

Buckingham Palace

Eu via nos vídeos a casa da Rainha e pensava "uau, que lugar gigantesco!". Pra evitar o mesmo desapontamento que senti, já vou dizendo: é pequenininha. Não é grandiosa, não é extremamente luxuosa, e a praça é pequetita. Vale a pena? Claro, é cartão postal essa foto, né? E às 11h tem a troca da guarda, evento esse que eu não vi a cores por razão de: estar estudando. Por alguma razão desconhecida, a entrada ao palácio estava vetada no período em que estive lá, mas dá pra entrar, fazer um tour, ver os cavalinhos das carruagens da Rainha (puxa, eu queria tanto ver!) e também o jardim. Se tiver aberto a visitação, vá. Tire fotos. Me mande o link. Grata, Marla.

Por favor, não faça palhaçada pro guarda rir. É constrangedor

Pra chegar em Buckingham, aconselho vir andando da Trafalgar Square até lá. No meio do caminho tem o St. James' Park, que é verde, bem verde, suuuuuuper verde e muito lindinho. By the way, os parques de Londres, são um capítulo à parte, nem parece que você está dentro de uma cidade grande. Não dá pra ouvir nenhum carro sequer. No St. James' tem mamãe pata e seus patinhos que foram passear, esquilo que come na sua mão e mais, muito mais.

A mamãe gritou Quá! Quá! Quá! Quá!

Esquilinha faminta ficou um tempão comendo na mão da japa (era japa, eu juro!)
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Westminster Abbey

Shame on me, shame on me, shame on me para sempre. Não fui. Nem passei na porta. Tenho nem desculpas pra dar, porque eu tava lá do lado do Big Ben a toda hora. Bastava dar a volta. Não faça como eu e vá lá tirar fotos pra mim. :)

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White Tower, na Torre de Londres
Tower of London

OMG! OMG! OMFG!!!! Vá, por favor, vá! Esse lugar é cheio de histórias fenomenais. Fica na beira do Thames e era o portão da cidade de Londres. Começou a ser construída em 1066 a mando de William the Conqueror. Ana Bolena (sempre ela!) foi coroada AND decapitada nesse mesmo lugar. Os prisioneiros mais importantes que Londres já teve (incluindo os da 1º e 2º Guerras Mundiais) foram trancados nessas torres. O local aindaabrigo a seis corvos. Diz a lenda que se os corvos deixarem a Torre de Londres, o reino cairá por terra. É muita História, gente. Pelamorrr, tem que ir, não tem nem o que discutir. E de quebra você ainda passa na Tower Bridge que é, na minha concepção, apenas a estrutura mais linda de Londres.

Traitor's Gate, portão ligado diretamente ao rio e usado para trazer prisioneiros

Bloody Tower, com vários equipamentos de tortura

Tem guardas e também atores vestidos com roupas medievais encenando: super legal

Tower Bridge, essa linda

*Suspiros*

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Big Ben num dia nada cinza e absolutamente lindo
Big Ben

É de graça e é cartão postal. Nem se eu disser que você não deve ir, você vai, é claro. Mas você tem que ir. Então vá. Prepare a máquina e tente fugir das fotos óbvias. Dica: passe da parte das muitas atrações, de lá tem outra visão e não fica tanta gente pra estragar robertar suas fotos. Mas antes de chegar até lá, pare um pouquinho no carrossel, perto da London Eye. Ah, vá, só £2 a voltinha. :)

Carrossel, esse foi o primeiro de uma série de muitos

Gray London

Soooooooooo gray

Deixa eu ajeitar meu cabelinho

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St. Paul's Cathedral, onde a Lady Di foi desposada
St. Paul's Cathedral

Absolutamente linda. Por fora AND por dentro. Se tiver com grana, porque, né, gente? 20 rainhas. Achei bem caro e fiquei só na parte permitida pros mortais. A dica é olhar no site a hora da missa e aparecer por lá nessa hora com uma cara de quem tem muitos pecados pra pagar. :)

Onde está Wally???
Essa foto da Estelle é impagável. Ao fundo, St. Paul's e Millennium Bridge, que liga o Embankment à catedral

É isso, gente. Espero que a listinha ajude você a selecionar os lugares que vai visitar em Londres e que possa ser útil no planejamento de quanto tempo ficar em cada uma delas. Se tiver alguma dúvida sobre algum lugar que não está aqui, já sabe: é só deixar um comentário que eu tento ajudar. ;)
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