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26 de mar de 2012

Mas horóscopo, Marla???

Eu sei, eu sei... Mas é que quando leio uma coisa assim tão descritiva de mim mesma, fico tentada a ler o meu horóscopo diariamente. rs. Ainda não cheguei nesse ponto.

Mas já vale para deixar um estudo sobre a minha personalidade... Segue trecho extraído de algum lugar por aí na internet. Os grifos, bem... os grifos são meus, porque eu adoro grifar. Me deixem.

"A essa altura já deve ter ficado óbvio que essa mulher de Aquário não é a mulher a escolher se você quiser: a)uma esposa dependente que adora você e que sacrifica suas necessidades por você e que ouve tudo o que você diz sem criticar, ou 
b)a serviçal doméstica cujo foco de vida são suas refeições, seu trabalho, seus filhos, limpeza e passar roupa. 

Por outro lado, para aqueles que estiverem dispostos a verdadeiramente aceitar essa mulher como indivíduo, ela será uma companheira verdadeiramente inspiradora, e uma amiga leal.

Às vezes, ela poderá ser imprevisível, retraída, sem tato, abrupta, teimosa e distraída, mas nunca entediante. Melhor ainda, você poderá conversar com ela, e discutir as coisas razoavelmente interessantes, como o que motiva os seres humanos e porque o mundo está nesse estado. Independente de suas reclamações sobre a aquariana, e mesmo que ela seja cheia de opiniões próprias, ou de uma dedicação absolutamente inflexível aos seus princípios abstratos, ou que se recuse a lhe considerar "A Coisa Mais Importante da Vida", essa mulher será sempre interessada e interessante. Aqueles que temem mulheres inteligentes devem manter a distância."

6 de mar de 2012

Estado laico onde?quando?de quem?para quem?


No dia 27 de fevereiro de 2012, o famoso padre/dançarino/coreógrafo Marcelo Rossi - aquele mesmo, do "Erguei as mãos e dai glória a Deus", quem nunca?? - deu uma declaração ao jornal Folha de S. Paulo, dizendo que poderá se unir ao coro da bancada evangélica no Congresso para protestar contra a nova ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci.

E daí que a Igreja Católica cogita unir-se à Igreja Evangélica, sua arqui-inimiga, tudo para quê? Para evitar que se coloque em pauta a descriminalização do aborto. Não é pra discutir, não é pra votar, não. É pra evitar que se fale sobre o assunto. Simples assim. Um estigma. Um tabu. Oi, a Idade Média voltou e ninguém me avisou?

Fato é que a própria ministra já afirmou por aí ser a favor do aborto e mais: disse com todas as letras já ter feito ao menos dois procedimentos abortivos. Vão lá, comecem a julgar. Já reclamaram? Já falaram mal, do quanto ela é assassina e tudo o mais? Ok, então agora continuem lendo.

Como todos sabem, nosso país é um Estado laico. Isso porque na Constituição Federal há um artigo que garante a liberdade de culto religioso. Isso significa que você pode exercer a religião que quiser. Inclusive exercer religião alguma, ser ateu. No entanto, isso não significa que o Brasil seja regido por leis "de Deus". A religião NÃO DEVE guiar as leis de nosso país.

Porém, contudo, todavia, o buraco é mais em baixo. Que os protestantes não me entendam mal, mas fato é que seus maiores representantes estão tentando garantir forças em todas as vertentes de comunicação e poder: em rádios, em TVs e na política. Que mal tem nisso, já que eles representam uma boa parcela de nossa população atual? Nenhum. DESDE QUE eles não tornem um Brasil um país xiita, intolerante e o pior: ignorante. (Vou pular a parte acadêmica, que diz, a grosso modo, que as massas, para serem manipuladas, precisam se manter irracionais. Se a massa começa a pensar e questionar, os líderes terão dificuldades em manter-se onde atualmente estão)



Em determinado momento da tal declaração do padre à Folha, ele diz o seguinte: "Existem princípios que regem a igreja e, se forem violados, há mobilização. Se um candidato for a favor do aborto, não só eu, mas também setores evangélicos, vão se mobilizar contra.". Vamos colocar grande, pra podermos enxergar: "Existem princípios que REGEM A IGREJA". Fim. Vai lá cagar regras pra sua igreja, você não manda no mundo, meu senhor. (Desculpe os modos, padre, gosto muito do senhor)

Voltemos à ministra. Segundo dados da Saúde, o aborto clandestino é a 4ª maior razão de morte materna no Brasil. Temos, então, um problema de Saúde Pública. Pode-se evitar? Sim. Pode-se entregar para a adoção? Sim. Pulemos isso também. Abortar é cometer um assassinato? Não sei. A meu ver, uma criança não nasce sem a vontade da mãe e só tem vida propriamente dita depois que nasce. Até lá, ela é apenas um feto dentro da barriga de alguém. É amado, sente coisas e tudo o mais? Sim. Mas não está viiiivo, vivo... Mas esta é, como posso dizer, a MINHA opinião.



O que a ministra me parece defender é a vontade da mulher sob o seu próprio corpo. Ela pode querer transar e pode querer engravidar. E pode querer não ter um filho. CASO a pessoa seja religiosa, ela mesma excluirá a hipótese de fazer um aborto. Não precisa ter uma lei que te obrigue a fazer o que Deus quer. Aqui não é o Afeganistão. No Brasil, você ESCOLHE no que quer crer. E se eu tivesse um tumor e escolhesse não tirá-lo do meu corpo? "Ah, mas aí vc vai morrer". Beleza, meu corpo, minha morte, minha escolha. O que diz respeito ao meu corpo é meu e as decisões sobre ele dizem respeito a MIM.

Eu não sou a favor do aborto. E provavelmente descartaria fazer um justamente por acreditar em um mundo espiritual, com sérias consequências sobre isso.

Mas não é possível deixar que milhares/milhões de mulheres morram em mesas de cozinha (abortos clandestinos são a 4ª maior causa de morte materna), operadas por curandeiros e charlatões, ao se submeterem a um procedimento clandestino, ilegal. Isso é que não é humano. Se Jesus encontrasse essa mulher morrendo, ele a ajudaria ou deixaria que ela morresse? ReflitÃO.
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