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11 de jun de 2011

Minha nostalgia chama Hugo


Daí que dias atrás tive um lapso de memória infantil, ali por volta dos 10 ou 11 anos (oe, na minha época nessa idade a gente era criança). Eu ia pra escola pela manhã, voltava pra casa, fazia as tarefas rapidão só pra garantir que eu pudesse assistir ao meu programa preferido: HUGO Mania. Passava na CNT/Gazeta, às 18 horas, e competia com Malhação - que você não sabe, amigo, mas já foi bom um dia, quando tinha Dado e Júlia e não tinha escola, era academia. Fique fula da vida porque NINGUÉM do meu convívio conseguiu lembrar do duende danadinho.

Pois bem. O programa funcionava da seguinte maneira: a criançada ligava adoidado pro número e eles sorteavam uma ligação. Daí o caboclo jogava videogame pelas teclas do telefone, assistindo na tv. Foda é que rolava um delay no tempo que a imagem chegava e aí o carinha apertava a tecla do telefone e já era tarde: ele já tinha caído no precipício, batido na árvore ou sido esmagado por uma pedra. 

Eu nunca na vida participei, porque tinha que ligar pra SP e se minha mãe visse isso na conta do telefone ela me mataria. Mas eu brincava mesmo assim. Colocava o telefone no colo e ficava fingindo que era eu quem dava as ordens pro Hugo, um duende que precisava vencer obstáculos pra salvar a família de uma bruxa má. O mais legal de tudo O segundo mais legal de tudo é que se o jogador conseguisse libertar a família, no caso, vencer, ele ganhava brindes: era um kit de coisas do Hugo, tipo camiseta, adesivo e chaveiro. 


O mais legal de tudo (agora, sim!) eram as frases que o Hugo falava. Ele tinha uma voz fina e meio fanha e dizia assim:
- Não desanima, que a vida termina!
- Não tem chororô, este jogo acabou!
- Se liga! É a última vida!
- Errei a mira, parei na China! (tin-din-din-dindin musiquinha chinesa) hahahaha
- Obrigado, caí sentado!
- Que dia lindão pra passear de balão!

O que eu descobri procurando por essa dádiva dos meus tempos de criança é que o Hugo é um jogo antigo e tosco de videogame. Dizem por aí que é até possível encontrá-lo para versões Play II, Xbox, Gameboy e óóóó: joguinhos para celular. Cadê, gente? Já quero. A ideia de levar o game "simprão" dos anos 90 para as telinhas da tevê (ai, que velha eu sou!) foi de uma produtora dinamarquesa. Dizem as más línguas que o programa também fez sucesso em Portugal, quando passava na RTP1 (éééérrr têpê ummmm! - piada interna para osx amigosx purtuguêsesx).

Aí eu falei, falei, falei e você continua sem fazer ideia de quem seja o sujeitinho Hugo. Vai, é a última tentativa! Alguém fez a coisa linda de postar no Youtube (ai, a internet, essa maravilha...). Assiste aí e me diz o que achou!

Dia dos namorados (quando um deles é jornalista)

Não que alguém realmente entre aqui pra ler esse blog, mas eu sempre tenho uma vergonhinha quando passo tanto tempo sem postar. Mas vi uma coisinha fofa e quis compartilhar. Sabem como é, dia dos namorados chegando, eu solteira e tal. Acho paia. Mas se você aí um dia pensou em namorar um(a) jornalista, precisa estar ciente desta lista aqui, ó:



Amar um jornalista é...

Não se importar em passar o Natal sem ele(a), o carnaval sem ele(a), o aniversário sem ele(a).

Ficar acordada(o) até as cinco esperando ele(a) chegar do pescoção.

Empurrar o carro velho dele(a) que sempre quebra de madrugada.

Suportar os amigos dele(a) que não param de falar de jornalismo na mesa do bar.

Tolerar as reclamações de salário ruim, pauta ruim, editor ruim.

Acompanhá-lo(a) em trabalhos free lance no sábado à noite ou domingo bem cedo.

Ler as matérias horríveis dele(a) e dizer que ficaram ótimas.

Achar graça quando ele(a) interrompe a transa para atender o pauteiro no celular.

Ouvir as histórias fantásticas da carreira dele(a) quando vocês dois ficarem velhinhos sem dizer “querido(a), você já contou isso um milhão de vezes”.

*** Roubado na cara-de-pau do blog Desilusões perdidas.
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