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18 de dez de 2011

Porque assisto Chegadas e Partidas


Não sei como nem por que comecei a assistir Chegadas e Partidas, da GNT. Não tenho TV a cabo e não assisto TV. Alguém deve ter comentado e tudo o que sei é que eu passei a acompanhar pelo Youtube.

A cada vez que eu passo 20 minutos na frente desse computador ouvindo as histórias garimpadas por Astrid Fontenelle no aeroporto de Guarulhos, lá se vão 20 minutos de desidratação. Eu não choro. Eu derreto.

Eu me lembro como se fosse hoje do dia que passei nesse mesmíssimo aeroporto, numa já longíqua data: 10 de setembro de 2006. Lembro que para mim foi o dia mais intenso da minha vida. Era a realização do meu sonho de estudar fora do País, de viver sozinha fora de casa, de desbravar lugares, conhecer uma cultura diferente. Ao mesmo tempo, era o dia mais triste da minha vida, o dia em que eu deixava a mãe, o namorado e uma vida para trás. Não me lembro de ter chorado tanto quanto chorei neste dia.

Lembro que neste dia eu almocei no McDonald's e que meus amigos e eu ficamos jogando cartas pra ver se passava o tempo e se a gente conseguia se desligar das coisas que tínhamos deixado para trás em busca de coisas novas. Não conseguimos. Cada um de nós foi atrás de uma lan house pra tentar contato com aqueles que haviam ficado em Goiânia. Nosso voo para Madri só partiria às 23h30.

Fico imaginando o que aquela Marla, de 20 anos, e que havia acabado de deixar para trás o mais intenso amor de sua vida, teria dito para uma possível Astrid em busca de uma história para preencher um programa de pouco mais de 20 minutos. Não há resposta.

Acho que só quem já passou por essa dor da despedida em um aeroporto é capaz de assistir a Chegadas e Partidas com a devida sensibilidade. Como eu disse, a cada vez que vejo, não choro, derreto. É como se eu conseguisse viver a dor de cada uma daquelas pessoas. Mas é uma dor boa, uma dor que só existe porque alguém gosta de alguém. De verdade.

2 de dez de 2011

Eu sou muito moderna......................... NOT!


Daí que nessa semana surgiu a oportunidade de eu inserir na conversa do botequim um fato que me intriga desde que fiquei solteira - lá se vão dois anos. Vocês precisam ficar informados de que eu namorei dos 18 aos 24 anos, então, bem... Eu perdi um bocado da minha juventude sem saber das novidades do mundo da paquera (ai, como eu sou brega!).

Quando eu era adolescente lá em Barbacena, rs, a gente queria ficar a noite inteira com um carinha só. Pelo menos eu era assim, sabe? E o carinha beijava na nossa boca e sumia no mundo atrás de outra boca pra beijar. #foreveralone

Agora corta pra 2011 e a pessoa que quer beijar o carinha e sumir no mundo agora sou eu. Tipo, beijou, beijou. Agora chega, meu senhor, que eu vim aqui foi pra dançar. E eu JU-RAN-DO que era a gata moderna da buatchy. ryzos. Enquanto isso o carinha fica te rondando, te querendo, colocando a mão na sua cintura e você já está a ponto de desenhar que não quer mais beijar esse senhor. (Nota importante da autora: senhor é modo de dizer, porque eu gosto mesmo é dos tchutchucos - vulgo fetos)

E tá aí um negócio que sempre me intrigou: mas esses xóvens não deviam ir atrás de outras moçoilas, gente? O mundo mudou tanto assim? Não é possível que eu sou a mais gata das galáxias que o cara só tá de olho em mim.

E foi depois de eu contar tudo isso, sem saber MESMO a resposta, meu amigo resolveu a "charada" em quatro letras:

- S-E-X-O.

O quê? Mas hein????

- O cara tá te rondando, Marla, porque ele quer te levar pra casa, te botar no colo e te fazer mulher. Beijar é para os fracos.

12 de nov de 2011

Porque reclamar é viver


Pode ser só o cansaço natural desta merda que chamamos cotidiano. Mas pode ser também real a minha preguiça deste mundo. Sério. É tanta preguiça desse monte de coisas que eu acho erradas, que tenho preguiça até de argumentar. Tanta preguiça que precisei vir ao blog pra ver se me animo a reclamar. Toco preguiça de reclamar. Avaliem.

Pra começar, vcs precisam escrever menos poemas, menos poesias, menos contos e mais livros de romance e aventura. Sério. Sabe, assim, um livro inteiro que fale de uma coisa? Então, isso é o que eu chamo de um livro. Conta uma história, gente. Não fica pensando na pedra no meio do caminho, não. Pufavô.

Usem as setas do carro. Sabe aquele aparelhinho do lado do volante que vc empurra pra baixo ou pra cima direcionando o lado para o qual você vai virar a seguir? Então. Tá lá pra ser usado. Sabe, parece que não, mas é importante pra caralho. E eu teria uma melhor expectativa de vida se vocês pudessem adotar o hábito.

Guardem algumas piadas. Sabe você, engraçadinho que faz piada de tudo e de todos o TEMPO TODO? Então, deixa eu te contar: você não é engraçado. Você é um mala que a gente suporta por piedade. É horrível sentir dó e piedade, então, por favor, poupem-nos desse sentimento.

Assessor que liga no horário do fechamento reclamando de não ter saído a matéria no dia. Não precisa nem mandar mais nenhum release. #ficaadica E o pior, diz "sei que você está no fechamento, então vou falar rapidinho e bla bla bla" e fica 5 minutos na porra do telefone. Olha, você não sabe o que eu sou capaz de fazer em 5 minutos.

Aí você presta um serviço pra mim, como frila, e usa a porra do email que seria pra falar de trabalho pra me mandar .pps, .wmv, .mp3 e .jpg de coisinhas engraçadas. Porque você se acha no direito de entupir a minha santa caixa de entrada com merda. Segredo: meu dia não ficou mais feliz, hein?


Filmes de terror. Quando foi que eles voltaram a fazer sucesso? Nos anos 90, ok. Mas em 2011? Sério? Sérião? Por que tem que ser tão impossível encontrar um único filme que preste no cinema pra me fazer me sentir tentada de colocar uma roupa e dirigir até o shopping mais próximo?

Acho até meio sacana reclamar da internet. Mas veja bem: das duas únicas diversões da sua vida, uma é assistir a seriados. E você espera pra que chegue o dia da semana em que eles são exibidos nos Estados Unidos. E você até espera 1 dia ou 2 pra poder baixar o episódio legendado, mas aí vem a porra da internet foda que você contratou que se acha no direito de usar apenas 10% da velocidade e tá tudo bem. Anatel, sério, tem que ver issaê. Tipo, urgente.

Erros de português gravíssimos. Não os normais. Os gravíssimos. Tipo escrever: João, fugiu ontem do matagal. Ou ainda usar crase na frente de substantivos masculinos. Tarefa tão impossível, que nem consegui imaginar um exemplo. Mas acontece todos os dias. Parece uma praga. Sabe, não custa nada. É a língua do seu País. Sei lá, vai ler Paulo Coelho: é fácil e ele escreve corretamente, pelo menos. E minha expectativa de vida também subiria.

Cópia oculta de email. Coisa simples, sabe? Todo email que se preze tem. E seu email não fica exposto pra milhares de pessoas se sentirem no direito de te enviar tudo o que escreve/viu na internet. Sabe o botãozinho CCO? Usem, pelamordedeus.

Homens, pufavô. Pufavô, não puxem papo pra emendar suas aventuras na cama. Se elas não forem comigo, meu senhor, eu não quero saber. Guarde pra você. Mesmo porque eu vou ficar com nojinho e não, não vou beijar na sua boca.

Homens magros e bonitos por natureza que resolvem usar camisa social com all star. Pelamordedeus: não namorem ou sejam casados. Vocês me matam do coração. Expectativa de vida, ok?

6 de set de 2011

Jornalismo canalha


Esse filho da mãe não me liga, não me dá bola, faz que não tá nem aí pra mim, mas eu arrasto um caminhão por causa dele.

Ele é lindo, sexy, charmoso e perigosamente sedutor, mas é um aproveitador e não me dá nem um centavo.

Ele me dá muito tesão - ainda! - mas não posso dizer que ele me satisfaça.

Ele me proporciona viagens bacanas, jantares caros e baladas da moda, mas custa pagar uma conta de luz e de telefone.

Eu vivo reclamando e quero que ele suma da minha vida, desapareça de vez, mas em menos de uma semana eu já estou morrendo de saudade e pedindo desesperadamente para voltar.

Eu quero seguir em frente na minha vida, mas essa paixão arrebatadora sempre me puxa para perto dele, para perto da loucura, para perto do mais absoluto caos. E o pior: eu gosto.

Ele me segura até tarde quando eu estou completamente exausta, mas eu olho pra ele e me sinto necessária, gostosa, absoluta, poderosa, responsável pelo que ele se tornou.

Eu reclamo, reclamo e reclamo, mas no fundo, no fundo, eu só quero que ele me trate bem, esse jornalismo canalha por quem eu sou tão apaixonada.

20 de ago de 2011

Um ode às mães paulistanas

Tá, não sei fazer ode. É só um texto mesmo.

É que como vcs sabem, eu cobri férias do meu editor em julho, então nada mais justo que eu mesma tirasse férias na primeira quinzena de agosto. Eu nem ia pra lugar algum, mas pintou uma viagem pela empresa e eu resolvi dar uma esticada em São Paulo e dar uma chance para essa cidade cinza que não me curte - e cuja recíproca era verdadeira.

São Paulo cagou no primeiro dia. Tava cinza, frio e - quase - tudo deu errado. Mas aí a culpa não era beeem da cidade, mas sim da desorganização do evento. Não vou me alongar sobre essa parte, mas mais uma vez fica a dica: não é bom desagradar a imprensa que você convida para cobrir o seu evento. Sou friend?

Quando o evento acabou eu fui parar na Pousada dos Franceses, onde estava aquela linda da Maria Eugênia, que resolveu chamar São Paulo de sua. Gostei muito da pousada, da galera que fica na pousada, dos atendentes da pousada - que deixaram a gente usar a cozinha quando não podia numa madrugada fria de muita fome. Nota importante: a pousada NÃO é assim tão perto da Paulista, hein? Mas uns três dias depois eu já tinha me acostumado com o percurso de 20 minutos...

Apesar de Maria Eugênia e Caroll estarem desesperadas para encontrar um apê, elas conseguiram um espacinho na agenda para saírem comigo, essas fofas. E eu também aprendi a andar em São Paulo, pq, néééé, achar apartamento perto da Paulista tá difícil, minha gente. Muito difícil. Mas eu gostei de andar na Paulista de ponta a ponta. Por quê? Hahahahahaha

Porque é a avenida com o maior índice de homens bonitos por metro quadrado deste Brasil. As mulheres bonitas estão em Goiânia, mas os homens bonitos... olha... esses estão em São Paulo. E parece que estão TODOS lá. Não se dispersaram. Eu ia andando e eles iam e vinham, em minha direção, passavam por mim em câmera lenta, com o cabelo ao vento, cheirosos e oeeeeee de terno. Eu queria passar mais uns 20 dias andando na Paulista. Não precisava nem pegar ninguém, só de olhar já tava bom. VER gente bonita é bom, gente. Dá pra ter esperança nessa vida. Quanto a isso eu só tenho uma coisa a dizer: as mães paulistanas estão de parabéns.

Nós e o Sol na Paulista, essa linda

E eu fiz uma amiga bebendo champagne na Bella Paulista, fiz uma amiga no hostel e fiz um amigo na Pinacoteca. Se tudo der certo, Caroll e Marô vão morar em cima de um puteiro na Augusta e ter gogo boys como vizinhos. E eu não vejo a hora de voltar. Para fazer mais amigos e para ir a mais museus (só fui ao Masp, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca e Estação Pinacoteca). Mas, principalmente, para dar muitas outras gargalhadas nessa cidade que me acolheu e fez sair o sol pra me dar bom humor. Tô apaixonada? São Paulo, sua LINDA!!

4 de ago de 2011

Tá bom, tá bom.

Tenho pra mim que O Blog da Lista (se você ainda não leu, tá perdendo) anda lendo o meu blog e leu esse post aqui. Porque eles postaram aqui uns vídeos com a dica "Quer se inspirar ou acreditar que amor de filme realmente existe?"

E aí você, que me conhece, vai dizer: ha! fácil! Com todo esse british accent até eu te convenço a casar comigo. Tá bom, Mr. Darcy. Mas o carinha de New York também me convenceria fácil. E sim, eu chorei. Discretamente.


Porque Duda Rangel é rei

Repórter de cultura??
Eu sei. Esta já é a segunda vez que vou copiar na cara dura na íntegra um post do Desilusões Perdidas. Mas é que o Duda Rangel é muito bom e super me identifico. É muito difícil fazer uma pessoa entender porque não consigo largar o tal do jornalismo, mesmo com todos os contras que isso implica. É paixão, sabe? Dessas que te fazem rastejar na lama. Dessas que você xinga, se descabela, faz a louca. E depois vai pra cama e fica tudo bem. É tipo isso.

Daí que ele fez o Slogans publicitários aplicados ao jornalismo (com grifos meus). Se liga:

A primeira matéria [assinada] a gente nunca esquece. (Valisère)

Jornalista é fresquinho porque trabalha em Cultura? Ou trabalha em Cultura porque é fresquinho? (Tostines) [Tenho amigos na Cultura que juram-de-pé-junto que não são gays. Eu não confio. hehehehe]

Dúvida por quê? Plantão é sofrê [e acostume-se com isso.]. (Ypê)

Porque a pauta é agora [pra ontem, no caso]. (Visa)

QI. É melhor... ter. [deve ser bom ter, porque olhaaaa, dá certo que só vendo pra crer. nem com cachaça na encruzilhada tiram seu cargo] (Bradesco Seguros)

Existem razões para acreditar: os jornalistas fodidos são maioria [e você aí fazendo jornalismo se achando o smartão. ryzos]. (Coca-Cola)

Quem disse que não dá? Com carteirada dá! [dá mesmo!] (Fininvest)

Pescoção, lugar de gente infeliz [e com fome. e com sede de café]. (Pão de Açúcar)

O tempo passa, o tempo voa e a censura contra a imprensa continua numa boa. (Bamerindus)

A cerveja é a nossa energia [mesmo às segundas-feiras, seusmané! saúde!]. (Petrobras)

Faculdade de jornalismo: 1001 inutilidades [nem tantas, sherlock. nem tantas]. (Bombril)

Reclamo muito de tudo isso [tipo "todo dia". apanho, mas não denuncio. nem largo]. (McDonald´s)

Apaixonados por boca-livre, como todo jabazeiro [muuuuuuuuito apaixonados por jabá]. (Postos Ipiranga)

Existem empresas de comunicação que o dinheiro não compra. Para todas as outras existe a matéria paga. [tum-dum-tssssss] (MasterCard)

Johnnie Reporter, keep working. (Johnnie Walker)

24 de jul de 2011

Por uma nova categoria de filmes


Deem licença que estou amarga.
Porque acabei de assistir a um melodrama que era pra ser, na verdade, uma comédia.

Se tem uma coisa que ajuda o mundo a ser mais horrível do que já é são os tais filmes minimamente românticos. Será que todos os roteiristas do mundo são mulheres? Se não são, são homens muito filhos da puta. MUITO.

Desde as primeiras histórias do príncipe do cavalo branco o mundo vem judiando das mulheres. Porque todas as histórias fazem você acreditar que existem homens sensacionais, inteligentes, bem humorados, românticos e fiéis, minha gente. Fiéis. ryzos.

Daí que a gente cresce vendo essa babaquice e fica esperando o seu próprio príncipe do cavalo branco, pq, né, se tem tanto homem bom no mundo, por que só os canalhas batem à nossa porta? Daí você fica dispensando todos os mais ou menos porque, ó, deus, o príncipe deve ter se atrasado trocando a ferradura do cavalo branco.

E eu já tinha desistido de assistir qualquer filme minimamente melodramático pra não ficar com mais ódio do mundo. Mas tudo, meus senhores, tem um mínimo de melodrama MENTIROSO. É impossível assistir a qualquer filme hoje em dia. Estou revoltada, apesar de torcer sempre pelo final feliz. 

Eu quero poder ver um filme de ação e não chorar no final. Eu quero poder ver um filme de comédia e não chorar no final. Eu quero ver um filme de terror e não chorar no final. Estou pedindo muito? Pelo que parece, sim. 

Algum roteirista de bom coração poderia criar uma categoria nova de filmes, tipo... sei lá, homens em ação. E aí os atores interpretariam apenas esses papéis que vemos por aí, sabe? Homens infantis, babacas, ogros, veados, criados na base do leite com pera ou pela avó. Porque aí, AÍ tudo seria mais fácil. Porque você já se acostuma desde criança que homem é essa criatura tosca e fim. Não fica criando mil ilusões de um cara perfeito, pq oeeeeeee, ele não existe. Fim. A vida seria muito, mas muito mais simples.

Tô mal amada? Tô mal comida? Tô. 
Então me deixem em paz. E façam filmes sem melodrama em tudo.

p.s.: Meus melhores amigos são homens. Não estou falando de homens para serem amigos. Estou falando de homens com os quais deveríamos nos reproduzir. Sacou?

23 de jul de 2011

Miss Brasil 2011

Eu quero descer

Daí que agora eu tô fechando o jornal - for real - e só consigo sair depois da 1 da manhã da empresa. Empresa essa que investiu um pedaço do meu PPR (participação nos lucros) [REVOLTA-hahahaha] pra colocar umas luzinhas de LED na antena. E aí que ela brilha e me ajuda a passar o tempo quando tô lanchando ao ar livre e tal, mas, oeeee, é só uma luzinha que muda de cor. Gente da cidade grande tá acostumado a ver luzinha.

Veja bem, DA CIDADE GRANDE. E, oeeee, eu tô falando de Goiânia. 

Mas aííííí... sempre tem alguém pra me surpreender. Minha vida é feita de surpresas - boas e ruins. Vamos à história:

Estávamos eu e João (nome fictício) saindo do jornal e indo pro estacionamento à 1h20, aquele breu danado, a gente cansado pra caralho e com frio. Daí uma caminhonete branca passou na rua beeeeeeeeemmm devagarinho. E eu pensei que a gente fosse ser assaltado na frente da empresa. Mas aí o João percebeu que a pessoa sentada no banco do passageiro tava tirando fotos com um celular. Era a máfia? Não, não era a máfia. A história segue.

A caminhonete parou. DO LADO de onde ficam os latões de lixo da empresa. Motorista e passageira descem. Passageira sobe na caçamba da caminhonete branca. Faz pose. Motorista faz fotos. A moça queria aparecer com as luzes de LED coloridas ao fundo. Em fotos feitas com o celular. À 1h20 A.M.

Agora, por favor, alguém para o mundo que eu quero descer.

11 de jun de 2011

Minha nostalgia chama Hugo


Daí que dias atrás tive um lapso de memória infantil, ali por volta dos 10 ou 11 anos (oe, na minha época nessa idade a gente era criança). Eu ia pra escola pela manhã, voltava pra casa, fazia as tarefas rapidão só pra garantir que eu pudesse assistir ao meu programa preferido: HUGO Mania. Passava na CNT/Gazeta, às 18 horas, e competia com Malhação - que você não sabe, amigo, mas já foi bom um dia, quando tinha Dado e Júlia e não tinha escola, era academia. Fique fula da vida porque NINGUÉM do meu convívio conseguiu lembrar do duende danadinho.

Pois bem. O programa funcionava da seguinte maneira: a criançada ligava adoidado pro número e eles sorteavam uma ligação. Daí o caboclo jogava videogame pelas teclas do telefone, assistindo na tv. Foda é que rolava um delay no tempo que a imagem chegava e aí o carinha apertava a tecla do telefone e já era tarde: ele já tinha caído no precipício, batido na árvore ou sido esmagado por uma pedra. 

Eu nunca na vida participei, porque tinha que ligar pra SP e se minha mãe visse isso na conta do telefone ela me mataria. Mas eu brincava mesmo assim. Colocava o telefone no colo e ficava fingindo que era eu quem dava as ordens pro Hugo, um duende que precisava vencer obstáculos pra salvar a família de uma bruxa má. O mais legal de tudo O segundo mais legal de tudo é que se o jogador conseguisse libertar a família, no caso, vencer, ele ganhava brindes: era um kit de coisas do Hugo, tipo camiseta, adesivo e chaveiro. 


O mais legal de tudo (agora, sim!) eram as frases que o Hugo falava. Ele tinha uma voz fina e meio fanha e dizia assim:
- Não desanima, que a vida termina!
- Não tem chororô, este jogo acabou!
- Se liga! É a última vida!
- Errei a mira, parei na China! (tin-din-din-dindin musiquinha chinesa) hahahaha
- Obrigado, caí sentado!
- Que dia lindão pra passear de balão!

O que eu descobri procurando por essa dádiva dos meus tempos de criança é que o Hugo é um jogo antigo e tosco de videogame. Dizem por aí que é até possível encontrá-lo para versões Play II, Xbox, Gameboy e óóóó: joguinhos para celular. Cadê, gente? Já quero. A ideia de levar o game "simprão" dos anos 90 para as telinhas da tevê (ai, que velha eu sou!) foi de uma produtora dinamarquesa. Dizem as más línguas que o programa também fez sucesso em Portugal, quando passava na RTP1 (éééérrr têpê ummmm! - piada interna para osx amigosx purtuguêsesx).

Aí eu falei, falei, falei e você continua sem fazer ideia de quem seja o sujeitinho Hugo. Vai, é a última tentativa! Alguém fez a coisa linda de postar no Youtube (ai, a internet, essa maravilha...). Assiste aí e me diz o que achou!

Dia dos namorados (quando um deles é jornalista)

Não que alguém realmente entre aqui pra ler esse blog, mas eu sempre tenho uma vergonhinha quando passo tanto tempo sem postar. Mas vi uma coisinha fofa e quis compartilhar. Sabem como é, dia dos namorados chegando, eu solteira e tal. Acho paia. Mas se você aí um dia pensou em namorar um(a) jornalista, precisa estar ciente desta lista aqui, ó:



Amar um jornalista é...

Não se importar em passar o Natal sem ele(a), o carnaval sem ele(a), o aniversário sem ele(a).

Ficar acordada(o) até as cinco esperando ele(a) chegar do pescoção.

Empurrar o carro velho dele(a) que sempre quebra de madrugada.

Suportar os amigos dele(a) que não param de falar de jornalismo na mesa do bar.

Tolerar as reclamações de salário ruim, pauta ruim, editor ruim.

Acompanhá-lo(a) em trabalhos free lance no sábado à noite ou domingo bem cedo.

Ler as matérias horríveis dele(a) e dizer que ficaram ótimas.

Achar graça quando ele(a) interrompe a transa para atender o pauteiro no celular.

Ouvir as histórias fantásticas da carreira dele(a) quando vocês dois ficarem velhinhos sem dizer “querido(a), você já contou isso um milhão de vezes”.

*** Roubado na cara-de-pau do blog Desilusões perdidas.

28 de abr de 2011

Não tá fácil pra ninguém

Esse povo todo falando do casamento real, e da calvície precoce do príncipe William, e do jeito blasé de Kate Middleton, a quem eu honestamente chamarei de Lady Katy. Fico torcendo tanto pra na hora que acabar o casamento ela tirar a calcinha do rêgo, jogar o buquet no chão e gritar: "Agora isso aqui é tudo meeeeeeeu, esse castelo é meu, essa igreja é minha, esse príncipe é meu, essa rainha é minha, é tudo meeeeeeeeeuuuuu!". Tá. Tô vendo muito Zorra Total. Tá errado, Brasil.

Aí fica nêgo falando dos 5 milhões de libras que serão gastos no casamento dela. Tadinha, gente. Dianão gastou muito mais: 30 milhões. E o pior: teve que se submeter a teste de virgindade. Lady Katy tem que ficar bonitinha, caladinha, fazendo mesmo essa carinha de não-fede-nem-cheira.

Mas o que me assusta MESMO, minha gente, é que até agora ninguém - repito, ninguém - questionou se vale a pena ser princesa, ficar naquela bosta de família desestruturada que é a realeza, ser perseguida por paparazzis até dentro do banheiro quando você pode ter um filho com a cara do sogrão. 



É pra acabar.

17 de abr de 2011

A primeira - e última - vez que fui à Festa da Fantasia

Com meu vestidinho anos 50, ainda em casa

Mesmo sem nunca ter pisado os meus pezinhos na Festa da Fantasia, eu já sabia que jamais gostaria. Mas agora, com conhecimento de causa, eu posso ser mais contundente ao dizer o quanto eu odeio a festa mais badalada de Goiânia. Nem comecem a dizer o quanto eu sou mal amada por escrever esse post. Já sabemos que TODOS ama essa bosta. Mas vamos lá às minhas razões:

1. O convite é caro pra caralho. R$ 200 não tá fácil pra ninguém. Eu jamais pagaria qualquer valor parecido pra ir numa festa. Por isso que eu só fui quando rolou de ir de graça (ganhei dois convites).

2. Goiânia inteira parece estar dentro do Goiânia Arena. É desesperador ver tanta gente junta. Tanta gente ERRADA junta, principalmente.

3. Nêgo achando que tem que reaver os R$ 200 em cachaça. Amigo, não sabe beber, não beba. E te dizer que eu estava no camarote, quédizê, nem gente pseudo-ryca sabe beber whisky 8 anos. Tem que ver issaê, Braseeeeelll.

4. Homens que malharam o ano todo só pra ficar "inchadinho" e exibir uma "fantasia" de, sei lá, peladão. Quer mostrar o físico, amor? Vai pra praia. Isso sem contar os 2 ou 3 caras que vi fazendo flexões NO MEIO DA FESTA só pra ficar com o peitoral inchado. Sério, gente. Tenho nojinho. Vou nem falar da hora que eles já estão suados e ficam esbarrando na gente. ECAAAAAAAA.

5. Contei 34 médicos - 1 tinha jaleco de fisioterapeuta e eu descontei, humilhando, é claro -, 26 noivas e perdi as contas das fantasias de piriguetes, com oncinhas e afins. Inclua-se aí aqueles que vão de, sei lá, homens e mulheres das cavernas. Gente, vamos caprichar na originalidade? Grata.

6. Asas. Asas do inferno. Asas do inferno do caralho de asas da puta que te pariu. Minha filha, quer ser fada? Quer ser Sininho? Quer ser o  Cisne Negro? Quer ser o raio que a parta? Enfia essas asas no meio do olho do seu c*. Essa merda gruda no seu cabelo, gruda na sua roupa, te empurra pra lá e pra cá e tudo o que você quer é que todas voem pra muito, muito longe de você.

7. Música ruim. Ai, Leilah Moreno. Desconfia do cachê que vc tá ganhando e fica com vergonha de soltar um playback nos 3 showzinhos que vc deu em 3 diferentes ambientes da festa. Eu sou triplamente azarada e ouvi praticamente tudo 3 vezes. No tudo vc inclui aí umas 5 músicas só. Da Rihana, da Beyoncé, da Lady Gaga, da Alicia Keys e do Jay-Z. Ok? Ok.

8. Mais música ruim. Se no camarote só tocava música eletrônica, na pista e dentro da arena só tocava funk. Quédizê, rico ouve house e pobre ouve funk. Aonde esse mundo vai parar? Bem aí nessa hora me deu uma saudade imensa de ouvir o playback da Leilah Moreno. Só digo isso.

9. Gente dando PT às 2 da manhã. Ô, minha flor, qual o nível de sangue no seu álcool? Garotão, o que é que você tá bebendo? Álcool 75%? Ai, sério. Não tenho saco pra gente bêbada. Vamos aprender com a titia Marla que deu PT quando tinha 20 aninhos. Bebeu um copinho da água que passarinho não bebe? Então agora bebe um de água purinha, purinha. Hidrata esse corpinho que deus te deu, que você mantém a R$ 300 por mês na Athletics e que quer desfilar num traje minúsculo na festa da fantasia.

10. Nêgo com as abordagens mais erradas EVER. Meu filho, pegar pela cintura, perguntar o meu nome e tentar enfiar essa língua na minha boca não faz de você um Don Juan. Faz de você um babaca completo nível 10. Contei, sei lá, uns sete atentados contra a minha pessoa desta exata maneira. Isso porque eu estava acompanhada de um amigo. Quédizé, imagina se eu estivesse só com as amegas?

11. Enquanto as fantasias do camarote estavam bonitas, as da pista estavam uó. O que nêgo investiu em convite pra entrar, descontou do material usado pra fabricar a roupitcha. Não sei nem como dormi à noite depois de tanta aberração.

12. Falta de comunicação entre os organizadores e fiscais da festa. Quando cheguei, a mina colocou no meu braço uma pulseira preta, escrita IMPRENSA, e disse que eu teria acesso a todo e qualquer lugar dentro da festa. Ok? Ok. Daí saí do camarote e fui pra pista. Quando voltei pro camarote, o que acontece? O fiscal impede a minha entrada e diz que minha pulseira não vale nada. "Amigo, é imprensa, a gente tem acesso a tudo aqui dentro". Sem a pulseira amarela do camarote, não entra - ele me disse, de uma forma grosseira e quase me expulsando do local. Não vou nem citar quantas vezes eu tentei explicar amigavelmente o que estava acontecendo pra ele me dizer quase me xingando que eu não ia entrar e pronto. Ele sequer aceitou se dar ao trabalho de ligar pra algum superior. Resultado? Tive que sair da festa e buscar novamente o mesmo portão pelo qual eu tinha entrado pela primeira vez para tentar voltar ao camarote. Encontrei a mesma mina e expliquei a situação. Ela se desculpou imensamente e nos deu as pulseiras amarelas. Mas olha, DESAGRADAR A IMPRENSA QUE VOCÊ CONVIDOU PRA FESTA NÃO É BOM NEGÓCIO, NÃO, VIU?

13. Pra ter um nível de comparação. Na festa de aniversário do PH, na casa dele, eu cheguei às 21h e fui embora às 7h30 só a casca do ovo. Suada, destrambelhada e com o corpo todo dolorido de tanto dançar. Na festa da fantasia eu cheguei à meia-noite, queria muito ir embora às 2h e dei fim na palhaçada às 5 da manhã, em consideração ao amigo que eu tinha levado. Nessa hora eu nem tinha suado ainda, quase não dancei e meu cabelo estava preso pra valer - mas já tinha perdido os cachos. Quédizê, faça as contas da diversão.

Nós e os sandubas Burger King: ponto alto da festa

Agora as coisas boas, vá:

1. A companhia do Negão, que é sempre divertida.

2. Palmas para o casal Simpson, Homer e Margie, que deram um baile no quesito fantasia e foram - de muito longe - os mais originais de todos os ambientes da festa.

3. A comida e a bebida. Tudo quentinho ou geladinho, do jeito que deve ser. Gostoso e bem servido, sem mimimi. Ponto alto: sandubão do Burger King e torta gelada, também do Burger King. Tinha uns restaurante lá, mas enfim, quis não.

Agora pesem aí os prós e os contras e façam as suas apostas para quando eu alguma vez na minha vida voltarei a esta maldita festa.

5 de abr de 2011

O Twitter no Jornalismo


O tal microblog me conquistou ali no finalzinho de 2008, início de 2009, quando tive que me acostumar com a ferramenta para postar matérias do Vestibular Brasil Escola, quando eu lá trabalhava. De lá para cá, o vício só piorou. Mesmo porque muita gente boa passou a utilizá-lo, evidenciando que a plataforma não tinha nada de complicada.

Pois bem. O Twitter virou fonte de notícias para jornalistas e era óbvio que todos nós ficaríamos um tanto dependentes do microblog. O problema é que agora as empresas têm percebido o quanto as pérolas de 140 caracteres podem dizer sobre si, por meio ou não de seus funcionários. E jornalista é aquela coisa, né? Você assinou a reportagem, alguém te reconheceu pelo nome... pronto! "Sub-celebridade". E da noite para o dia vários milhares de novos followers.

Essa semana dois jornalistas foram demitidos - um da Folha de S. Paulo e outra do Agora - por expressarem opiniões que, a meu ver, não tinham nada de novidade. Eis o diálogo, assim como foi publicado na coluna da Ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer:

Repórter da Folha: "Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão."
Repórter do Agora: "Mas na Folha.com nada ainda... esqueceram de apertar o botão. rs" (risos)
Repórter da Folha: "Ah sim, a melhor orientação ever. O último a dar qualquer morte. É o preço por um erro gravíssimo."





O repórter da Folha é Alec Duarte (@alecduarte) e a repórter do Agora é Carol Rocha (@CarolinaRocha). Vamos aos fatos. Quem é que hoje, nesse mundo, ainda não sabe que os obituários de todas as personalidades de grande relevância já estão prontos? Não fique dodói, amigo. A gracinha da Hebe, o Oscar Niemeyer, o Sarney e até mesmo Boris Casoy já devem ter lá numa gaveta de todos os jornais um obituário prontinho, apenas com espaços para "morreu em __/__/__".

E outra: quem é que não se lembra mais da Folha dando "em primeira mão" - e erroneamente - que o senador Romeu Tuma havia falecido? Eles reconheceram o erro, mas o assunto virou tabu dentro da empresa. Pergunto eu: o diálogo dos dois jornalistas era motivo suficiente para a demissão de ambos? Tenho cá as minhas dúvidas. 

A verdade é que eles não foram os primeiros (lembram do fotógrafo que foi demitido por dizer no Twitter ""Enquanto os porcos não se decidem poderiam mandar mais lanchinhos e refrigerante para a imprensa que assiste ao jogo do Timão na sala de imprensa"?) e nem serão os últimos. Convoco todos para o debate. E quem quiser ler mais, vai aqui o link do blog da Carol Rocha sobre o episódio: http://veneno-antimonotonia.blogspot.com/2011/04/agora-sim-prontofalei.html

20 de mar de 2011

O tempo quase acabou


Neste post aqui eu me perguntei quanto tempo duraria meu amor pelo jornalismo a ponto de abdicar de tantas coisas que também são importantes para mim. Esse ainda não é o meu "cansei", mas confesso que caminhei um passo bem longo pra esse rumo.

Hoje encontrei um dos meus melhores amigos de todos os tempos, que também está sofrendo desse mal. O mal da falta de expectativa na profissão. Só que ele sofre em relação à Biomedicina. Com a diferença que seu sonho é conseguir estudar Medicina. E eu sempre sonhei em fazer Jornalismo mesmo. Quédizê, ele ainda tem chance, eu não. Ele me perguntou: você quer fazer outro curso? E eu: Sim. Ele retrucou: Qual? E aí fez-se um silêncio sepulcral, porque eu não faço ideia e não me vejo fazendo nenhuma outra coisa. Queria tanto ser inteligente, saber fazer contas e ser engenheira...

Que fique claro que eu tenho prazer em fazer o que eu faço, mas neste momento da minha vida eu tenho outras vontades, outros desejos, outras pretensões que o Jornalismo não vai me ajudar a alcançar. Vai soar banal e simplório, mas o que eu quero é uma família. Comprar um carro, uma casa e ter meus três filhinhos. Como eu sou uma pessoa moderna, já não sonho com o príncipe encantado, logo, meus filhos de produção independente só vão poder contar comigo mesmo.

Peço desculpas se eu ofender alguém que ganha o mesmo que eu ganho. Mas não dá pra colocar gente no mundo ganhando o que eu ganho. E não é um problema da empresa onde eu trabalho. É um problema generalizado no mundo das redações. O trabalho é muito e o salário é pouco. Em qualquer lugar. Em Goiânia, em São Paulo, no Rio de Janeiro. E eu começo a me questionar o que vou ter que fazer para aumentar essa renda. 

Bruna Surfistinha tem a dica????? "Só seis meses, depois eu paro". Vai que..., né?

1 de mar de 2011

Férias no RJ, dias 9 a 12

Acho até meio sem sentido postar meus derradeiros dias no Rio de Janeiro já estando de volta a Goiânia, mas não queria que vocês perdessem a série. Embora muita coisa tenha se perdido, porque é claro que eu não vou lembrar de detalhes nem nada porque já perdi o encanto do "tô de férias", já que daqui a algumas horinhas eu volto pro batente. Vou deixar as fotos falarem por si, pode ser?

No dia 9, uma quinta-feira, Nay e eu passamos a tarde toda no Jardim Botânico. Tenho certeza de que eu morri e fui para o Nosso Lar, porque, sério, dá uma olhada nas fotos e acredite que possa existir um lugar mais lindo que esse. Tô para acreditar.







Na sexta, dia 25 de fevereiro, foi institucionalizado o dia da preguiça. Primeiro que a Nay ficou dodói e segundo que o calorão só faz a gente querer ficar debaixo do ventilador/ar condicionado. Passeio mesmo só no sábado, quando fomos para Petrópolis. Só deu tempo de conhecer a Catedral de São Pedro de Alcântara e o Museu Imperial. Coisa mais linda de Deus esse museu. Se eu pudesse escolher um lugar para morar, seria bem ali, viu? Saca só o "exterior" da house. É óbvio que não podia fotografar lá dentro. =(







No domingo, meu último dia oficial de passeios, tomamos café da manhã no Parque Lage. Ai, gente, sério. Queria que meu desjejum fosse daquele modelo todos os dias. Tive que fazer um cronograma pra dar conta de toda a comida que veio na bandeja. Super café por R$ 25. Achei bão. E fora que o lugar é lindamente lindo, embora a gente tenha tido o azar de ir pra lá justo no dia do Bloco do Suvaco de Cristo, o que fez com que fechassem o Parque Lage para visitação. Só podia ir tomar o café. Pelo menos isso, né? Imagina se a gente anda tudo aquilo no solzão de 36º na sombra e, mortos de fome, descobre que não ia poder comer ali? rs





Depois do café/almoço, despencamos pro Odeon pra assistir Bruna Surfistinha. Eu só tenho uma coisa a dizer: filme podrão. A mensagem é a seguinte: se quiser se prostituir, ok, apenas não use drogas. o.Õ No super fim da noite, meu amigo João Camargo Neto me fez a grande surpresa de me convidar pra dar um rolê e escolhemos a Lapa pq, né? eu sou preguiçosa e não queria ir pra zona sul. rs. Foi ótimo! Ficamos no Bar da Boa, tomando uma Boa e dançando uma ótima. E vcs não vão acreditar!!! Dispensamos o show de Pepê e Neném que tava rolando ali no bar ao lado. Gente fina é outra coisa, prefere ouvir o samba.

Pra finalizar bem finalizadão (gente do céu, que preguiça infinita de escrever é essa?), só me falta agradecer aos meus amigos que tiveram paciência suficiente pra me suportar por todos esses dias, invadindo o seu lar. Queridos Nay e Pedro, a companhia de vocês é sempre impagável. Tomara que o Pedro vá logo trabalhar numa "filial" da Petrobras em... sei lá... Paris? pra eu poder visitá-los de novo! =D

Para continuar lendo:

- Férias no RJ, dias 1 e 2
- Férias no RJ, dias 3 e 4
- Férias no RJ, dias 5 e 6
- Férias no RJ, dias 7 e 8
- Férias no RJ, dias 9 a 12

25 de fev de 2011

Férias no RJ, dias 7 e 8

Entrada da Biblioteca Nacional
No dia 22, terça-feira, foi aniversário do Pedro. Mas, antes que ele voltasse do trabalho e pudéssemos comemorar, eu e Nay fomos terminar de fazer o tour pelo centro. Pra você ver que um dia só foi impossível. E tem gente que passa 15 dias no RJ indo pra praia. Santa ignorância.

Pois bem. A princípio fomos para a Biblioteca Nacional. Dessa vez fomos espertas e agendamos a visista guiada por telefone com antecedência. Elas são às 11h, às 13h e às 15h. Pegamos a última. A estagiária que nos mostra a biblioteca fala tudo tão ensaiadinho que chega a ser engraçado. E sempre que ela termina alguma frase, solta um "vamos conhecer?". Parece muito aquelas guias virtuais, do tipo "clique aqui". Ponto em desfavor: não pode levar máquina fotográfica. Olha, tudo que não pode ser fotografado é muito chato.

Detalhe da escadaria principal da biblioteca
Mas em compensação, tudo é tão lindo, tão lindo. Espero que minha memória não me traia tão cedo e eu me esqueça do quanto aquele lugar é lindo. E importante. Se tem uma coisa da qual eu posso me orgulhar dos portugueses é que eles gostavam muito de literatura e artes. A biblioteca já existe há mais de 200 anos. O prédio que conhecemos é o central, mas são tantos títulos que é impossível guardá-los todos lá e, pelo que entendi, existem outros 2 ou 3 prédios da biblioteca. Só para se ter uma ideia, 150 títulos chegam diariamente ao lugar por conta da lei do depósito legal, que obriga todas as editoras a enviarem pelo menos um exemplar de cada livro publicado no País.

Lá estão ainda o menor livro do mundo, que é do tamanho da unha do dedo mindinho, contendo a oração do Pai Nosso em várias línguas, a primeira bíblia do mundo publicada e outros raríssimos exemplares de manuscritos e livros preciosos. O lugar é espetacular, absolutamente preocupado com detalhes de conservação e cuidados. Sabe quando vc vê que o trabalho que está sendo feito ali é muito sério? Pois é. Fiquei morrendo de vontade de trabalhar ali só para poder ter acesso a essas preciosidades. Quem sabe?

Escadaria principal do Museu de Belas Artes
Depois de uma hora andando pelas salas da biblioteca, o passeio terminou. Seguimos, então, para o Museu de Belas Artes. Os 5 reais mais bem gastos de toda a minha vida. Se em vários museus a gente sofre por não poder fotografar, nesse os guardas faltam pedir para que fotografemos. Eles viram minha máquina na mão e disseram: fique à vontade para fotografar. Faltaram se oferecer para tirar as fotos. rs

"Batalha do  Avaí"
Sério que esse é o lugar mais incrível que já visitei em termos de museum. O passeio começou por pinturas de Debret e a cada sala que visitávamos elas ficavam mais contemporâneas. Além de quadros, esculturas, estátuas e objetos estavam espalhados pelo local. O maior quadro do mundo está lá. Batalha do Avaí. É tão grande, tem tanta informação, que é impossível dar apenas uma olhadinha. A gente senta e contempla.

"Navio negreiro", Di Cavalcanti
Mais pra frente obras de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral. Rascunhos, esboços, traços. Tudo tão precioso. Tudo aquilo que lemos nos livros de história estava ali, ao meu lado, fazendo a história re-acontecer bem em frente aos meus olhos. Tô meio romântica para escrever sobre o museu, mas eu fiquei muito encantada. 

Na arte contemporânea, só gostei desses trabalhos
Em outra sala chega a arte contemporânea e aquele nosso ar de insatisfação que rolou no MAC em Niterói. "Isso aí eu sei fazer também". Aí a gente passou rapidamente, sem contemplar nada (rs) e seguiu para as alas de estátuas gregas. O engraçado é que o museu é muito grande, mas todas as portas parecem iguais e você acha que já terminou, mas os guardinhas estão atentos (e extremamente educados!!!) e não deixam você partir antes que vejam a sua cara de muito cansada. A gente descia uma escada quando um deles nos alertou que ainda não tínhamos visto as estátuas gregas ou o andar de arte contemporânea. Muito legal.

Uma das alas de estátuas gregas
Além das "estaltas", uma exposição de cheiros. Pois é. Cheiros. É uma sala em que você se sente em determinado ambiente. Ai, vai ser difícil explicar. Daí tem sons. Um deles, por exemplo, é do fundo do mar. Uma paz indescritível, com poucas luzes. Nos cantos, um dispositivo. Você aciona o botão e ele dispara cheiros. Um era de terra molhada, outro de água salgada. E outros, que a memória já falhou e eu já esqueci. E um guardinha super simpático, que pediu encarecidamente para que assinássemos o livro de visitantes antes de nos despedirmos do local. Incrível como educação é uma coisa que faz tanta diferença. Tinha que ser "obrigação", mas a gente ainda se assusta quando é tratado com tanta educação. 

Depois de termos nos certificado de que passamos por TODOS os lugares do museu, nos despedimos, já mortas e apenas 15 minutos antes do fechamento. Pelo menos o último passeio do dia seria para ficar sentadas. rs.

A ÚNICA foto com o Pedro, e está desfocada =(
O aniversário do Pedro foi comemorado no Outback com os amigos mais amigos do trabalho. Esse dia também pode ser chamado de "o dia em que Pedro deu prejuízo ao Outback". Sério que nunca vi uma pessoa conseguir entornar tantos litros de Coca-Cola em tão pouco tempo. Achei que ele fosse explodir, mas aí achei que ele tava mesmo era certo, já que a coca era de refil, e entrei no refrigerante também. Quem explodisse primeiro, ganhava. Ninguém ganhou.

O mais besta foi que ao invés de ele deixar pra pagar por último - se sobrasse - ele foi o primeiro a passar o cartão. Daí quase não sobrou nada para os últimos convidados, que enfiaram um dinheirinho na mão dele. "Não vou aceitar", ele disse. Ao que retrucamos: "Então a gente vai cantar parabéns bem alto". E ele enfiou o dinheiro no bolso. Bem rapidão. O Pedro tem esse jeito fofo de ser tímido. E foi assim que terminou a terça-feira.

Quarta-feira, dia 23

Dia de compras. Primeiro dia do Bazar da Alice Disse, uma loja de sapatos fofíssimos que só tem no Rio de Janeiro. Eu nem sou assim uma grande fã (porque acho um pouco infantis), mas sabia que não poderia perder a oportunidade de fazer um bom negócio. Acordamos cedo para chegar às 10h no Shopping da Gávea e tentar pegar alguma coisa boa já na primeira hora do primeiro dia do bazar. Demos sorte. Muitos modelos a preços bem em conta, principalmente se considerados os preços normais da loja.

O resultado das comprinhas
Acabei levando uma rasteirinha roxa, extremamente confortável e fofinha (parece pantufa!) e dois arcos para a cabeça com enfeites de florzinha feitos de couro. A Nay também levou uma sandalinha e um arquinho. Paguei R$ 34 em tudo. Bagatela total. Depois de rodar 239805385 vezes o maldito shopping (quem é o arquiteto daquela merrrrrrrrda merece mudar de profissão), encontramos um caixa eletrônico e almoçamos. Em um restaurante perdido no meio do shopping que não tem praça de alimentação. Oh, Deus! Até o Banana Shopping é mais organizado.

Depois, com muita coragem, fomos bater perna no Saara. Tá impressionado? Eu estou satisfeita. Tanta, tanta coisa! Tudo tão baratinho! E o tempo todo fiquei procurando o Foguinho vendendo profiteroles (rs). Comprei um montão de bugiganga e bijouterias ultra bonitas e baratas e gastei, no fim das contas, menos de R$ 50. Sério, gente! Praia no Rio de Janeiro? Vocês não sabem aproveitar o que a cidade tem pra oferecer.

Detalhe da Confeitaria Colombo
Depois de quase derreter fizemos a parada na famosíssima Confeitaria Colombo. Pedi uma coxinha (eles não têm nada muito tentador em termos de salgados), um cheesecake de geleia de morango e um pastelzinho de Belém. Ai, meu Deus. Há anos eu não comia um pastelzinho de nata decente. Sabe assim... de comer rezando? Foi desse modelinho.

Além da comida sensacional, o lugar é simplesmente maravilhoso. Perdido no meio do caos do centrão do Rio de Janeiro. Arte para você sentar e apreciar com calma, tomando um café com biscoitos. Só fiquei com pena dos garçons e garçonetes que usam muita roupa embora o local não seja exatamente fresco. Minha próxima viagem ao Rio de Janeiro vai ter mais visitas à Confeitaria Colombo.





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- Férias no RJ, dias 1 e 2
- Férias no RJ, dias 3 e 4
- Férias no RJ, dias 5 e 6
- Férias no RJ, dias 7 e 8
- Férias no RJ, dias 9 a 12

22 de fev de 2011

Férias no RJ, dias 5 e 6


Eita domingão que sempre é difícil de ter coragem pra fazer alguma coisa, viu? Mas né, tamo aí, coraaaagem! Principalmente porque dessa vez tinha a companhia do Pedroca, que mesmo tendo trabalhado pela manhã (anram, acreditem, num helicóptero amarelo!), nos acompanhou para uma aventura em Niterói para conhecer o MAC - Museu de Arte Contemporânea.

Aqueeeeeeeeeeele desenhado pelo Oscar Niemeyer, que parece uma nave espacial. "Nave Xuxa se despedindo da Terra, beijinho, beijinho; tchau-tchau". Sério que eu nunca entendi por que uma pessoa gostaria de se passar por um extra-terrestre entre as crianças... Sérião, se alguém souber a razão, favor indicar o caminho. Obrigada.

Então... Saímos de casa, nos abastecemos de snacks de café da manhã ali nas Americanas e fomos até às Barcas. Seguimos para o MAC e resolvemos almoçar no Bistrô MAC (nossa, quanta criatividade!). Na hora que a gente passou pela porta rolou um arrependimento e TODOS chora. Vontade de pedir só uma água com gás. Tudo meio chiquê e um medão de morrer em 200 reais num prato. Olha, não tá fácil pra ninguém. Ser pobre é uma merda. 

Mas a gente já tava lá, a vista era tão legal, os preços eram "pagáveis" se fosse uma coisa pra visitar uma vez ao ano. Eu escolhi um prato infantil de payard com fetuccini. Se vc, assim como eu, não sabe o que é payard, eu vou explicar bem "simprão": é um bifão de filé bem fininho. Aquele negócio, nêgo, não sabe o que é, pergunta. Depois descem uma porção de lesminhas e vc vai ter que comer. rs. Olha, tava qualquer coisa do tipo muuuuuuuuuuuuito bom. Comi rezando. E com refrigerante e dez por cento morri em R$ 30. Quédizê, com dignidade. Como o lugar era chiquê a gente não teve coragem de tirar foto. Tipo gente que nunca tinha ido lá, #eikebrega!

Entrada para o MAC é cincão e vc já compra uns souvenirs lá na porta mesmo, alguns bem baratinhos. Comprei uns ímãs de R$ 1 e R$ 3 bem legaizinhos. Olha, já falei que não entendo nadica de nada de arte, entonces posso dizer que o que eu gostei mais foi a estrutura do museu, quédizê, do que eu vi por fora. Porque de dentro rola aquela coisa desalmada que a gente, muito indecente, sempre diz: isso aí até eu faria, sou artistão.

Pra não dizer que eu não gostei muito de nada, nada, gostei da parte interativa. Uns vídeos e uns objetos meio "tangran" (Lembra?), que vc vai montando e vira qualquer coisa que a sua imaginação e habilidade permitirem. Isso foi legal. Mas sempre rola um esquema WTF? dessa pecinha ou outra porque vc não entende mesmo. Olha, vou ter que fazer faculdade de arte pra ficar culta. Não tá fácil pra ninguém.


Ah, sim, a vista de dentro do MAC também é super legal, porque ele é meio mirante, todo em vidro que dá pra ver a Baía de Guanabara, o Pão-de-Açúcar, o Corcovado e a orla. Além da ponte Rio-Niterói, que eu, particularmente, adoro. De ver, não de passar, porque balança tanto que olha...


Depois da voltinha no MAC rolou aquele "fazemos o quê na volta, ainda tá cedo". Na barca decidimos dar um pulo no Arpoador pra pegar o pôr-do-sol e fazer umas fotinhas style. Deu pra ir no Arpoador, mas as fotinhas style vão ficar pra outra hora porque eu sou ridícula e só fiz pose tosca. rs. Fora que tem um milhão de pessoas nas pedras então é impossível fazer uma foto que tenha só você. Chato. Bem chato. 

O mais brega é que as pessoas ainda batem palmas ao pôr-do-sol. Ainda. Gente, isso é tão anos 80...  A volta pra casa foi meio caótica porque a cada ponto de ônibus que a gente chegava na Avenida Nossa Senhora de Copacabana tinha um cartaz "Seu ônibus não para mais aqui. Procure um ponto BRS". O cara põe a porra dum adesivo desse e não coloca aonde tá a porra do próximo ponto. Quédizê, a gente andou mais uns 5 pontos pra chegar no ponto certo. Morra, BRS. Obrigada.

Obviamente chegamos cansados pra caramba e dormimos bem rapidinho. A segunda-feira foi mais easy, pra compensar toda a atividade do domingo. Nossa missão era encontrar um presente pro Pedro, já que o aniversário dele é hoje (22 de fevereiro). Fomos ao shopping da Tijuca e a Nay achou uns três tênis legais pra presenteá-lo, masssssss nenhuma loja tinha o número dele, uma coisa ridícula. 


Em compensação, encontrei um All Star tão lindo, mas tão lindo e tão retrô, que eu não consegui: tive que comprar. Cedi à pressão do mundo cruel e capitalista e comprei. Em 5x sem juros. Ah, o parcelamento de compras... o que eu faria sem você? rs. Queria dizer que em Goiânia não tem metade dos modelos que são vendidos no Rio de Janeiro. Ódio.

À noite, abrimos a garrafa de vinho e bebemos - eu e Nay. Pedro pegou uma taça e encheu com Coca Zero e quer que as fotos digam que ele bebeu. Anram, senta lá, Cláudia.... Tudo tudo pra compensar a discussão super acalorada de Renan Rigo e Fran Rodrigues no twitter sobre o uso do A em presidentA. Só digo uma coisa: a Sarah Mohn tinha que ter falado alguma coisa. rs





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