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30 de set de 2010

Como não votar em ninguém


Aviso aos engraçadinhos: Este blog não apoia absolutamente nenhum candidato.

Mas eu sou eleitora, e algumas coisas me incomodam demais. No meu penúltimo encontro entre amigos chegamos à conclusão de que é preciso conversar mais sobre política. Então vamos lá. #façamos

Eu já fiz as minhas escolhas para presidente, deputado estadual, deputado federal e pra um senador (falta o outro). No entanto, para governador tá difícil, difícil...

Isso porque as opções estão - a meu ver - muito aquém do que merece um Estado como Goiás. Hoje mesmo saiu no O Popular uma pequena entrevista com os candidatos. 20 perguntas simples, para serem respondidas naquele esquema ping-pong.

No item "inimigo", o que a dona Marta Jane (PCB) responde? "Os latifundiários e o agronegócio em Goiás". Isso é resposta que se dê? Muito bonitinho pra ser aplaudido pelos esquerdistas, mas se ela é realmente contra o agronegócio ela tem condições de ser governadora de um Estado que vive praticamente do dinheiro arrecadado com a comercialização de grãos e a venda de gado?

Marta Jane em debate da Band
Essa senhora faz ideia da importância do agronegócio para este País? Ou para este Estado? Daí essa senhora entra no governo e faz o quê? Taxa milhões de impostos para desestimular os produtores ruais, eles não produzem e nós temos que importar todo o alimento que consumimos? É isso o que ela acha que é bom para o nosso Estado? Isso para mim só tem um nome: despreparo.

Eu vou citar apenas de leve mais um caso. Primeiramente, ela apelou com a pergunta de uma repórter e, para mim, quem apela com pergunta já é despreparado por natureza. Ainda mais porque a pergunta era muitíssimo pertinente. Em seu programa eleitoral exibido na televisão, a referida senhora insiste em defender uma única proposta: a melhoria do transporte coletivo em Goiânia. Eu também ando de ônibus, sei a merda que é, mas o Estado precisa ainda de outros cuidados.

Pois bem, a pergunta da repórter era justamente essa: se ela não achava que ficar batendo na tecla do transporte coletivo não era uma coisa muito "região metropolitana" (or something like that), quando o Estado era uma coisa muito mais abrangente. Qual foi a resposta? Qualquer coisa do tipo "se eu estiver falando de mais de um município eu já estou na esfera estadual". De novo eu digo: despreparo.

Os demais

Eu tinha uma fééééé no tal Vanderlan Cardoso (PR)... Mas o homem só me prova despreparo também. Vai ver ele só não é bom de oratória, mas ele não me convence. Como é que um homem que só administrou uma cidade-dormitório tem capacidade para governar um Estado com tantas carências como Goiás? Difícil.
Vanderlan, Marconi e Iris

O Washington Fraga (PSOL) é desses muito apaixonados pela CUT. Já deu, né?

E aí restam Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB). Só de pensar nesses dois sujeitos já me dá preguiça, muita preguiça. Tanta preguiça que eu acho que eles nem merecem que eu discurse contra a candidatura deles.

*** Se você é um engraçadinho e chegou até esse ponto do texto, me faça um favor: não faça eu perder meu tempo com seus ataques e chiliques nos comentários. Política pode ser discutida, sim, desde que você respeite as minhas opiniões, assim como eu respeito as suas. Você tem REALMENTE bons argumentos? Então vá em frente.

28 de set de 2010

Vestígios do óbvio


Oi? Como é? Vestígios de que Tiririca não sabe ler ou escrever?

Pelo amor de Deus, gente! Não precisa ser nenhum gênio para perceber uma coisa dessas. Uma coisa é você interpretar uma personagem que é um palhaço de Itapipoca que não sabe ler nem escrever. Outra coisa é você SER um palhaço de Itapipoca que não sabe ler ou escrever.

Mas o fato de ele não saber ler ou escrever não me irrita, nem me assusta. O que me assusta é o palhaço de Itapipoca "perigar" ser o candidato mais bem votado da história das eleições em São Paulo. Isso sim me assusta.

Nessas horas eu bem concordo com uma frase que eu odeio ouvir: cada povo tem o representante que merece. Mas pelo amor de Deus! Eu não mereço um representante desses na Câmara dos Deputados. Ele não vai ali ser um vereador. Não. Ele vai pra Brasília. Votar nos projetos que são de interesse do povo. Quer dizer... ele não, né? Porque como é que alguém vai votar numa coisa que não leu?

Não me venham com essa conversa de voto de protesto. Isso não existe. Voto de protesto por voto de protesto, o macaco Tião já foi eleito no Rio de Janeiro. Pode isso, Arnaldo? A regra é clara: não pode. E a mulher pêra, galera?

E o pior é que pra esses casos não há ficha limpa que resolva. Até quando vamos nessa toada? Até quando?

23 de set de 2010

Quanto tempo tenho?


Coisas que bagunçam a minha cabeça...

Aos 28 anos um dos meus chefes "desistiu" do jornalismo. Afirma não querer mais uma vida que exige dele uma exclusividade de 8 a 10 horas diárias de trabalho estafante. Não quer a vaga do seu próprio chefe. Não se vê mais nessa vida sem feriados ou folgas no fim de semana. Vai casar até março. Quer mais tempo pra se dedicar aos seus negócios - e à sua mulher. É empresário e indica o mesmo para os colegas da redação.

O que me faz pensar...

Eu, com 24 anos, vou gostar dessa vida que ele desistiu por quanto tempo? Mais quatro anos? Será que um dia essa coisa de ir pra redação aos domingos e feriados vai perder a graça? Será que lidar com os anseios da população no cotidiano vai simplesmente me aborrecer? Qual é o meu prazo de validade de jornalista feliz? Será que eu só gosto disso porque não tenho outra atividade nem outra coisa melhor pra fazer? Tipo... um namorado é uma coisa quase impensável na minha vida. Não tenho tempo. Por quanto tempo a minha vida social atribuladíssima da madrugada vai continuar me divertindo?

Como sempre, muitas perguntas e quase nenhuma resposta.

18 de set de 2010

Too cute...


O que aconteceu com os rockeiros-cabeludos-barbudos-E-heteros dessa cidade??

Um show, vá lá... Mas num festival não há explicações para ver tanto-tanto-tanto veado junto. Não dá.

Não quero aqui desprestigiar ninguém em razão de sua sexualidade. Não mesmo. Longe de mim. Acho lindo a coisa da diversidade, de ter gay na Malhação e de agora não ser mais necessário entrar na faculdade para sair do armário. Acho mara. Mas...

Eu queria entender quando foi que tanta gente saiu do armário ao mesmo tempo. O que foi que aconteceu com essa cidade no último ano em que não estive aqui??

Tô começando a achar que eu vou ter que passar a ouvir sertanejo. Será que os cowboys também são todos enveadados? Sei lá, né? Brokeback mountain e tal... pans! Ok, ok. Um voto de confiança. A próxima saída vai ser no Samauma. Confere?

16 de set de 2010

Quase um mês depois...


Pareço de volta, mas ainda não estou. Com força total, pelo menos. (Sempre digo isso, mas sou sempre relativamente relapsa às postagens no blog)

Em um mês muita coisa acontece. A mais importante de todas é que finalmente voltei pra Goiânia e agora não pertenço mais a Jataí, embora continue escrevendo sobre a região para o jornal. Consegui uma transferência para o jornal popular da empresa, onde estou me divertindo muito. E aprendendo, é claro. Perfis diferentes, notícias iguais, editores diferentes, redação igual. É possível fazer uma lista das coisas que se parecem muito e das coisas que não se parecem em nada. Mas isso fica pra outro post.

A razão de eu não voltar com força total é que estou com internet há menos de uma semana e ainda não consegui me atualizar de todas as coisas que perdi até então (na internet, é claro). Uma pessoa normal teria marcado "como lido" todos os post do Google Reader e teria seguido em frente. Mas eu não. Eu realmente estou lendo tudo o que foi publicado neste último mês e é óbvio que se seguindo diariamente já era meio impossível, vcs imaginem agora...

Mas sei lá, não consigo seguir em frente se eu não entender o que andou acontecendo em minha ausência. Deve ser por isso que eu nunca tiro férias com mais de 15 dias. Nunca.

Pra finalizar, a primeira coisa mais tosca que me aconteceu desde que comecei na nova função.
Toca o telefone.
Atendo: Daqui, boa noite.
Fulano: Da onde?
Eu: Daqui.
Fulano: Daqui da onde???!!! (obviamente grilado)
Eu: Jornal Daqui.
Fulano: Ah... foi engano.
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