Páginas

24 de jul de 2010

Não seja pego


Hoje eu ia falar sobre a cidade, mas mudei de ideia assim que vi que mais uma amiga se casou. Isto quer dizer que pelo menos umas cinco pessoas do "meu mundo" já se casaram neste ano. Sim, isso é demais, de acordo com as minhas contas.

Nada contra o casamento, nada contra as pessoas que se casam. Não. Acho bonitinho. E adoro as festas (hehe). Mas é que a cada vez que eu vejo alguém se casando, mais eu percebo o quanto não me encaixo. Quando penso em casamento me dá uma certa falta de ar. Provavelmente meu inconsciente entende isso como um aprisionamento, sei lá.

Pode ser que eu seja influenciada pelos casamentos desastrados que eu testemunhei ao longo da vida, principalmente ao longo da infância. Ou pode ser que eu esteja convencida de que esse tipo de união não faz parte da minha realidade.

Não me entendam mal, mas quando dizem "casar" tudo o que eu consigo pensar é numa puta festa e no vestido sensacional que eu vou usar. Mas não consigo visualizar um noivo com quem compartilhar uma vida. Talvez esta pessoa ainda não tenha de fato aparecido. Mas já vou avisando: vai ter que se contentar com o quarto ao lado. Não estou disposta a dividir um quarto, quiçá uma cama. Isso não é horrível?

Se eu não estou disposta a dividir uma cama, como eu posso estar disposta a dividir uma vida com alguém? Meu amigo Nando diria do alto de seu anarquismo o seguinte: e quem disse que casamento deve significar a partilha de uma cama? Talvez ele esteja certo (ou pelo menos é o que eu desejo acreditar neste momento).


Tenho assistido com afinco o seriado Dexter. O cara é um serial killer de assassinos, kind of hero, mas ele precisa se esconder de qualquer evidência, então aprende como parecer "normal" na sociedade em que vive. Para ele, parecer normal é um instinto de sobrevivência. "Não seja pego" é sua regra número 1.

O foda é que eu mesma tenho me sentido assim. Tenho sofrido muito por não me encaixar nesta sociedade, neste padrão de vida. Tenho sentido em mim uma necessidade urgente de parecer normal. Por um instinto de sobrevivência, talvez...

6 comentários:

  1. Não se encaixar no mundo não é uma questão de anormalidade, mas de personalidade. Vivemos em uma sociedade que cria esteriótipos e padroniza pessoas, evidenciando regras. E assim todos devem crescer, estudar, trabalhar e constituir família. E aí quando não nos subtemos somos "estranhos", "encalhados" ou "vagabundos".
    Fazer o que?

    =***´s

    ResponderExcluir
  2. A sociedade é muito chata e cheia de regras. Por isso o melhor a fazer é ignorá-las!..rs. Tudo bem, eu sou a pessoa que mais fácil se adapta a regras, mas se eu fosse de quebrá-las tb seria feliz...hehee. Eu tenho uma percepção parecida com a sua de casamento: penso mais na festa e no vestido!...kkk. Mesmo tendo uma pessoa maravilhosa ao meu lado, e por incrível que pareça bons exemplos de casamento (como dos meus pais), eu não acho q ele seja tão importante assim. Tenho muitos planos com o Rodrigo, mas casamento é algo que ainda vamos ter q discutir bastante. Afinal, a vida está boa do jeito que está..rs.

    ResponderExcluir
  3. Engraçado, qdo minha amiga colou seu blog no meu msn, pensei "mas nao fexei a porcaria do meu blog", foi qdo lembrei que o meu era marlinharodrigues...enfim... se é que é valida a opinião de uma Marla Rodrigues, me angustiava o fato de pensar em casar e nao poder ficar sozinha um dia qdo eu bem entendesse, dps de uma relacionamento desastroso, td q se pensa é..talvez eu case, mas vai ser do meu jeito. Não sei se é uma boa noticia, mas hje, fazendo planos do meu casamento e lendo seu blog, lembro de mim uns anos atras, onde tudo q eu queria era ser livre, morar sozinha e qdo fosse velha me juntar a alguem... ainda sinto um frio na espinha de pensar q vou ficar NOIVA, mas a ideia de dormir de conchinha com o amor da minha vida, me agrada bem! Em meio a briguinhas as vezes se pensa... "num tava bom sozinha Marla", mas qdo o inverno chega e o abraço vem junto, agente ve que passar por cima das diferenças e aprender a viver a dois, dividindo cama e tudo mais, nao é nada ruim. ;) de uma Marla pra outra Marla...Rodrigues!
    ps: esse é com o email certo, rs.

    ResponderExcluir
  4. Oi, xará!
    Não achei seu email para recepcioná-la pessoalmente, mas seja bem-vinda ao blog da outra Marla Rodrigues... rs
    Bom poder ouvir a opinião de alguém que já passou desta fase, quem sabe não serei eu a próxima a vivê-la?
    Muito legal q vc tenha comentado! Apareça mais vezes!

    ResponderExcluir
  5. Somos 2! Quanto ao casamento e quanto ao normal!

    Estou buscando uma resposta também, e essa busca está sendo sensacional :)

    Beijos (quando a galera de gyn vai ao tocantins hein? rs)

    Davi, o carioca de plantão, sorrateiro e maladrilson.

    ResponderExcluir
  6. Amiga...Esse post é antiguinho, mas como eu sei q vc deve acompanhar os comments, uma dica: Assista "500 dias com ela". Esse filme vai te ajudar a entender isso aí! Pra mim, q estou no exato extremo, ajudou muito!

    Bjão

    ResponderExcluir

Pra ser avisado sobre uma resposta pro seu comentário, lembre-se de marcar a caixinha de "Notifique-me" ali, no cantinho à direita.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...