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26 de mar de 2010

Informativo?


Gente, não dá pra entender essa frase.
Alguém me explica?

Aposto que o povo não leva o problema da dengue a sério porque não consegue acreditar que esses criadores de panfleto são "sabidos" de alguma coisa. Com um português desses...

Dois em um!


Cuidando da saúde, vamos internar o português...
E o francês também...

Coisas de Jataí.

23 de mar de 2010

Cinto é pra jacu!


Eu acho engraçado como é o trânsito no interior. Pelo menos aqui onde moro (não sou uma grande exploradora de cidades do interior). Ontem eu quase morri/me estrupiei/perdi uma perna. Uma amiga me levava de moto até uma agência bancária, a coisa de 4 quadras da minha casa.

Ela, que é mega prudente pra guiar, nem me deixa com medo de andar de moto - coisa que eu jamais faria em Goiânia, por exemplo. Mas eis que um babacão em sua imponente caminhonete de luxo estava olhando o movimento do barzinho da esquina e não parou no cruzamento que tinha um pare gigante. Resultado: enquanto atravessávamos o babacão quase me acertou na garupa. A sorte foi que ele estava bem devagar e deu tempo de frear. E meu anjo de guarda estava alerta.

Essa amiga esquentadinha foi até bastante fina pra falar com o babacão. Explicou pra ele que quem está de moto está sempre em desvantagem e que ela não merecia um pronto-socorro de presente de aniversário. Ele se desculpou, e disse que também andava de moto. Enfim, mais uma prova de sua infinda babaquice.



Nem vou entrar em detalhes sobre o desrespeito ao sinal vermelho, as ultrapassagens perigosas, a falta de conscientização sobre a faixa de pedestres ou a ignorância a respeito das preferenciais. Aqui cada um dirige como se não houvesse mais ninguém além dele na rua.

O ponto é que além do povo não dar a mínima para a sinalização do trânsito, simplesmente esquece que veículos são armas: matam "facim, facim". Outro grave costume do interior é a rejeição ao cinto de segurança. Já ouvi as histórias das mais estapafúrdias para justificar a ausência do item. A de um é a mais sem noção: ele acha que não deve usar porque usá-lo seria acatar uma imposição (????). A de outra é a mais fantasiosa: ela acredita que se o carro cair num rio ela vai ficar presa pelo cinto. Acho engraçado ela se preocupar com água quando 99% da viagem é feita na terra.
Mas o que mais me incomoda na questão do cinto é que as pessoas aqui criaram uma conotação ruim para usá-lo. Alguma coisa do tipo "só usam cintos de segurança esses babaquinhas da cidade grande", "não tem perigo nenhum". Então as pessoas me jogam seus olhares reprovadores quando eu coloco o cinto, mesmo estando no banco de trás. Vejo claramente em seus olhos: "mais uma babaquinha da cidade grande". Mas foda-se. É a minha vida e só eu posso decidir até onde vai o risco que eu quero correr.

E o vídeo abaixo é um belo alerta para o uso do tal item de "primo da cidade grande". E não tem nada traumático, apenas um alerta muito bem bolado.


12 de mar de 2010

Aos 30?



Estive esta semana pensando cá com os meus botões por que é que as mulheres estão "fadadas" às enormes imposições de ser bem sucedida, se casar e ter filhos antes dos 30 anos de idade. Por que ATÉ os 30? Quem inventou isso? Quem disse que essa é a data certa?

Ninguém ME disse isso, mas não consigo deixar de notar um certo olhar indiscreto sobre a minha pessoa que, diga-se de passagem, ainda tem estrada até à fatídica idade. É um olhar de descrença, misturado ao de piedade, do tipo "nossa, onde está seu candidato a marido"? Não tem, gente, não tem.

Daí eu, que sou muito fina, penso logo: puta que pariu, que pessoa retrógrada do caralho, que mente pequena!!! Há quem diga que o relógio biológico também é imperdoável. É uma coisa que vc não consegue deixar de pensar, sorry. Os médicos infernizam sua cabeça com as chances de se ter um bebê menos saudável crescendo junto com a sua idade...


 
O que isso quer dizer? Que se eu quiser esperar um emprego bacana pra poder sustentar decentemente uma criança o tempo pode ser cruel comigo? Que se eu quiser ser mãe solteira eu vou ser crucificada? Que se eu quiser viver radicalmente a partir dos 30 eu já vou estar velha demais pra isso? Eu hein!

Eu tento não fazer uma comparação tão assim... incomparável. Mas é nessas horas que eu vejo o quanto meu pensamento se encaixa mais nos "moldes" europeus. Pesquisas mostram que as mulheres europeias estão cada vez esperando mais para ter filhos. E mais: que a média custa passar de um filho por mulher.  Inclusive, a taxa de natalidade vem caindo bastante, vale a pena dizer. Enquanto isso, vejo mulheres com muito menos idade que eu tendo filhos. Vááááários filhos.

Quer saber? Foda-se. Eu sou diferente.

7 de mar de 2010

Aquilo que a gente não vê

 

Neste domingo uma amiga me fez companhia e me poupou de ter o desprazer de ligar a tv. Já tarde da noite nós conversávamos na varanda quando a luz acabou. Depois de xingar a cidade - porque só aqui a energia cai com tanta frequência - os olhos passaram a se acostumar com um outro tipo de luz.

Algo elevou o meu olhar. Eram estrelas. Inúmeras. Brilhando e roubando a cena e também as nossas palavras. Olhamos uma para a outra e percebemos o quanto somos uma poeirinha nesse universo imenso. O quanto ele é belo.

Foi com tristeza que constatei que nunca tinha parado para olhar estrelas aqui. Em uma cidade grande é difícil: há muitos prédios, muitas luzes competindo. Mas aqui, não. Aqui as estrelas brilham muito e eu nunca tinha prestado atenção nelas.

Poucos minutos depois a energia voltou e resolvemos apagar a luz da varanda. Era melhor assim. Nem sempre a gente vê aquilo que está na frente do nosso nariz. Era preciso aproveitar.

3 de mar de 2010

É legal demais!

 

A coisa mais legal de ser jornalista é que todo dia você vai pro trabalho sem fazer ideia do que vai acontecer. Rotina? Desconheço o significado da palavra. Quando se é jornalista você não pode prever o que te espera nem o que isso exigirá de você.

Às 15h de ontem chega a informação de que os dois lagos da cidade transbordaram e provocaram estragos nas casas vizinhas. É claro que não é bacana ver o desespero dessas famílias e muito menos torço para que desastres desse naipe aconteçam. Mas é muito bacana você achar que vai passar o dia chuvoso dentro da redação e perceber que vai precisar sair à rua e enfiar o pezão na água gelada até o joelho.

E eu devo ter algum problema, porque só eu consigo achar "legal demais" ficar na redação até às 22h fechando texto e foto pra enviar pro jornal. É... gente doida é assim mesmo. Hehe

Nessas horas eu até esqueço daquele povo que não consegue diferenciar jornalismo sério de jornalismo comercial. E tenho dito.
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