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21 de fev de 2010

Aquilo que nos move

Hoje, num desses dias "xôxos" que nos acometem, precisei de um momento reflexão. Não sei se a culpa foi da chuva de granizo que caiu hoje ou da falta de pautas para poder enviar para o jornal.

E como para mim não há nada melhor do que ler antigos e-mails (porque sim, eu não consigo apagá-los), fi-lo.  E não é que encontro um trechinho desses que fazem a diferença por toda uma vida? Tá, tá, foram muitos, e é até um pouco injusto escolher só um, mas vindo de quem veio - um carinha extremamente inteligente - vale muito. Muito mesmo.

Vamos a ele: "Mais uma coisa, não deixe de assistir e ler o jornal todos os dias. Tenho plena confiança de que pessoas como vc vão construir um jornalismo melhor, digno, não do tipo de telespectadores que temos, mas dos que queremos ter." (14/01/2007)

E era exatamente disso que eu precisava hoje: uma dosezinha de ideal. Nando, queridão, muito obrigada!

16 de fev de 2010

O jornalismo não sai de mim

 

Mesmo quando eu tento sair dele.

Levando em consideração o tamanho dessa cidade a chance de eu conseguir separar o eu pessoa do eu jornalista é praticamente nula.

Ontem fui cobrir a minha última noite de carnaval. Banda boa, som bacana e eu louca pra me acabar no samba (porque sim, eu danço pacas!). Daí encontrei uns amigos, que prometeram me deixar em casa depois se eu ficasse na festa. "Vou pensar", foi a resposta.

Como eu estava fazendo entrevistas pra tv, o microfone com aquela meeeega logotipo estava na minha mão. Não há nada que dê mais ibope pra alguém do que segurar um microfone desses ao lado do cinegrafista: todo mundo te olha, vc chamando atenção ou não.

Daí pensei: anram, com uma camisete vermelho-sangue vai ser difícil alguém esquecer que eu - mesmo sem o microfone - sou a repórter. E pra que me acabar no samba se no dia seguinte todo mundo vai ficar comentando como a repórter se acabou no samba?

Tô fora. E a partir de agora, carnaval, só onde ninguém me conheça.

*** Diiiid, bora pra Barra de novo??

15 de fev de 2010

Meu 1º show do Latino

 
A pipoca do show do Latino

Foi mááára.......................NOT!

Quem me conhece sabe muito bem que eu só poderia estar num show destes obrigada. Primeiro porque tenho pânico de multidão e segundo porque Latino é o ó.

Mas vida de jornalista é isso aí: o chefe manda, a gente obedece. Enquanto tudo o que a gente quer é um lugar pra se esconder dos bêbados do Carnaval - festa que eu detesto - a obrigação nos leva para eles, para entrevistá-los, para saber o que estão achando da festa...

Francamente, essa é mais uma das coisas que me aborrecem no jornalismo. A festa é tradicional, sim, mas daí contar como foi é meio sem noção. Ora essa, quem quiser saber que vá. De que adianta a pessoa ler no dia seguinte o que teve, o que aconteceu, como foi...?

Sem contar as aspas dos marmanjos bêbados (pq nunca tem ninguém sóbrio nessas bagunças). Nem os menores. Pelo menos 15 tinham sido apreendidos pelo Conselho Tutelar e só iam embora se a mãe fosse buscar. Achei foi pouco.

Outro inferno da nossa vida: esses bêbados não podem ver que a gente é jornalista que já ficam pulando na nossa frente e fazendo a dança do siri atrás de nós quando tentamos gravar uma passagem. É chato. Muito chato. Não dá pra achar bêbado legal se você mesmo não está bêbado. Logo, aquilo ali é uma prova de resistência.

Fora que homem quando tá bêbado e em grupo fica corajoooooso... Os mais feios se acham galãs e no direito de fazer galanteios grosseiros e tentar pegar na gente, mulher, baixinha, indefesa e jornalista. Gostei da resposta da Amanda, vou guardar pra mim: "NÃO ENCOSTA EM MIM SENÃO EU CHAMO A POLÍCIA!!!!". Agora só falta eu ficar com a voz grossa igual à dela... eu chego lá.

E de pensar que ainda tem pelo menos mais dois dias dessa encrenca... ai, ai... Meu mantra dos próximos dias: "Imagine uma reportagem foda, imagine uma reportagem foda..."

8 de fev de 2010

O que faz você feliz...

 

Não, essa não é a propaganda do Pão de Açúcar.

O que me faz feliz é saber que, de alguma forma, eu estou no caminho certo. Mesmo caminhando no escuro na maioria das vezes.

Depois do post sobre o dia mais jornalístico da minha vida fica difícil encontrar alguma coisa interessante pra escrever por aqui. Mas acho que essa vale a pena.

Alguns administradores dizem que elogiar funcionários faz com que eles percam em produtividade. Já eu, que sou a funcionária, posso dizer com toda a certeza que nada faz um funcionário ser mais produtivo do que o elogio. E hoje eu arranquei um de quem eu jamais imaginei que gostasse do meu trabalho.

Ser correspondente tem dessas coisas: você fica longe do movimento da redação e não consegue encontrar o momento certo pra pedir um feedback sobre o seu trabalho, se está agradando ou se está cultivando inimizades profissionais.

E olha que nem precisa de muita coisa, porque eu mesma me contento com pouco. A minha dúvida era justamente porque tantas vezes meus textos eram simplesmente ignorados, não sendo publicados no jornal ou postados na internet. A resposta foi mais esclarecedora do que tudo. "Não tinha espaço ou fiquei atribulado e não pude publicar a tempo, no entanto não se preocupe, vc está no caminho certo, seus textos tem qualidade". Fim.

E precisa de mais alguma coisa? Ganhei o dia em plena segunda-feira!

3 de fev de 2010

Você sabe... [2]



Que mora numa cidade provinciana quando:

O bar inteiro para pra te ver (e julgar) só porque você sai abraçada pela cintura com a sua amiga.

=P
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