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16 de dez de 2010

Exemplo do nada

 Eu tenho certeza de que uma das razões pelas quais eu decidi não trabalhar na frente das câmeras tem a ver com a minha privacidade, ou melhor, com o anonimato. É legal poder ir ao supermercado e ninguém saber quem é você. Se bem que da última vez que passei no Pão de Açúcar de madrugada um carinha geek comentou algo do tipo "você sabe que mora numa cidade pequena quando começa a encontrar desconhecidos insistentemente". E ele se referia a outro lugar bastante frequentado por nós dois: o Stravaganza.

Enfim...

O fato é que eu mal tenho assinado minhas matérias e ainda assim continuo ouvindo elogios sobre o meu texto. o.Õ (alguém tá querendo me passar a perna). Ou: pessoas desconhecidas insistem em me adicionar no orkut ou no facebook (isso acontece com mais frequência do que você imagina). Olha, acho legal o Handerson Pancieri ou a Thaís Freitas ou o Adriano Reges adicionarem tudo quanto é tipo de gente nos facebooks deles (tá, rolou um exagerinho). Aproxima o telespectador de quem faz televisão ou deve dar status ser amigo de jornalista (eu nego). Mas, OLHA, ainda não consigo fazer isso com a minha vida. Toda interação tem um limite.

Ainda gosto de dizer ao telefone "aqui quem fala é Marla Rodrigues" e a pessoa responder "quem???". Anram. Gosto disso. Não tenho essa pretensão de ser A jornalista foda que todo mundo comenta, tipos, sei lá, William Bonner. Não quero ser o "tio do twitter". Nééum.

Mas aí vem e me aparece outra coisa estranha. A filha de uma cliente da minha mãe que deve ter uns 10 anos, acho. Adora ela, que é super espertinha, contestadora, cheia dos argumentos e reflexões. Tipo uma miniaturazinha de Marla, confesso. Em uma ocasião em que eu não estava, ela disse à minha mãe que quando crescesse queria ser como eu: jovem, com um carro (tadinha, ela não sabe é de nada!), independente, que já fez faculdade e tem uma profissão. Incluindo a parte de ser jornalista.

Deus do céu! Eu não tô sendo MESMO um bom exemplo, viu? E esse negócio de ser exemplo pra qualquer coisa me incomoda. Eu não sou exemplo pra ninguém. Pra nada. Ok ser admirada por algumas das minhas poucas qualidades, mas exemplo? Aí foi demais pra mim.

Retomando o raciocínio... (cadê a Did pra comentar o quanto a gente dá voltas até terminar um assunto?)

Eu fiquei pensando: vai que essa menina me vê bêbada dançando até o chão em uma festa? Ou: ela me vê jogando papel no chão ou xingando alguém no trânsito, enfim... qualquer coisa! E se eu "perco o encanto" e ela acaba desistindo de ser qualquer coisa na vida porque aquilo que ela achou que fosse o máximo simplesmente não existe? Olha, é muito difícil ser exemplo de alguém. Preciso conversar logo com ela.

E vocês? Já foram o exemplo de alguém? (Did, vc pode desandar a contar da sua mini sister. rs)

14 de dez de 2010

My Dexter way of life


Sem spoilers. Prometo.

Vi o episódio final de Dexter e, mais uma vez, a carapuça me serviu. Quem não acompanha a série talvez não entenda nada, mas é importante saber que ele é um assassino nato devido a um trauma que sofreu e que, embora faça um esforço incrível, sabe que jamais vai se encaixar perfeitamente na sociedade em que vive.

Uma das frases que ele ouviu hoje foi "That's who you are", ou "é o que você é". Como quem diz: isso é imutável. Tentar compensar um erro com um acerto é válido, mas não desfaz o erro que você cometeu. Nenhum erro tem conserto. O mal já está feito. E isso é o que você é.

Vai saber quantos traumas moldaram o que eu sou hoje. Por mais que eu tente esquecê-los, eles estão sempre aqui, me lembrando quem eu sou. E se eu sou assim, o melhor é procurar uma maneira de viver com eles, porque o mal já está feito. Se eu sou fria? Sim. Se eu não consigo manter amizades? Sim. Se eu quase nunca me importo? Sim. That's who I am. Mas eu continuo tentando fazer o certo para compensar o errado. My Dexter way of life.

6 de dez de 2010

A merda do natal


No natal tudo fica lindo, as ruas brilham, as casas brilham, o papai noel sai láááá do polo norte para visitar o hemisfério sul, tal qual uma andorinha que foge do frio. Mas a verdade é que se você não tem uma família grande, grana pra enfeitar a casa e dotes culinários pra fazer uma comida boa pra ceia, a chance de seu natal ser tão ruim quanto o meu é coisa de tipo... 100%.

O que acontece é que a gente tá naquela época de perguntar quem foi Jesus - tipos, namorado da Madonna, certo? Se você não tem a quem presentear no natal e nem de quem ganhar uma lembrancinha qualquer, que graça tem essa nhaca dessa data? TODA merda de propaganda na tv agora só fala em natal, natal, natal. Chaaaaaaato.

Quando deu outubro eu pensei: vou lá em Campinas comprar enfeites pra casa, porque desde que eu entrei na adolescência minha mãe jogou todos os enfeites natalinos fora. Mas é claro que eu fiquei de pão-duragem (como sempre) e não comprei foi nada. E agora que o natal tá mais perto, aqui em casa eu e a minha mãe estamos fazendo competição de quem fica mais deprê, porque, né?, a toda hora a tv mostra uma família grande e feliz comendo uma comida linda no que seria uma ceia. E pra completar a santa paciência, algum carro de som vai passar na sua rua tocando "Então é Natal" na voz de Simone.

Se bem me lembro dos meus últimos 14 anos de natal, todos foram assistindo algum especial de natal da Globo,  ou Esqueceram de mim, enquanto minha mãe se trancava no quarto. Super family. Então, OLHA, tô morrendo de vontade que chegue logo o dia 31 pra eu me acabar em alguma festa de réveillon, porque só assim meu fim de ano serve pra alguma coisa.

E você, garotão? Adora o natal, né?

Post do mau humor


Como todo mundo acha que eu sou quase a Poliana, aí vai um post mal humorado pra equilibrar. E hoje nem tá difícil porque se tem uma coisa que me deixa de mau humor é gente mal humorada. Sacaram as diferenças entre o L e o U, né? Ótimo. Porque eu tive que reler as frases pra escrever do jeito certo.

Se você quer prestar vestibular pro curso de Jornalismo, pare e pense: Quer trabalhar em redação? Tá ligado que rola plantão domingos e feriados? Tá ligado que deadline não é de Deus e que nem sempre seus chefes vão estar de bom humor? Respondidas as questões, selecione novamente o seu curso. Certo?

Olha, se tem uma coisa que eu não entendo é jornalista que fica nhenhenhé quando vai trabalhar na redação num domingo. Na boa, se você queria estar em casa vendo o Faustão, escolheu a profissão errada. Minha única preguiça de trabalhar no domingo é saber que galera vai estar de má vontade com a sua vida, atrasando seu fechamento. E olha que jornal de segunda-feira é menor. Então... né?

De nada adianta eu chegar na redação toda esparolada e falando um monte de bobagem pra geral rir se daqui meia hora nêgo vai ficar passando telefone de mão em mão porque não tá afim de ler meio parágrafo e resolver sua vida. Como eu sempre digo: OLHA, não tá fácil pra ninguém.
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Mas hein... O domingo foi paia, mas em compensação o sábado... \o/ O fim de semana prometia ser bem mequetrefe mas aí eu tenho Facebook (Deus sabe o quanto minha vida é melhor agora) e vi geral se aprontando pra night. Convidei-me e fui feliz. Metropolis é su-ces-so (separação correta de sílabas não dá o mesmo efeito sonoro)!!

Tá, tá. Fiz cara feia e quis dar meia-volta quando cheguei na porta e mais ainda quando entrei. Juro que me senti naqueles labirintos que saem monstros de detrás das portas. Mas lá a galera faz um som que, OLHA, faz dançar geral. Groove, soul e rock.

E... rola um fifty-fifty de pessoas hetero e homo, logo fui mais feliz. Falta mesmo me fez o meu honey b, João Camargo Neto, que prefere os playboys, mas é minha alma gêmea nessa vida. Só ele me entende. hehehe (Honey b, já disse: da próxima vez vai de banho tomado anyway. Eles deixam a gente entrar mesmo assim. rs)

21 de nov de 2010

Vai em busca do seu?

Cena 1. Casa Café, noivado da amiga. O noivo é colombiano e tem nome composto. Obviamente fala portunhol. Casal fofo, chuva de corações. Fotos. Fotos. Mais fotos.

Cena 2. Constatação: praticamente a única solteira do local.

Cena 3. Despeço-me para ir para a buatchy. Outra amiga, também noiva, comenta minha saída à francesa: "Ah... vai em busca do seu, né?"

Resposta: ... Er... Acho que não. Vou ao The Pub.
Réplica: Marla, você está indo aos lugares errados.
Fade out.
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"Errado" é apenas um ponto de vista. É errado se eu estiver correndo atrás da alma gêmea, metade da laranja, bofe de sucesso. Eu cansei. Desculpe se nenhum homem com menos de 40 anos consegue acompanhar meu raciocínio e se, claro, eu não tenho tesão nenhum em homens com mais de 30. Rola uma incompatibilidade. Das grandes.

Logo, ir à boate pra me divertir e escolher o The Pub? Bem... isso eu chamaria de "certo". Ganhei 3 convites e ninguém - repito, ninguém - quis me acompanhar. O que fiz eu, mulher independente, decidida e alto astral? Dirigi-me sozinha para os rumos da 136. E ó, não me arrependo mesmo.

Encontrei todas as beeeechas amigas. Descobri que nunca mais preciso pagar para entrar lá. As "amegas" sempre pagam a minha bebida. Elas dançam demais!!! E de vez em quando vc pode dar a sorte grande de estar numa roda que tem um professor de dança de salão que te faz lembrar como é bom dançar!! Fim da noite, eu me acabei e paguei... R$ 2 pro flanelinha.

Difícil agora é só convencer a minha mãe de que eu não sou lésbica. Mas eu chego lá. rs

14 de nov de 2010

Tenho fome


E essa fome não se sacia com alimentos. Ainda assim a válvula de escape é o preenchimento do estômago. Quando se tem consciência do que se está fazendo, isso se torna mais acusador. É como se a comida me dissesse: "não seja ridícula, o seu vazio está na alma".

"Vazio na alma". Que frase ridícula. Que coisa clichê. Mas exatamente agora - na madrugada de um sábado - tudo que sou é um clichê. Alguém que gosta do que faz, mas que está incompleta. Pobre menina rica. Mais um clichê. E sem o dinheiro, o que é pior.

Eu já tinha cantado essa pedra posts atrás. Voltar para Goiânia não resolveria meus problemas existenciais. Eles ainda me pesam nas costas. Eles me incomodam. E eu tento fingir que eles não estão aqui, mas sempre chega um sábado à noite loser pra eles me cutucarem os ombros. Chaaaaaaaato.

Mais uma vez: eu não me encaixo. Aonde é preciso lapidar para que eu possa caber? Aonde? Nesses momentos eu me lembro que tinha um amigo - ou pensava que fosse - que diria que não é preciso se encaixar. Mas até ele se encaixou num perfeito modelo que ele tanto pregou como se fosse completamente errado.

Quadrado, triângulo, retângulo, círculo. Aonde eu me encaixo?? Se pudesse chutar, eu diria - sem sombra de dúvidas - círculo. Porque, né.. Redondinha! Hay que filosofar, pero perder el humor jamás! Em perfeito sotaque de portunhol.

Hora de fazer um brigadeiro!

30 de out de 2010

Das coisas que eu NÃO gosto


Tudo bem que meu blog é cor-de-rosa, mas nem tudo na minha vida é.
E lendo aqui às vezes parece até que eu vivo em um mundo paralelo, onde tudo dá certo e é perfeito.

Mentira. A minha vida não é assim, não. É bem verdade que eu passo tipo 90% do meu tempo sendo feliz, mas sempre há aqueles 10% que é pra eu me lembrar de dar valor nas coisas boas.

Pois bem. O que eu queria dizer é que eu odeio inveja. Odeio mesmo. Sabe aquela frasezinha "a vida é dura pra quem é mole"? Super lema da minha vida. Meu filho, você quer o que eu conquistei? Então vá à luta, não fica de olho grande no que é meu, não.

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Apaguei agora bem uns 5 parágrafos de explosão mal educada num desabafo. É que eu lembrei que esse blog é público, e qualquer pessoa pode ler. E, provavelmente, muita gente acabaria vestindo a carapuça, por uma razão ou outra. E eu odeio ficar mandando recado, né? Então, deixa pra lá. Esse post entra pra categoria "desabafos quase eloquentes".

23 de out de 2010

O caos da redação

Eu sou uma apaixonada por redação de jornal. Totally addicted. Se antes de trabalhar em uma eu já tinha essa noção, imagine agora que eu vivo isso: tenho certeza absoluta.

Sempre que eu via esses filmes com jornalistas eu ficava vendo aquela bagunça do fechamento de jornal, da loucura das pessoas pra conseguir falar com uma fonte, com o desespero para cumprir o deadline e dizia: eu quero fazer isso um dia. É, eu não sou normal. E não venham me dizer que não sabiam ainda! Eu gosto do caos.

Nesta semana recebi a notícia que eu esperava há 1 ano, 2 meses e 17 dias: estou oficialmente transferida para Goiânia. E, cara, isso não tem preço. Pode não parecer nada, mas só eu - SÓ EU - sei o que passei para estar aqui hoje. E a transferência significa muito mais que só uma transferência. Significa que eu tenho feito as coisas do jeito certo, agindo do jeito certo e fazendo um bom trabalho. Isso é impagável. Minto, é pagável, sim. rsrs Mas por enquanto o reconhecimento tem feito bem para mim e para o meu ego.

E para completar eu trabalho exatamente no horário que eu sempre quis: o fechamento. O caos. Editores enlouquecendo. Editores-chefe arrancando os cabelos. Repórteres sendo mantidos a cigarros e café, muito café. Fotos que somem. O Hermes (programa de diagramação) dando pau. Os telefones tocando sem parar. Chicletes sendo mascados ininterruptamente. Eu queria fazer uma cena de cinema com isso. Seria mais ou menos assim: o caos total, a câmera gira 360° e aparece a minha cara tranquila e sorridente.

Meu editor pode confirmar a cena. Sempre que o caos se instala eu olho pra ele e faço uma piada. Hehehe. Claro que nem sempre ele acha graça. rs. Mas o mais legal é poder ouvir ele contando piada. Tem uma que ele conta sempre e eu NUNCA lembro o final, ou seja, é sempre nova para mim. Aí quando ele termina, pergunta: "já contei essa, né? pq vcs não avisam?". E eu: "porque nunca me lembro do final e ela é engraçada!". Coisas impagáveis da redação de um jornal que vende 120 mil exemplares diários e não tem assinatura.

E meu humor é tão estúpido, tão estúpido, que eu fico rindo das coisas mais bizarras. Escuta essa. 23h, fechamento do caderno Mundo. A editora sai apressada e o sub-editor de Cidades grita:
- O Mundo acabou???!!
- É o fim do Mundo!! - ela retruca.

Ninguém mais ouve essa besteira, mas eu passo o resto da noite rindo! É, eu sou feliz. =D

22 de out de 2010

Simpaticando a baranguez

 Credo! Quase um mês sem postar!
É o tempo. Ou a falta dele. Ou o sono desregulado.

Hora para dormir? Não tenho. Mas se me perguntar quantos quilos eu emagreci em função do remédio que me tira o sono, eu digo de pronto: 4. Além de dormir, também não posso beber aquela cervejinha, o que nesses dias de intenso calor tem sido um sacrifício desumano. Se vale a pena? Vale.

Já ouvi mil conversas me desaconselhando o uso de anorexígenos, mas foda-se: estou sob supervisão médica mensal. E sim, já fiz isso outra vez, há 6 anos. E funcionou por 5 anos. Agora faço de novo. Remédios, dieta, exercícios. Uma intensa jornada.

O que me incomoda é: quanto da minha decisão é em razão da minha saúde (eu tinha colocado o pezinho no "sobrepeso" do IMC) e quanto é estética. Ficar bonita para mim ou em razão de uma sociedade que exige padrões de magreza absoluta?
 
A verdade é que eu nunca fui magra. Nunca na vida. Nem quando criança, nem quando adolescente. Sempre fui cheinha. Às vezes mais, outras menos, mas sempre parecida com a Mônica (baixinha, gorducha e dentuça). De duas, uma: ou eu me acostumei com as minhas curvas ou eu me engano muito bem. O fato é que eu gosto de mim. Com todas as estrias e celulites que tenho direito. Eu gosto de mim.

E é justamente por gostar de mim que eu acho que posso ficar mais gata se voltar a entrar num manequim 38, porque 36 nunca foi um objetivo. Os elogios têm chegado às pampas e, sim, é lógico que eu fico lisonjeada. Que mulher não gosta de se sentir bonita?

Mas o melhor de ter passado por uma fase baranga é que você se torna mais simpática (ou menos metida, intocável). O fato é que eu aprendi com o meu amigo Rainer o seguinte: se você é feia é preciso ser, ao menos, uma menina legal. 





Então... no post de hoje nós aprendemos a: gostar mais de nós mesmas. Não, não. Eu que agradeço.

30 de set de 2010

Como não votar em ninguém


Aviso aos engraçadinhos: Este blog não apoia absolutamente nenhum candidato.

Mas eu sou eleitora, e algumas coisas me incomodam demais. No meu penúltimo encontro entre amigos chegamos à conclusão de que é preciso conversar mais sobre política. Então vamos lá. #façamos

Eu já fiz as minhas escolhas para presidente, deputado estadual, deputado federal e pra um senador (falta o outro). No entanto, para governador tá difícil, difícil...

Isso porque as opções estão - a meu ver - muito aquém do que merece um Estado como Goiás. Hoje mesmo saiu no O Popular uma pequena entrevista com os candidatos. 20 perguntas simples, para serem respondidas naquele esquema ping-pong.

No item "inimigo", o que a dona Marta Jane (PCB) responde? "Os latifundiários e o agronegócio em Goiás". Isso é resposta que se dê? Muito bonitinho pra ser aplaudido pelos esquerdistas, mas se ela é realmente contra o agronegócio ela tem condições de ser governadora de um Estado que vive praticamente do dinheiro arrecadado com a comercialização de grãos e a venda de gado?

Marta Jane em debate da Band
Essa senhora faz ideia da importância do agronegócio para este País? Ou para este Estado? Daí essa senhora entra no governo e faz o quê? Taxa milhões de impostos para desestimular os produtores ruais, eles não produzem e nós temos que importar todo o alimento que consumimos? É isso o que ela acha que é bom para o nosso Estado? Isso para mim só tem um nome: despreparo.

Eu vou citar apenas de leve mais um caso. Primeiramente, ela apelou com a pergunta de uma repórter e, para mim, quem apela com pergunta já é despreparado por natureza. Ainda mais porque a pergunta era muitíssimo pertinente. Em seu programa eleitoral exibido na televisão, a referida senhora insiste em defender uma única proposta: a melhoria do transporte coletivo em Goiânia. Eu também ando de ônibus, sei a merda que é, mas o Estado precisa ainda de outros cuidados.

Pois bem, a pergunta da repórter era justamente essa: se ela não achava que ficar batendo na tecla do transporte coletivo não era uma coisa muito "região metropolitana" (or something like that), quando o Estado era uma coisa muito mais abrangente. Qual foi a resposta? Qualquer coisa do tipo "se eu estiver falando de mais de um município eu já estou na esfera estadual". De novo eu digo: despreparo.

Os demais

Eu tinha uma fééééé no tal Vanderlan Cardoso (PR)... Mas o homem só me prova despreparo também. Vai ver ele só não é bom de oratória, mas ele não me convence. Como é que um homem que só administrou uma cidade-dormitório tem capacidade para governar um Estado com tantas carências como Goiás? Difícil.
Vanderlan, Marconi e Iris

O Washington Fraga (PSOL) é desses muito apaixonados pela CUT. Já deu, né?

E aí restam Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB). Só de pensar nesses dois sujeitos já me dá preguiça, muita preguiça. Tanta preguiça que eu acho que eles nem merecem que eu discurse contra a candidatura deles.

*** Se você é um engraçadinho e chegou até esse ponto do texto, me faça um favor: não faça eu perder meu tempo com seus ataques e chiliques nos comentários. Política pode ser discutida, sim, desde que você respeite as minhas opiniões, assim como eu respeito as suas. Você tem REALMENTE bons argumentos? Então vá em frente.

28 de set de 2010

Vestígios do óbvio


Oi? Como é? Vestígios de que Tiririca não sabe ler ou escrever?

Pelo amor de Deus, gente! Não precisa ser nenhum gênio para perceber uma coisa dessas. Uma coisa é você interpretar uma personagem que é um palhaço de Itapipoca que não sabe ler nem escrever. Outra coisa é você SER um palhaço de Itapipoca que não sabe ler ou escrever.

Mas o fato de ele não saber ler ou escrever não me irrita, nem me assusta. O que me assusta é o palhaço de Itapipoca "perigar" ser o candidato mais bem votado da história das eleições em São Paulo. Isso sim me assusta.

Nessas horas eu bem concordo com uma frase que eu odeio ouvir: cada povo tem o representante que merece. Mas pelo amor de Deus! Eu não mereço um representante desses na Câmara dos Deputados. Ele não vai ali ser um vereador. Não. Ele vai pra Brasília. Votar nos projetos que são de interesse do povo. Quer dizer... ele não, né? Porque como é que alguém vai votar numa coisa que não leu?

Não me venham com essa conversa de voto de protesto. Isso não existe. Voto de protesto por voto de protesto, o macaco Tião já foi eleito no Rio de Janeiro. Pode isso, Arnaldo? A regra é clara: não pode. E a mulher pêra, galera?

E o pior é que pra esses casos não há ficha limpa que resolva. Até quando vamos nessa toada? Até quando?

23 de set de 2010

Quanto tempo tenho?


Coisas que bagunçam a minha cabeça...

Aos 28 anos um dos meus chefes "desistiu" do jornalismo. Afirma não querer mais uma vida que exige dele uma exclusividade de 8 a 10 horas diárias de trabalho estafante. Não quer a vaga do seu próprio chefe. Não se vê mais nessa vida sem feriados ou folgas no fim de semana. Vai casar até março. Quer mais tempo pra se dedicar aos seus negócios - e à sua mulher. É empresário e indica o mesmo para os colegas da redação.

O que me faz pensar...

Eu, com 24 anos, vou gostar dessa vida que ele desistiu por quanto tempo? Mais quatro anos? Será que um dia essa coisa de ir pra redação aos domingos e feriados vai perder a graça? Será que lidar com os anseios da população no cotidiano vai simplesmente me aborrecer? Qual é o meu prazo de validade de jornalista feliz? Será que eu só gosto disso porque não tenho outra atividade nem outra coisa melhor pra fazer? Tipo... um namorado é uma coisa quase impensável na minha vida. Não tenho tempo. Por quanto tempo a minha vida social atribuladíssima da madrugada vai continuar me divertindo?

Como sempre, muitas perguntas e quase nenhuma resposta.

18 de set de 2010

Too cute...


O que aconteceu com os rockeiros-cabeludos-barbudos-E-heteros dessa cidade??

Um show, vá lá... Mas num festival não há explicações para ver tanto-tanto-tanto veado junto. Não dá.

Não quero aqui desprestigiar ninguém em razão de sua sexualidade. Não mesmo. Longe de mim. Acho lindo a coisa da diversidade, de ter gay na Malhação e de agora não ser mais necessário entrar na faculdade para sair do armário. Acho mara. Mas...

Eu queria entender quando foi que tanta gente saiu do armário ao mesmo tempo. O que foi que aconteceu com essa cidade no último ano em que não estive aqui??

Tô começando a achar que eu vou ter que passar a ouvir sertanejo. Será que os cowboys também são todos enveadados? Sei lá, né? Brokeback mountain e tal... pans! Ok, ok. Um voto de confiança. A próxima saída vai ser no Samauma. Confere?

16 de set de 2010

Quase um mês depois...


Pareço de volta, mas ainda não estou. Com força total, pelo menos. (Sempre digo isso, mas sou sempre relativamente relapsa às postagens no blog)

Em um mês muita coisa acontece. A mais importante de todas é que finalmente voltei pra Goiânia e agora não pertenço mais a Jataí, embora continue escrevendo sobre a região para o jornal. Consegui uma transferência para o jornal popular da empresa, onde estou me divertindo muito. E aprendendo, é claro. Perfis diferentes, notícias iguais, editores diferentes, redação igual. É possível fazer uma lista das coisas que se parecem muito e das coisas que não se parecem em nada. Mas isso fica pra outro post.

A razão de eu não voltar com força total é que estou com internet há menos de uma semana e ainda não consegui me atualizar de todas as coisas que perdi até então (na internet, é claro). Uma pessoa normal teria marcado "como lido" todos os post do Google Reader e teria seguido em frente. Mas eu não. Eu realmente estou lendo tudo o que foi publicado neste último mês e é óbvio que se seguindo diariamente já era meio impossível, vcs imaginem agora...

Mas sei lá, não consigo seguir em frente se eu não entender o que andou acontecendo em minha ausência. Deve ser por isso que eu nunca tiro férias com mais de 15 dias. Nunca.

Pra finalizar, a primeira coisa mais tosca que me aconteceu desde que comecei na nova função.
Toca o telefone.
Atendo: Daqui, boa noite.
Fulano: Da onde?
Eu: Daqui.
Fulano: Daqui da onde???!!! (obviamente grilado)
Eu: Jornal Daqui.
Fulano: Ah... foi engano.

16 de ago de 2010

Pausa

Pra quem sentiu saudade dos meus textos (ô, dó...), aviso que estive de férias. Não estou mais, mas agora estou sem internet, o que continua inviabilizando o acesso ao blog.

Na volta, tenho novidades, muitas novidades.
Curiosos??

24 de jul de 2010

Não seja pego


Hoje eu ia falar sobre a cidade, mas mudei de ideia assim que vi que mais uma amiga se casou. Isto quer dizer que pelo menos umas cinco pessoas do "meu mundo" já se casaram neste ano. Sim, isso é demais, de acordo com as minhas contas.

Nada contra o casamento, nada contra as pessoas que se casam. Não. Acho bonitinho. E adoro as festas (hehe). Mas é que a cada vez que eu vejo alguém se casando, mais eu percebo o quanto não me encaixo. Quando penso em casamento me dá uma certa falta de ar. Provavelmente meu inconsciente entende isso como um aprisionamento, sei lá.

Pode ser que eu seja influenciada pelos casamentos desastrados que eu testemunhei ao longo da vida, principalmente ao longo da infância. Ou pode ser que eu esteja convencida de que esse tipo de união não faz parte da minha realidade.

Não me entendam mal, mas quando dizem "casar" tudo o que eu consigo pensar é numa puta festa e no vestido sensacional que eu vou usar. Mas não consigo visualizar um noivo com quem compartilhar uma vida. Talvez esta pessoa ainda não tenha de fato aparecido. Mas já vou avisando: vai ter que se contentar com o quarto ao lado. Não estou disposta a dividir um quarto, quiçá uma cama. Isso não é horrível?

Se eu não estou disposta a dividir uma cama, como eu posso estar disposta a dividir uma vida com alguém? Meu amigo Nando diria do alto de seu anarquismo o seguinte: e quem disse que casamento deve significar a partilha de uma cama? Talvez ele esteja certo (ou pelo menos é o que eu desejo acreditar neste momento).


Tenho assistido com afinco o seriado Dexter. O cara é um serial killer de assassinos, kind of hero, mas ele precisa se esconder de qualquer evidência, então aprende como parecer "normal" na sociedade em que vive. Para ele, parecer normal é um instinto de sobrevivência. "Não seja pego" é sua regra número 1.

O foda é que eu mesma tenho me sentido assim. Tenho sofrido muito por não me encaixar nesta sociedade, neste padrão de vida. Tenho sentido em mim uma necessidade urgente de parecer normal. Por um instinto de sobrevivência, talvez...

13 de jul de 2010

Das coisas que eu gosto



De todas as coisas que eu já fiz no jornalismo (não muitas, não muitas...), há duas em que eu realmente encontro a felicidade. A primeira delas é o hardnews, as notícias quentíssimas, que acabaram de acontecer. Um carro capotado ainda com o pneu girando, pessoas ainda gritando antes de entrarem na ambulância, burburinho, confusão e indigestão (sempre rola um frio na barriga ou vontade de vomitar, dependendo da cena). Tá, mega urubu isso, mas é legal.

E segundo são as reportagens de campo. Entender um pouquinho de agrobusiness e mercado de commodities é uma coisa que dá um certo prestígio (pra mim, só pra mim. rs). Porque apesar de eu ser completamente burra para a área de Economia, eu consigo conversar sobre as tendências mercadológicas de grãos - principalmente. O negócio é que jornalismo é uma coisa especializada em nada, então quando você finalmente entende de alguma coisa... sucesso!

Hoje o hardnews me deu mais uma razão pra gostar dele. O acidente ocorreu às 17h30. Às 18h eu estava lá e às 18h30 de volta na redação. Às 19h a matéria já estava no site do jornal, informando a quem quer que tenha acesso à internet que a pista estava interditada na quilômetro tal da rodovia tal. Isso sim é serviço prestado. Tudo muito rápido.

Nessas horas eu me esqueço de todos os problemas, inclusive os inerentes à carreira, e percebo o quanto eu sou privilegiada por ter uma profissão na qual eu realmente me realizo.

10 de jul de 2010

Where do I belong?


O problema não é, nunca foi e nunca será Jataí. O problema sou eu, que não pertenço a esse lugar. Muitas pessoas são felizes aqui. Muitas mesmo. Mas eu não me encaixo, eu não consigo ver a cidade como meu "lar". E isto é muito estranho, parece que você está sempre de passagem. Até hoje eu não tive coragem de comprar um colchão decente porque penso que estou prestes a ir embora. Já se foi um ano, e eu ainda estou aqui.

Eu também não sou inteiramente feliz em Goiânia. Embora seja, em minha opinião, um lugar infinitamente melhor que aqui, a capital não me satisfaz. Muitos seriam os jornalistas que me diriam a tentar São Paulo. Não sei se seria feliz em São Paulo. Algo me falta. Algo está perdido e eu não consigo encontrar.

Eu sinceramente não creio que fui feita para este continente. Mas não posso aqui mentir e dizer que eu era inteiramente feliz em Portugal, porque eu não era. De alguma forma eu me sinto vazia. Mais uma vez, algo me falta. Eu não sei se é algo, ou alguém, ou algures. Eu nunca estive plenamente satisfeita. Será que em algum momento alguém encontra a plenitude? Será que busco o inalcançável?

Essas dúvidas me doem na alma. Se alguém tiver respostas, gostaria de ouví-las. Ou lê-las...

3 de jul de 2010

Plágio


Esta é a primeira vez que eu sei que fui plagiada.

A sensação que me consome agora é de tanta revolta que eu nem sei do que sou capaz se eu vir a senhora dona da revista que acha que engana a cidade inteira copiando os textos das matérias exibidas na TV e dizendo que são dela.

Enquanto ela só copiava os textos da TV eu não me importava, mas desta vez ela usou um texto meu publicado no jornal. Na íntegra. Sem créditos ou menções.

Esta senhora é tão burra, mas tão burra, que ela poderia ter feito a coisa correta de várias maneiras. Cito: poderia ter me contratado freela para fazer um texto de conteúdo exclusivo para a revista dela (já que ela gosta tanto dos textos que eu escrevo) OU mais simplesmente ela poderia ter dado os créditos a mim e ao jornal de onde ela copiou a reportagem.

Só tenho uma coisa a dizer: segunda-feira eu falo com o jurídico da empresa do jornal e aciono o meu advogado. Beijo me liga.

2 de jul de 2010

Testes de internet

Tava à toa no twitter, numa noite sem graça, quando de repente aparece uma chance para fazer um teste. Nem me animei, mas pelo comentário do @renanrigo sobre o resultado do teste dele, eu precisei conferir o que era. Fiz o tal do teste pra saber com qual personalidade histórica eu me parecia e eis que a resposta foi: Elizabeth I.


Descrição: "fodona, picona, rainha das galáxias de andrômeda, muié de fases, nega maluca, mãe do Jack Sparrow. todos esses nomes se encaixam em você. você é a única que põe ordem nessa baderna. você chega, manda, e tá mandado, sacou? você é mais boladona do que os mano do tráfico. você manda nos corsários e piratas cheia de moral, e eles obedecem, ta ligado? TU É INTELIGENTE, TU É FODA, TU É TRUTA. TAMO JUNTO, BEBÉTY. só você pode transformar o atraso inglês na marinha mais pica do universo."

E aí... ri alto.

1 de jul de 2010

Diquinha básica


Não cruze o caminho de um jornalista perto do horário de fechamento do jornal. Nunca, jamais interfira no processo de criação à base de stress pré-fechamento. Você pode ser devorado vivo, levar um grito ou - na melhor das hipóteses - uma má resposta.

O que me lembra que amanhã eu devo um pedido de desculpas a alguém.

30 de jun de 2010

Ser jornalista é...


... Arrumar uns bicos pra pagar as viagens a Goiânia (custa R$ 100 pra ir e voltar!!!).

Já que o município não precisa muito do trabalho intelectual que eu posso oferecer, apelo para o trabalho braçal. Voltei às origens (que já me empregou até na Europa) e agora faço hidratação, escova e até manicure. Quem precisar, me avise, que eu tô fazendo um preço camarada.

Né, Carol??

28 de jun de 2010

Ser dona de casa é...

 
... Perder horas do seu dia pesquisando o melhor e mais barato multiprocessador de alimentos para tornar a sua vida na cozinha mais fácil.

E pra completar eu preciso dizer que eu adorei a tarefa, assim como a-do-ro imaginar como todas as coisas inúteis que vendem pela internet/televisão seriam úteis na minha vida. Sério. Encontrei até uma vassoura elétrica.

Mas eu acho sensacional quem pode gastar dinheiro com essas coisas toscas. Panela para fazer arroz, pipoqueira, máquina de waffle, omeleteira e por aí vai. Gente, esse povo não teve mãe pra ensinar a fazer tudo isso com panela e fogão??

É... acho que eu sou da velha guarda. Mas para cortar, triturar e fatiar, nada mais útil que um multiprocessador de alimentos... hahahahaha A partir de agora o salaminho terá sempre a mesma espessura!

Coisas do interior


Quem mais adora quando passa o fim de semana fora e descobre que o senhorio pulou o seu muro e roubou a sua água só porque teve um problema no abastecimento de água do restaurante dele?

Quem sabe da próxima vez ele não arrombe a porta da cozinha e tome um cafezinho, convidando-se por conta própria?

É pra acabar, viu??
Aôôôôôô, Jataí!!!!

17 de jun de 2010

Momento reflexão


Quando estamos acostumados a um certo tipo de vida, fica difícil imaginar como seria uma nova vida se tudo fosse diferente. O desconhecido, muitas vezes, estimula nosso inconsciente a dramatizar qualquer tipo de mudança. No atual momento da minha vida, tenho percebido em mim pequenas atitudes que provam o quanto as mudanças às vezes podem ser benéficas.

Não trato aqui de uma ou de outra coisa, mas de como todo um conjunto de fatores me proporcionou uma nova maneira de ver e de viver a vida (nossa, isso ficou muito novelesco!). Uma pessoa que, com um histórico explosivo como o meu, consegue respirar e pensar antes de agir é, antes de mais nada, uma vitoriosa.


Hoje é diferente a forma como vejo as reações das pessoas com quem convivo. Engraçado como, há bem pouco tempo, eu estava completamente alheia a elas. Antes elas me irritavam profundamente com sua "maneira de viver", mas aprendi com uma pessoa que tem sido um verdadeiro mestre que não se pode exigir das pessoas mais do que elas podem dar.

Não estou aqui criando um refúgio para os meus próprios defeitos, mas é que fico satisfeita em ver que essas mesmas pessoas que antes me tiravam do sério agora não me abalam mais. Eu sempre olho e penso: eu também tenho defeitos horríveis e eles ainda assim me suportam, por que eu não posso fazer o mesmo? E agora faço - ou tento.

É claro que há momentos em que eu penso em desistir do meu jeito zen de ser, mas não é muito melhor e mais humano quando conseguimos entender as limitações do outro? É um exercício complexo, que exige bastante do meu autocontrole, mas que eu quero continuar tentando. Quem sabe este não seja um caminho para uma vida de mais feliz?

3 de jun de 2010

As últimas

Afinal, o concurso vai acontecer normalmente. Neste domingo. E eu não estudei. Oh, Deus! Por que eu não estudei?

Tá. too late. Ah, sim... créditos pro Pedro que me convenceu a olhar pelo menos a legislação da Agecom e dos funcionários públicos estaduais.

Agora pausa nos estudos meia-boca (fala sério, ler não é estudar, né? grande farsa eu sou!) para assistir a Nilton Pinto e Tom Carvalho. Na volta eu digo se deu rock.

31 de mai de 2010

Momento deprê ou momento indignação?



Vocês se lembram de que eu pedi um break pra poder estudar? Pois bem. O concurso para as vagas de jornalistas foi suspenso porque no Edital exigia-se o diploma de nível superior de... jornalismo. Isso mesmo. Como o maldito STF resolveu que qualquer indivíduo da face da terra pode ser jornalista, o diploma agora não pode mais ser exigido.

Resultado: o MP (é o MP?? agora não me lembro!) agora quer que o edital seja retificado e as inscrições sejam reabertas para que pessoas não-formadas em jornalismo possam concorrer às vagas para jornalistas. Quem achou legal, põe o dedo aqui _o/

Pra completar: eu, que me achava muito esperta, escolhi o cargo de redator porque sabe-se-lá-deus-porque eu achei que todo mundo fosse fazer pro cargo de repórter. Péééémmm. Falso. O número de concorrentes deu na mesma massssssssss (Sempre tem um mas)... os jornalistas mais foda (inteligentes, estudiosos, com mestrado e tudo!) de Goiânia querem a vaga pro mesmo cargo que eu.

Somando-se aos fatos que a prova - teoricamente - acontece no próximo domingo, o resultado foi que eu desisti de estudar.

Pô, fala sério. Um concurso que não vai publicar o resultado de todos os concorrentes, que não tem data pra ter o resultado divulgado, que não aceita que a prova seja levada pelo candidato e que acontece às vésperas do ano eleitoral das eleições que elegerá o novo para governador (Agecom é estatal), NÃO PODE SER LEVADO A SÉRIO.

#prontofalei

24 de mai de 2010

Ninguém crê


Quem me vê num bate-papo informal desses nem consegue imaginar que eu estou trabalhando. Mas eu estava!! O meu interlocutor é o secretário de cultura aqui da cidade, o Marquinho. Ele é que é o dono da expressão "naves espaciais" para definir as caminhonetes de Jataí.

A foto é no Museu de Arte Contemporânea, onde na última quarta-feira teve início o 9º Salão Nacional de Arte de Jataí, o único do circuito artístico em toda a região Centro-Oeste. Importante, né? E a exposição está "mara", então se alguém for passar por aqui (a gente nunca sabe, nunca sabe...) não deixe de visitar!

21 de mai de 2010

O fim se aproxima


Pausa nos estudos.

Eu não resisti. Estou estudando, mas não parei de ver Lost nem Two and a Half Men - cujos episódios são de apenas 20 minutos. Desses pequenos prazeres da vida que a gente se permite...

Mas é que a charge foi "tão-tão" o que eu tô sentindo sobre Lost que precisei trazer pro blog.

16 de mai de 2010

Vida de concurseira


Este blog, assim como metade das coisas na minha vida - está parado por razões de estudo.

Neste momento, dedico-me ao concurso que prestarei em menos de 20 dias. Como o tempo é curto, peço que me perdoem a falta de posts e atualizações. Concluídas as provas, volto com força total.

Abraços aos queridos leitores que me suportam tão carinhosamente!
Até junho!!

4 de mai de 2010

"Mulheres bonitas deixam homens estressados"

Então desculpem-me!
kkkkkkkkkk

Meu ego tá bom hoje, hein??

Mas a pesquisa existe e foi publicada por cientistas da Universidade de Valência, na Espanha. Como eu sou menina boa e não fico plagiando ninguém, vai aí o link pra quem se interessar pelo assunto.

http://tinyurl.com/379xlbt

29 de abr de 2010

Naves espaciais aterrorizam jataienses

Em Jataí, no Sudoeste do Estado, um tipo de veículo muito comum tem tirado do sério as pessoas de bem. O tal veículo, robusto e produzindo um grave som, é fácil alvo de críticas devido à irresponsabilidade daqueles que o dirigem. Durante o dia desrespeitam os sinais de trânsito, atropelam pedestres e atingem motociclistas. Durante a noite, além de tudo, produzem um som alto e grave, exercendo sobre as estruturas das casas um efeito de terremoto, colocando em alerta os moradores da rua por onde passa.

O veículo também é, muitas das vezes, conduzido por adolescentes que sequer poderiam guiá-lo ou ainda por marmanjos embriagados e desatentos. Até então o tal veículo era conhecido por caminhonete, mas em Jataí o nome foi reconfigurado pelo secretário de Cultura, Marquim. "Caminhonete? Não, elas são naves espaciais. Veja como o condutor acredita que está pilotando em outro mundo", esclarece.

Como este tipo de veículo ainda não teve a circulação impedida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), as autoridades pedem cautela aos pedestres e demais que utilizam as vias de Jataí para trafegarem. A ordem expressa é de que, devido ao perigo, mantenham distância máxima das naves espaciais.

Por Marla Rodrigues
de Jataí

***** Este texto é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

21 de abr de 2010

Amadureci ou envelheci?


Primeiramente peço desculpas pela ausência. Estive com uma folguinha prolongada e aproveitei para dar um tempo da internet. Confesso que foi difícil, bem difícil. Várias vezes quis ceder à tentação, mas me mantive firme.

Estive pensando nesses últimos dias o quanto a vinda para Jataí me deixou mais... madura. Pessoal e profissionalmente. Até vir pra cá, eu nunca tinha trabalhado numa redação propriamente dita (só na rádio, mas eu era estagiária) e isso faz uma baita diferença para um jornalista.

Lembro-me de ficar chateada quando minhas matérias não saíam ou quando outro jornalista cobria a minha área de atuação. Era... frustrante. Porque eu queria ver meu nome estampado, queria 'aparecer'. Não sei se a palavra certa é essa, mas vou mantê-la.

Hoje eu consigo perceber que o que importa não é quem escreve e sim se estamos prestando um serviço. A notícia foi dada? Ela tem qualidade e relevância? Então ótimo. Isso me deixa feliz. E eu levei qualquer coisa do tipo de uns 3 ou 4 meses para amadurecer essa ideia e consolidar o pensamento.

E fico orgulhosa de mim mesma. Principalmente quando me deparo com profissionais tão despreparados para atuar numa área como o jornalismo. É um mundo de vaidades e é fácil escorregar no objetivo, que é informar a sociedade.

Pisar nas pessoas para tentar se destacar dos demais é um recurso usado com uma certa frequência, mas até então eu ainda não tinha visto isso tão de perto. Estou feliz por não ser comigo e estou feliz por ter orgulho dos meus colegas de redação e das pessoas com quem trabalho. Eu realmente aprendi a respeitar e valorizar o trabalho de cada um. Todo dia eu aprendo um pouquinho com cada um deles. E isso dá uma sensação de paz.

Por outro lado... Vir pra Jataí me envelheceu mais. Estou mais rabujenta com as coisas simples. Estando numa cidade com muuuuuitos universitários, tenho aquela boa e velha preguicinha de encarar os "points".  Eu não vejo graça em jovens estúpidos bebendo até cair ouvindo sertanejo. Eu tenho preguiça de ir a um lugar que tooooodo mundo vai. Eu tenho preguiça de não ter opções. Aliás, só me resta uma: "moer" em casa mesmo.

Chamo os amigos, a gente liga o videokê, toma um vinho, pede uma pizza e conta causos até amanhecer. Um amigo me perguntou se eu não vou casar. "Só se o marido aceitar dormir em outro quarto", foi a minha resposta. Ao que ele retrucou: "Marla, você está muito nova pra ser tão velha".

6 de abr de 2010

Porque não discuto mais cinema



Nessas minhas andaças do twitter encontrei um link que me chamou a atenção. Meu antigo professor de faculdade participava de um debate sobre o filme do Chico Xavier. Devido ao respeito que tenho por suas opiniões, resolvi encarar a parada, mesmo tendo desistido dos debates sobre filmes no primeiro ano de faculdade.

Qual não foi a minha surpresa! Eu deveria mesmo ter continuado com meu jejum. Eu não sei por que agora todo mundo se acha meio crítico de cinema. E o pior é quando as pessoas não conseguem separar as qualidades técnicas de um filme das qualidades da história contada. Deus, é tão difícil assim?

Tendo sido militante da causa espírita durante anos e hoje ateu - salvo engano - achei muito válida a opinião do professor. Uma análise tranquila, sem rancor, objetivando o filme em si, e não a história de Chico. Mas é claro que alguns babaquinhas (fico pensando se não são evangélicos...) começaram a questionar tantas coisas nonsense como, por exemplo, se as psicografias eram reais ou falcatruas...



 
Não sabe brincar, não brinca. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é OUTRA coisa. Quem disse que o filme está lá para provar alguma coisa? Daí repudiam o filme até como coisa do diabo. Ai, ai... tenho preguiça.

Acredito que filmes são iguais a pinturas ou a esculturas ou a livros. É absolutamente subjetivo e suas interpretações dependem da bagagem cultural de cada um. Aquilo que é verdade para mim pode não fazer sentido para você. E a vida segue em frente, nada de ficar empacando em detalhes estúpidos.

Pq desisti do cinema

Quando entrei na faculdade fiquei super entusiasmada em poder estudar cinema (havia inúmeras disciplinas voltadas para isso). Mas já no primeiro semestre eu me desencantei e no segundo eu desisti, de fato. A razão reside na forma como o professor lecionava as aulas. Que ele me perdoe, mas quem está na chuva é pra se molhar.


Achava podre quando ele jogava na cara dos alunos o quanto éramos fúteis porque gostávamos de Titanic ao invés de O corpo que cai. Porque tínhamos um olhar domesticado ao invés de um olhar crítico e imparcial. Porque o cinema hollywoodiano nos despejava seus melodramas e nós chorávamos. E alguém me responde: por que isso seria ruim?

Na minha modesta opinião, qualquer tipo de arte deveria ser apreciada sem preconceitos. Se fulano gosta de sertanejo, ciclano prefere o cinema novo, beltrano gosta do dadaísmo e eu de Paulo Coelho, ok. Não acho justo diminuir as pessoas porque elas gostam de algo que rejeitamos. Muito blasé. Se não fosse toda essa multiplicidade seríamos todos robôs. E chatos, muito chatos.

5 de abr de 2010

Orkut não é lugar de criança


Podem me chamar de careta à vontade, mas orkut não é lugar de criança.

Eu sempre fui adepta desta filosofia e fiquei ainda mais chata depois que vi aquele que pra mim é um irmão se aventurando sozinho nesta página de relacionamentos. Alguns vão dizer "mas ele já tem 12 anos" ou ainda "ele sabe o que pode ou não pode fazer". Concordo, mas o que me preocupa não é o que ele vai fazer e sim o que podem fazer com ele.

Por mais que nós, os adultos, possamos ensinar o que é certo e o que é errado ou qual atitude ele deve tomar em determinados casos, nós nunca, repito, NUNCA saberemos qual será a reação de uma criança diante uma situação inesperada. E é possível confiar no poder de discernimento de um pré-adolescente? Eu acho que não.

Só para ilustrar o post, cito dois fatos que pude constatar no recém-criado perfil daquele que eu ainda considero uma criança. A primeira é boba, infantil. Só causaria vergonha e embaraço. Uma colega de escola perguntava se ele queria "ficar" com uma menina e ele respondia que sim, mas que era pra manter segredo. Fail. Nem ele nem ela protegiam seus scrapbooks de olhares que não fossem de amigos adicionados. Logo, descobrir qualquer historinha ali foi muito mais fácil do que roubar o doce de um recém-nascido.

O segundo fato vai além. Tratava-se da marcação de um encontro. "Nos encontramos em tal lugar a tal hora, ok?" Isso realmente me preocupou. Um bando de cordeiros estúpidos dizendo à raposa em qual lugar estariam pastando. E se não sou eu? E se é um pedófilo esperando por uma oportunidade em que essas crianças estariam sozinhas, sem a supervisão de um adulto?



Não me chamem de neurótica, eu sou precavida. Não é à toa que o orkut diz ser uma coisa para maiores de 18 anos. A quantidade de comunidades pornográficas (pra dizer o mínimo) é assustadora, principalmente as que incitam crianças a fazerem sexo com adultos.

A coisa é séria e não dá pra fingir que não estamos vendo. Façamos alguma coisa!! E pra ninguém achar que eu sou tão louca, deixo aqui o link para uma matéria da Revista Educação, que cita o nome de algumas comunidades envolvendo crianças e adolescentes e o pior: a quantidade de pessoas que delas fazem parte. É assustador.

Confiram: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=11183

26 de mar de 2010

Informativo?


Gente, não dá pra entender essa frase.
Alguém me explica?

Aposto que o povo não leva o problema da dengue a sério porque não consegue acreditar que esses criadores de panfleto são "sabidos" de alguma coisa. Com um português desses...

Dois em um!


Cuidando da saúde, vamos internar o português...
E o francês também...

Coisas de Jataí.

23 de mar de 2010

Cinto é pra jacu!


Eu acho engraçado como é o trânsito no interior. Pelo menos aqui onde moro (não sou uma grande exploradora de cidades do interior). Ontem eu quase morri/me estrupiei/perdi uma perna. Uma amiga me levava de moto até uma agência bancária, a coisa de 4 quadras da minha casa.

Ela, que é mega prudente pra guiar, nem me deixa com medo de andar de moto - coisa que eu jamais faria em Goiânia, por exemplo. Mas eis que um babacão em sua imponente caminhonete de luxo estava olhando o movimento do barzinho da esquina e não parou no cruzamento que tinha um pare gigante. Resultado: enquanto atravessávamos o babacão quase me acertou na garupa. A sorte foi que ele estava bem devagar e deu tempo de frear. E meu anjo de guarda estava alerta.

Essa amiga esquentadinha foi até bastante fina pra falar com o babacão. Explicou pra ele que quem está de moto está sempre em desvantagem e que ela não merecia um pronto-socorro de presente de aniversário. Ele se desculpou, e disse que também andava de moto. Enfim, mais uma prova de sua infinda babaquice.



Nem vou entrar em detalhes sobre o desrespeito ao sinal vermelho, as ultrapassagens perigosas, a falta de conscientização sobre a faixa de pedestres ou a ignorância a respeito das preferenciais. Aqui cada um dirige como se não houvesse mais ninguém além dele na rua.

O ponto é que além do povo não dar a mínima para a sinalização do trânsito, simplesmente esquece que veículos são armas: matam "facim, facim". Outro grave costume do interior é a rejeição ao cinto de segurança. Já ouvi as histórias das mais estapafúrdias para justificar a ausência do item. A de um é a mais sem noção: ele acha que não deve usar porque usá-lo seria acatar uma imposição (????). A de outra é a mais fantasiosa: ela acredita que se o carro cair num rio ela vai ficar presa pelo cinto. Acho engraçado ela se preocupar com água quando 99% da viagem é feita na terra.
Mas o que mais me incomoda na questão do cinto é que as pessoas aqui criaram uma conotação ruim para usá-lo. Alguma coisa do tipo "só usam cintos de segurança esses babaquinhas da cidade grande", "não tem perigo nenhum". Então as pessoas me jogam seus olhares reprovadores quando eu coloco o cinto, mesmo estando no banco de trás. Vejo claramente em seus olhos: "mais uma babaquinha da cidade grande". Mas foda-se. É a minha vida e só eu posso decidir até onde vai o risco que eu quero correr.

E o vídeo abaixo é um belo alerta para o uso do tal item de "primo da cidade grande". E não tem nada traumático, apenas um alerta muito bem bolado.


12 de mar de 2010

Aos 30?



Estive esta semana pensando cá com os meus botões por que é que as mulheres estão "fadadas" às enormes imposições de ser bem sucedida, se casar e ter filhos antes dos 30 anos de idade. Por que ATÉ os 30? Quem inventou isso? Quem disse que essa é a data certa?

Ninguém ME disse isso, mas não consigo deixar de notar um certo olhar indiscreto sobre a minha pessoa que, diga-se de passagem, ainda tem estrada até à fatídica idade. É um olhar de descrença, misturado ao de piedade, do tipo "nossa, onde está seu candidato a marido"? Não tem, gente, não tem.

Daí eu, que sou muito fina, penso logo: puta que pariu, que pessoa retrógrada do caralho, que mente pequena!!! Há quem diga que o relógio biológico também é imperdoável. É uma coisa que vc não consegue deixar de pensar, sorry. Os médicos infernizam sua cabeça com as chances de se ter um bebê menos saudável crescendo junto com a sua idade...


 
O que isso quer dizer? Que se eu quiser esperar um emprego bacana pra poder sustentar decentemente uma criança o tempo pode ser cruel comigo? Que se eu quiser ser mãe solteira eu vou ser crucificada? Que se eu quiser viver radicalmente a partir dos 30 eu já vou estar velha demais pra isso? Eu hein!

Eu tento não fazer uma comparação tão assim... incomparável. Mas é nessas horas que eu vejo o quanto meu pensamento se encaixa mais nos "moldes" europeus. Pesquisas mostram que as mulheres europeias estão cada vez esperando mais para ter filhos. E mais: que a média custa passar de um filho por mulher.  Inclusive, a taxa de natalidade vem caindo bastante, vale a pena dizer. Enquanto isso, vejo mulheres com muito menos idade que eu tendo filhos. Vááááários filhos.

Quer saber? Foda-se. Eu sou diferente.

7 de mar de 2010

Aquilo que a gente não vê

 

Neste domingo uma amiga me fez companhia e me poupou de ter o desprazer de ligar a tv. Já tarde da noite nós conversávamos na varanda quando a luz acabou. Depois de xingar a cidade - porque só aqui a energia cai com tanta frequência - os olhos passaram a se acostumar com um outro tipo de luz.

Algo elevou o meu olhar. Eram estrelas. Inúmeras. Brilhando e roubando a cena e também as nossas palavras. Olhamos uma para a outra e percebemos o quanto somos uma poeirinha nesse universo imenso. O quanto ele é belo.

Foi com tristeza que constatei que nunca tinha parado para olhar estrelas aqui. Em uma cidade grande é difícil: há muitos prédios, muitas luzes competindo. Mas aqui, não. Aqui as estrelas brilham muito e eu nunca tinha prestado atenção nelas.

Poucos minutos depois a energia voltou e resolvemos apagar a luz da varanda. Era melhor assim. Nem sempre a gente vê aquilo que está na frente do nosso nariz. Era preciso aproveitar.
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